LIVROS GERAIS:

15042017 - O BAZAR DOS SONHOS RUINS:

O Bazar dos Sonhos Ruins (The Bazaar of Bad Dreams, 2015), é a coletânea de contos mais recente de Stephen King. A obra reúne 19 contos em forma de prosa e dois em forma de poema, sendo a esmagadora maioria deles já publicados em algum formato (ebook, audiobook, impresso em revistas etc). Apenas dois são inéditos: Obits e Mister Yummy.

Assim como Just After Sunset (2008), The Bazaar of Bad Dreams tem muitos contos que não se encaixam no gênero do terror. Mas, se há uma coisa que é comum à maioria das histórias, é a ideia da morte, mais como um fator inerente à vida do que como uma questão assustadora e sobrenatural.

Nota-se a preocupação de King com a chegada a velhice e a inevitabilidade da morte. Parece uma grande reflexão do autor sobre o tema, que é tão natural, mas que é um tanto tabu para as sociedades. Muitos dos personagens são pessoas idosas, em idade bastante avançada.

Portanto, os "bad dreams" (sonhos ruins, em tradução livre) a que se refere o título são mais pesadelos em relação à ideia da morte do que pesadelos em termos de terror. Antes de cada conto, King também lança mão de pequenos prefácios que contam o que o inspirou a escrever as histórias. Ao final de cada conto, o autor dedica a uma ou duas pessoas que marcaram sua vida ou carreira.

Em relação especificamente aos contos, há alguns muito bons. Mas a maioria deles poderia ser classificada como mediana, ou mesmo abaixo da média de King.

Como destaques positivos do livro, apontaria Bad Little Kid e Under the Weather. Dois contos com premissas bem interessantes e com características clássicas do terror.

Bad Little Kid só tinha sido publicado anteriormente como ebook em alemão e francês. Ela envolve um homem no corredor da morte, que resolve contar ao seu advogado sobre por que matou uma criança.

Já sem intenção de se livrar da pena capital, ele quer apenas contar sua história. O menino que ele matou, na verdade, não é exatamente um anjinho, mas sim uma peste que o persegue desde que o homem era uma criança.

O engraçado foi que eu tive a impressão de já ter lido essa história em algum lugar. Mas fora isso, achei a premissa muito legal.

Já Under the Weather é um conto bem ao estilo da história Psicose. Não vou dizer em que a história de King se parece com o romance de 1959 de Robert Bloch, porque vou acabar tirando a graça da história. Mas é um terror bem levinho e bem interessante.

Ao longo da história, você fica tentando descobrir qual a surpresa King reserva para você. E você só descobre, na verdade, ao final da história.

Há outros contos de terror que são interessantes, como The Dune, sobre uma duna que tem o poder de revelar a um velho juiz os nomes de pessoas que morrerão, e Obits, sobre um jornalista que faz carreira fazendo obituários de pessoas famosas, ridicularizando-as, até que ele descobre que sua escrita tem um estranho poder.

De resto, a maioria dos contos fica na média ou abaixo dela. Os demais contos de terror do livro são Mile 81 (uma mistura de Christine, de 1983, com Buick 8, de 2002), The Bone Church (poema sobre uma malfadada jornada na selva, ao estilo de Rhime of the Ancient Mariner, de Coleridge), Afterlife (que aborda uma visão pouco promissora e, portanto, assustadora da vida após a morte), Mister Yummy (uma reflexão sobre a morte e o ceifador), Herman Wouk is Still Alive (história que mostra o horror cru de uma morte violenta), The Little Green God of Agony (uma teoria sobrenatural acerca da dor e da agonia) e Summer Thunder (um dark drama pós-apocalíptico).

30112016 - ÚLTIMO TURNO - O SEGUNDO E ÚLTIMO DO EX-DETETIVE BILL HODGES:

Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Segundo os médicos, qualquer coisa perto de uma recuperação completa é improvável. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do Mercedes, logo se veem envolvidos no que pode ser seu caso mais perigoso até então. Brady está de volta e, desta vez, não planeja se vingar apenas de seus inimigos, mas atingir toda uma cidade. Em Último turno, Stephen King leva a trilogia a uma conclusão sublime e aterrorizante, combinando a narrativa policial de Mr. Mercedes e Achados e perdidos com o suspense sobrenatural que é sua marca registrada.

08112016 - STEPHEN KING LANÇA, NO BRASIL, O SEGUNDO LIVRO DO EX-DETETIVE BILL HODGES:

“— Acorde, gênio.”

Assim King começa a história de Morris Bellamy. O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo. Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado. Quando Morris é solto da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.

Segundo livro da trilogia policial onde Stephen King dá vida ao policial aposentado Bill Hodges, já apresentado no seu romance anterior: Mr. Mercedes.

Logo nas primeiras páginas o livro apresenta o peso habitual de King: uma invasão à residência do famoso e recluso escritor John Rothstein, comandada por um grande fã, chamado Morris Bellamy. Sabendo que fazia tempo que o autor estava afastado e sem lançar um novo livro, ele e seus comparsas invadem a casa do autor que pensa que os ladrões querem somente suas economias. Mas não, Bellamy sabe muito bem o que procura, obriga Rothstein a entregar-lhe seus cadernos, com mais histórias escritas a mão, incluindo uma do seu principal personagem, Jimmy Gold.

Bellamy mata seu ídolo rouba suas anotações e economias. Ele sabia que poderia ganhar muito dinheiro vendendo aqueles livros originais, ainda inéditos. Mas sua idolatria era maior que sua ganância e ele queria aquelas obras somente para ele. Então as esconde dentro de uma caixa embaixo de um tronco de árvore perto da sua casa.

Mas um belo dia, Bellamy é preso, por outro terrível crime. Condenado, espera 35 anos para rever seus bens mais preciosos. Quando ganha sua liberdade condicional vai procura-los imediatamente e encontra a caixa onde tinha guardado os cadernos e o dinheiro roubado de John, porém não existe mais nada dentro dela, alguém o roubou.

Esse alguém é um garoto chamado Pete Saubers, que usa o dinheiro achado para ajudar sua família a superar uma grave crise, além de ter a ideia de vender os livros inéditos para algum dono de Sebos literários.

É onde tudo começa a dar errado para o adolescente.

Este segundo livro se liga muito bem ao primeiro, a sequência se encontra com a parte inicial de uma maneira fluida, sem coisas bizarras acontecerem para que Hodges, Jerome e Holly se unam novamente para resolver mais uma história, nem que algo difícil de se acreditar os liguem ao garoto Pete, para ajudá-lo.

Porém, mais uma vez senti falta daquele terror da maioria dos livros de King. Assim como não é um livro de terror, este romance policial também não envolve nenhum mistério, King nunca esconde nada do leitor, buscando somente que fiquemos apenas ansiosos para saber como a história se desenrolará. E é nisso que King é um mestre, a cada palavra ele consegue deixar você mais agitado para saber como cada personagem ficará no capítulo seguinte e se no próximo instante algo de ruim poderá acontecer, e como sempre nos livros de King: ALGO DE RUIM ACONTECE!

O livro tem um enredo bastante enrolado e cansativo, na minha opinião. Stephen King demora muito para deixar a história emocionante, fica longe das grandes publicações do autor, mas é indispensável lê-lo para continuar por dentro da trilogia do Detetive Hodges.

O livro foi lançado em 2015, nos Estados Unidos, com o nome de “Finders Keepers”, uma expressão que traduzida para o português seria o famoso ditado “Achado não é roubado”, e que faz todo sentido para o livro, assim como a capa americana do livro, uma árvore com uma caixa entre seus galhos. Mais uma vez as editoras BR deixam a desejar, mudando o titulo para algo que acham que venderia melhor e deixando de lado a real intenção que o autor teve ao intitular sua obra. Achados e perdidos não faz o MENOR sentido para o livro e você jamais entenderia o porque do título em português. Como já se tornou comum em filmes, parece que agora estragam os nomes dos nossos livros, na hora de traduzi-los, também.

O livro chegou a ficar na primeira posição da lista de mais vendidos do jornal americano, The New York Times, mostrando que vendeu muito bem por lá, se tornando mais um best-seller de King.

“End of Watch”, algo como “Fim do Turno” será lançado ainda em 2016 para encerrar a trilogia. Vamos torcer para que desta vez a tradução não estrague o significado do titulo e que tenhamos uma capa brasileira melhor.

King segue diferente dos escritores comuns e consegue fazer mais um bom livro policial sem precisar que ele envolva mistério. É incrível como ele consegue prender o leitor sem que você sinta a necessidade de descobrir quem é o assassino misterioso, como na maioria dos livros do gênero.

Longe de ser um dos seus melhores trabalhos, “Achados e Perdidos” é nada mais que um livro de transição da sequência, que liga o primeiro livro ao que ainda virá, provavelmente fundamental para a história.
 

16082016 - O QUARTO PODER:

Emiliano José*

Não quero seja uma resenha, este texto. Que se o encare apenas e tão somente como um breve comentário sobre um belo e denso livro, com a inconfundível marca de Paulo Henrique Amorim, um dos melhores jornalistas brasileiros. Quando o classifico assim, faço-o na certeza de celebrar um homem de coragem, com posições claras, situadas à esquerda, latu senso. Gosto muito da ideia de que principal virtude da política é a coragem – originalmente de Hannah Arendt. Diria: a coragem é uma virtude essencial em qualquer área da existência humana. PHA é um homem corajoso, destemido.

Está no mundo, nas tormentas do mundo. Sabe que viver é arriscoso, à Guimarães Rosa, e não teme o risco do confronto, do debate. E o jornalismo pode fazer bem a quem queira exercer plenamente a cidadania. Ou mal. Depende da formação de quem o exerce. E do caráter. A PHA o jornalismo fez bem. E a passagem do tempo o tornou melhor, evolução nem sempre registrada em alguns outros colegas.

Não é raivoso. Mordaz, talvez. Irônico, quase sempre. Jornalista disposto a botar o dedo na ferida, e por isso volta e meia processado por quem não aceita sua interpretação dos acontecimentos. Sempre atento ao contexto, alerta com as lições da história, cuidadoso com a palavra, responsável com ela, sem nunca deixar de fustigar os podres poderes. Creio não gostar do ponto e vírgula. Não o encontro nos seus textos. Na dúvida, ponto. Frases curtas, mais adaptadas aos tiros certeiros. Parágrafos de poucas linhas. Olha o cenário com óculos de 180 graus.

O livro – O quarto poder – uma outra história, Hedra, 2015 – lança um olhar sobre sua trajetória de mais de cinco décadas de jornalismo, uma trajetória e tanto, marcada pela presença no jornalismo impresso e na televisão, e nesta insiste até hoje, atuação hoje combinada com a atuação nas redes, com seu jornal (ou é blog?) Conversa Afiada, de muito sucesso, com direito à televisão Conversa Afiada também. Representa seu espaço de cidadania plena, onde pode desenvolver, sem meios termos, seu próprio estilo, sem quaisquer restrições, porque patrão de si mesmo.

O olhar no livro é dele próprio, primeira pessoa, buscando inspiração em suas próprias anotações, feitas ao longo de todas suas décadas de repórter e editor. São mais de 550 páginas de história do jornalismo, numa edição bem cuidada. Curioso acompanhar o texto amparado por fotos de anotações de décadas passadas, guardadas ciosamente, um jornalismo meio em desuso em tempos de gravações descuidadas, só para constar, porque a verdade importa pouco.

A caneta e o papel eram sempre nossos companheiros nas situações de cobertura. Esta está esmaecida em tempos de elaborações prévias, em que o repórter, quando sai à rua, o faz apenas para obedecer a pauta, não importando o confronto com a realidade. Só teste de hipóteses, nada a ver com a procura da verdade. Triste.

PHA percorre essas décadas tumultuosas de nossa história, desde Getúlio ao menos – “a primeira vítima do Partido da Imprensa Golpista”, o PIG, expressão de seu gosto, popularizada por ele, nascida com o ex-deputado Fernando Ferro. A Rede Globo enfrenta sua pena afiada, ácida, em muitos capítulos, episódios, circunstâncias, olhar agudo do repórter, câmera implacável a esquadrinhar a história sem concessões. Trabalhou na Rede Globo.

“A Segurança Nacional precisava de uma rede nacional de televisão. E a Globo, para sua própria segurança, precisava de uma infraestrutura nacional de distribuição de áudio, vídeo e, principalmente, mensagens publicitárias.”

“Nas palavras de Homero Icaza Sánchez, ex-diretor de pesquisa da TV Globo, ´se não tem uma rede nacional, não se pode cobrar por um minuto de comercial o que se cobra. Então, a questão é econômica`.”

O primeiro Jornal Nacional foi ao ar em 1º de setembro de 1969, ano marcado pela escalada repressiva mais violenta da ditadura militar, que só vai se abrandar ali pelo final dos anos 70, quando vem anistia. A rede estava implantada.

Brizola é personagem tratado com carinho, talvez por sua ousadia e determinação, inclusive diante da perseguição movida pela mídia, a quem nunca se rendeu. Também é carinhoso com Lula, malgrado sua crítica ao fato de os governos do PT não terem enfrentado a regulação da mídia. Não lhe escapa a manipulação do debate entre Collor e Lula, feita pela Rede Globo, e ele desce ao episódio com riqueza de detalhes. Qualifica Golbery como o feiticeiro do PIG, no pré-64, sobretudo a partir da intervenção do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) na cena brasileira. “Os comandantes do assalto à opinião pública [para a preparação do golpe] eram o general Golbery do Couto e Silva e seu lugar-tenente, o escritor José Rubem Fonseca”. Não poupa FHC, a quem qualifica de “filho pródigo para a Globo”. Mostra também o papel da Rede Globo na eleição e reeleição do filho pródigo.

Vou parando por aqui. Quem quiser conhecer PHA melhor, é só adquirir o livro, bom para ser lido de uma sentada, e tem qualidades para tanto, e útil para ser guardado como elemento de pesquisa. Pudesse sugerir, e aconselharia os novos jornalistas de modo especial a lerem o livro. É o testemunho de um jornalista intrépido, cuja força de vontade e disposição de luta o levou a percorrer os caminhos da reportagem e da edição, no jornal impresso e na televisão. O contado foi vivido. E por isso mata a cobra e mostra a cobra morta.

O livro, a palavra de PHA, produz um diagnóstico riquíssimo da mídia brasileira.

Mostra o rigor de um jornalista com os fatos sem que para tanto necessite de qualquer frieza diante deles. Jornalismo imparcial é mentira. Jornalismo preocupado com a verdade é obrigação.

O panorama do jornalismo brasileiro dos dias de hoje reclama reflexão pelo descuido com a apuração dos fatos – a verdade factual é muito prezada por PHA, como o é, sei, por Mino Carta, que aparece com força no livro, especialmente no episódio de seu rompimento com a revista Veja.

Me pergunto se adianta muito tal leitura, tal a cultura desenvolvida entre os jornalistas nesses últimos anos. Insisto: acostumaram-se a sair apenas para religiosamente cumprir a pauta com objetivos pré-estabelecidos, os repórteres. E os editores, manchetar de acordo com os desígnios políticos, dos quais a mídia brasileira nunca se afastou. Somos uma das mídias mais partidarizadas do mundo – e justiça se lhe faça, a mídia hegemônica brasileira sempre teve lado, coerência, nunca tergiversou quanto a isto, e os episódios históricos evidenciam isso, de Getúlio ao golpe de 1964, e o livro de PHA documento isso à saciedade.

Navego sempre nas águas da esperança. Creio não ser possível continuar com um jornalismo tão descomprometido com a verdade, tão distante de qualquer credo ético do jornalismo, liberal que seja. Os novos jornalistas – e também os velhos – têm muito a ganhar com tal leitura. E quando manifesto esperança em mudanças é porque o jornalismo, nos termos praticados no Brasil de hoje, como demonstrado pelo livro de PHA, caminha para o suicídio. O índice de confiança da população nos nossos meios de comunicação hegemônicos está abaixo dos 5%, demonstrado por pesquisa recente. Nem que seja por algum sentimento de sobrevivência, ou só por ele, talvez sejam levados a mudar. E nem precisa mudar muito: cumprir tão somente os seus próprios manuais de redação.

16082016 - UM PASSADO SOMBRIO - PETER STRAUB:

Este é o primeiro livro de Peter Straub que li, devo confessar que tinha as expectativas extremamente alta, afinal o livro Um Passado Sombrio conta com a recomendação do Stephen King, então é claro que não é algo muito comum de encontrarmos e com certeza este é um fato que não passa despercebido aos olhos de um leitor!

O livro Um Passado Sombrio surge com o escritor Lee Harwell que curioso e interessado em uma história sombria perdida no passado e vivida por sua esposa Eel (Lee) e seus amigos juntamente com a universitária sedutora Meredith e com o Guru Spencer Mallon, Lee Harwell começa a investigar a história através de um 'diário' do falecido policial responsável pelo caso e a partir daí entra em contato com seus amigos do colegial através de sua esposa.

Tem início então uma série de dúvidas, mistério, suspense e terror em volta de um ritual secreto dirigido por Spencer Mallon e seus discípulos (A esposa e amigos de Lee, e Meredith). Lee encontra cada personagem importante desta história para formar tamanho quebra cabeça e buscar entender como este ritual ocasionou a morte de um dos discípulos de Mallon.

Em meio a tanto mistério e assombro o leitor vai sendo dirigido ao centro da trama, vai invadindo a mente destes personagens e revendo o dia do ritual de acordo com a experiência de cada um.

O livro vai sendo direcionado alternando entre as visões dos personagens, fato que aprecio muito, mas devo reconhecer que esta narrativa em alguns momentos tornou a leitura cansativa por algumas vezes a narrativa dos personagens repetirem alguns detalhes.

Contudo, devo dizer que mesmo com este pequeno incomodo na leitura o livro Um Passado Sombrio é maravilhoso, envolvente de tal forma que este pequeno ponto negativo se torna imperceptível e até relevante quando comparado com a obra no total, sendo assim, não tem como não elogiar e recomendar a obra assim como fez Stephen King!

16082016 - KOKO - DE PETER STRAUB:

Minha última leitura foi o romance massivo Koko, de Peter Straub. Um livro absolutamente poderoso em seu enredo, seus personagens, seu suspense, suas surpresas. Quatro antigos soldados americanos da Guerra do Vietnã planejam voltar ao Sudeste Asiático para encontrar um quinto, que eles supõem tenha enlouquecido e seja o responsável por uma série de assassinatos. Este é o ponto de partida no qual todo um painel social sobre o desajuste da volta à América depois da guerra ganhe um contorno muito bem trabalhado do ponto de vista psicológico por Straub.

O livro tem cenas e imagens poderosas, como a que descreve em detalhes o submundo das drogas e prostituição em Bangcoc. Ou ainda como o psicopata Koko mata suas vítimas. É de um realismo de enjoar o estômago. Outro mérito de Straub é conduzir e iludir com maestria os personagens e o leitor fazendo-os acreditar num certo personagem como o assassino, para depois surpreender a todos com a constatação de que o serial killer é outro. Aliás, isso ocorre por duas vezes no desenrolar da história.

Straub trabalha também com recursos de metalinguagem, na figura de um dos personagens que também é um escritor de livros de suspense e chega, ao requinte, de intercalar as obras do próprio personagem para dialogar com a história de Koko propriamente dita.

O texto fluente, o tratamento denso e complexo dos personagens, a inserção da narrativa em contato com os aspectos culturais da América contemporânea, ecoam uma lembrança inevitável com Stephen King. Mas Straub tem uma voz própria, ao menos neste romance, apresentando personagens bastante dilacerados e desestruturados do ponto de vista social e humano, além de exibir um conhecimento bastante apurado dos meandros e do cotidiano de um agrupamento americano nos excessos e horrores vividos no ambiente de batalha (chega a descrever uma batalha com detalhes de realismo impressionantes).

Apesar de suas 454 páginas distribuídas em um tipo de letra mais pequeno que o habitual nos livros da editora Francisco Alves, a leitura é fluente, instigante e só tenho a lamentar uma coisa: que o livro e a convivência com a história e os personagens tenha acabado.

}22052016 - PARABÉNS SIR ARTHUR CONAN DOYLE:

27122016 - MR. MERCEDES - DE STEPHEN KING:

  

Nas frigidas madrugadas, em uma angustiante cidade do Centro-Oeste, centenas de pessoas desempregadas estão na fila para uma vaga numa feira de empregos. Sem qualquer aviso um motorista solitário irrompe no meio da multidão em um Mercedes roubado, atropelando os inocentes, dando ré e voltando a atropelá-los. Oito pessoas são mortas, quinze feridos.

Em outra parte da cidade, meses mais tarde, um policial aposentado chamado Bill Hodges é ainda assombrado por um crime sem solução. Quando ele recebe uma carta enlouquecida de alguém que se auto-identifica como “privilegiado” e ameaça um ataque ainda mais diabólico, Hodges acorda de sua deprimente e vaga aposentadoria, empenhado em evitar outra tragédia.

Brady Hartfield vive com sua mãe alcoólatra na casa onde ele nasceu. Ele adorou a sensação de morte sob as rodas da Mercedes, e ele quer aquela corrida de novo. Apenas Bill Hodges, com um par de aliados altamente improváveis, pode prender o assassino antes que ele ataque novamente. E eles não têm tempo a perder, porque na próxima missão de Brady, se for bem sucedido, vai matar ou mutilar milhares. Mr. Mercedes é uma guerra entre o bem e o mau, do mestre do suspense, cuja visão sobre a mente deste obcecado assassino insano é arrepiante e inesquecível.

27122015 - O CONVIDADO DE DRÁCULA:

Estão reunidas aqui cinco obras-primas do conto de terror e mistério, das quais quatro são inéditas em língua portuguesa. “O convidado de Drácula”, embora já traduzido para o nosso idioma, foi publicado como um apêndice de “Drácula”, o principal romance de Bram Stoker. No entanto, esse conto se revela completamente autônomo em relação ao romance, autonomia que se sustenta até por sua trajetória histórica. Originalmente, “O convidado de Drácula” foi apresenta- do por Bram Stoker a seu editor como uma espécie de prólogo do célebre romance. Por sinal, àquela altura, o autor pretendia intitular o livro com o nome de “The undead”, expressão que literalmente poderia ser traduzida por “desmorto”, embora nossos tradutores tenham tradicionalmente optado por usar “morto-vivo”, termo que acabou consagrado. Enfim, o editor, considerando esse prólogo autônomo e apenas indiretamente relacionado ao romance, optou por cortá-lo, pois o original já era bastante extenso..

05122015 - A NOVA CONFIGURAÇÃO DE WILLIAM PETER BLATTY:

Um médico psiquiatra, encarregado de tratar pacientes em uma macrabra e secreta mansão gótica transformada em manicômio para ex-combatentes, se vê questionando sua fé e compaixão, em meio à loucura que impera no lugar. Logo esse trabalho começa a colocar em cheque todas as suas crenças, a tal ponto de ele não saber mais o limite entre o real e o falso, a sanidade e e o delírio.
Em A nona configuração, do autor best-seller de O exorcista, o psiquiatra Coronel Kane passa por muitas provações à medida que o centro é tomado pelo caos, e se depara com o seu maior desafio: enfrentar os próprios demônios... Nesta narrativa tensa e violenta, o suspense e terror psicológico imperam. Nada é o que parece ser e o final reserva grandes surpresas..

24112015 - A GAROTA NA TEIA DE ARANHA:

Ao longo da história recente da literatura, dezenas de bastiões, verdadeiros representantes de nichos consolidados, foram revisitados após a morte de seus autores. Por praticidade, a literatura policial demonstrou ser o gênero mais prolífico no que tange à adaptação/continuação de sagas, séries e legados de autores. Sherlock Holmes, James Bond, Sydney Sheldon. Todos foram às prateleiras em obras de caráter duvidoso e ajudaram a botar uma grana no bolso das editoras.

Com isso em mente, era mais que natural o receio do mundo literário quando os herdeiros de Stieg Larsson anunciaram que o autor David Lagergrantz, repórter que escrevera a biografia de Ibrahimovic, daria continuidade aos personagens Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

Larsson, o sueco criador da trilogia Millennium, foi vítima de um infarto fulminante antes que seus livros chegassem às livrarias – portanto não teve como testemunhar o sucesso avassalador da dupla: a trilogia vendeu 80 milhões de exemplares ao redor do globo e o primeiro volume, Os homens que não amavam as mulheres, foi justamente eleito melhor romance policial dos últimos dez anos. Carregada de feminismo, tecnologia, violência e um retrato brutalista da pacata Suécia, as prosa de Larsson atingiu em cheio todo um nicho refém das mesmas técnicas batidas de sempre, que convenciam ao requentar fórmulas batidas de um gênero idoso.

A missão de Lagercrantz, adianto desde já, foi cumprida com sucesso: copiando o estilo e a construção dos livros, ele conseguiu manter vivo o espírito de Larsson e construir uma trama intrincadíssima sem cair na maioria dos clichés. Mas eu disse maioria. Como tratava-se de um livro para comemorar o aniversário de dez anos do lançamento da trilogia, nada melhor do que homenagear a matéria-prima, certo? O problema é que Lagercrantz homenageia demais, deixando algumas coisas meio que sem sentido. O retorno dos agentes da Säpo – a polícia secreta sueca –, queridinhos dos leitores, me pareceu um tanto quanto forçado, ainda que renda boas cenas de ação e humanidade, principalmente na figura de Jan Bublanski, um policial judeu desacreditado com a vida e a existência de Deus.

Mesclando vários pontos de vista, assim como na trilogia, David oferece nesse “Aquilo Que Não Mata” – título sueco, extraído de uma frase de Nietzsche – um retorno aos dois últimos livros. Não só trazendo os policiais de volta, mas também toda a mitologia de Zalachenko e o passado de Lisbeth – muito bem recriado, deixando margem para algumas interpretações –, Lagercrantz foi feliz na escolha da trama principal: um cientista em perigo acaba recorrendo a Mikael; enquanto isso, um hacker invade a rede interna da NSA, a mesma denunciada por Edward Snowden. Conforme as páginas avançam, os fatos se cruzam numa cadeia cada vez mais intrincada onde as informações vão sendo despejadas em doses homeopáticas, como num filme de suspense – assassinos, União Soviética, autistas, espionagem industrial e personagens riquíssimos: está tudo lá.

(Em alguns pontos da narrativa fica difícil crer nas soluções apresentadas pelo autor, e para o grande público, eu diria, compreender o significado de termos cibernéticos e matemáticos será uma grande batalha. Os diálogos também parecem forçados aqui e ali, mereciam uma edição mais rigorosa).

Lisbeth e Mikael. Se o segundo aparece amargurado e distante do homem pragmático e objetivo que sempre foi – é o único personagem para quem o tempo parece ter passado; sério, todos os outros parecem ter ficado presos em 2003 –, a hacker favorita da literatura mundial retorna em grande estilo. Aparecendo pouco, como sempre, Lisbeth é providencial – e praticamente divina – quando tem de ser. Talvez falte um pouco de agressividade e cenas das tradicionais torturas físicas e psicológicas que seus inimigos costumam sofrer, mas o leitor fiel não vai se incomodar muito com isso.

O grande problema no arco de Lisbeth é a forma como ela se conecta com toda a história: pode ser que tenha sido uma decisão arriscada demais por parte do autor, e não vou desfilar argumentos aqui para não dar o inevitável e temido spoiler, inserir certos elementos do passado de Lisbeth como motor das 465 páginas desse romance. No esforço de se manter autoral, emular Stieg Larsson e agradar os fãs, David Lagercrantz fez um verdadeiro tour de force. Errando bastante, com certeza, mas acertando em cheio na nostalgia & diversão, A Garota Na Teia De Aranha é um ótimo entretenimento e deixa margem para continuações num final um tanto quanto decepcionante. O sueco já declarou que pretende escrever mais um ou dois livros, e depois cair fora. Não quer ser Stieg Larsson para sempre. De qualquer forma, é fato que, com Lagercrantz ou não, Lisbeth e Mikael voltarão.

24112015 - STEPHEN KING - REVIVAL:

E o nome constante nas capas de meus livros era – em fonte maior do que o próprio título do romance – Stephen King. Sempre que conseguia colocar minhas mãos de unhas roídas em um dos livros do autor, eu me trancava em casa e não saía do quarto, devorando páginas depois de páginas por horas seguidas, até que tudo estivesse dito e feito. O Iluminado, Desespero, A Coisa, Insônia… Os livros se acumulavam e os dias corriam sem que eu notasse o mundo real. Vivi grande parte de minha adolescência com o vento gelado do Maine batendo em meu rosto, o frio agudo e as cidades pequenas onde todos se conheciam e normalmente se intrometiam na vida dos outros. Era um mundo imaginário, ainda que palpável por causa da descrição primorosa e dos personagens que pareciam respirar perto do meu rosto. O mestre do horror teve grande influência em meu gosto por livros, filmes e até mesmo pela música. Por isso, Revival pode ter um significado muito maior para mim do que para você.

Veja bem, Stephen King pode ser um tipo poderoso de droga. Você sabe que não é a melhor das decisões, mas vai em frente e experimenta a viagem. Depois, você tenta de novo. E de novo. E quando se dá conta, seus braços estão coçando e você começa a rodar as livrarias da cidade para encontrar outro livro dele para ler. Às vezes, tarde da noite.

Mas há fases diferentes nos livros do mestre do horror, como em qualquer outro escritor prolífico o suficiente. Revival, o livro mais recente do escritor norte-americano – com lançamento programado no país para este ano pela Suma de Letras – é sobre sua primeira fase, quando os livros pagavam contas mais urgentes e ele escrevia envolto em dunas de cocaína e álcool.

O romance é sobre religião, rock, drogas e energia. Não exatamente nessa ordem. O livro orbita a vida de Jamie Morton, filho mais novo de uma grande família que brincava com seus soldados de plástico, quando Charles Jacob faz uma visita em sua casa. É o começo de uma amizade que toca profundamente a criança, e Jacob começa a ensinar um pouco do que sabe sobre eletricidade: um mistério para a comunidade minúscula e parcialmente rural. Charles faz alguns truques elétricos para chamar a atenção dos adolescentes, que debandavam da igreja como jovens fazem, um papel que lhes é esperado, e o pequeno Jamie logo está fascinado com as possibilidades que uma corrente elétrica traz. Como, por exemplo, amplificadores de som. Depois de um terrível acidente de trânsito, Jacob some da vida de Jamie, e o garoto, com o passar do tempo, se apaixona pela guitarra de um de seus irmãos mais velhos. A energia volta ao romance quando Jaime Morton sobe ao palco pela primeira vez e a estática das caixas de som chega aos ouvidos de todos.

O livro foca Charles Jacob como um homem que perdeu a fé em Deus e a substituiu pelo amor à eletricidade; Jaime Morton luta com seus próprios demônios em pó, injetáveis ou líquidos, enquanto deixa escapar pelas mãos a chance que tinha para ser um excelente músico numa banda de rock. Revival é sobre segundas chances, sobre fé, música e sobre um tempo que já se passou e agora vive na memória dos que hoje são velhos o suficiente para pensar nas décadas passadas com nostalgia.

Mas há dois pontos que gostaria de focar: abordar todos os pilares que fazem com que o livro se destaque seria cansativo para nós dois, meu caro leitor.

Primeiro, recomendo outras leituras de Stephen King antes de Revival. Muita coisa fica perdida se o leitor não abrir o livro com prévia base do autor e de suas influências. A cena final do livro seria um absurdo sem qualquer sentido para o leitor que desconhece o horror clássico de King, Edgard Allan Poe e H. P Lovecraft, por exemplo. As homenagens a Mary Shelley, aos demônios de absoluto horror de Lovecraft e aos livros de início de carreira do próprio King passariam despercebidas. Nas Montanhas da Loucura, do criador de Cthulhu, é uma leitura essencial para o leitor que gostaria de capturar a essência das últimas dezenas de páginas. Do contrário, a experiência ficaria incompleta, frustrante como uma fila de banco sem um livro nas mãos. Ou alguma loja de roupas, se você preferir.

Por fim, o próprio título indica que o escritor gostaria de revisitar suas origens, as raízes literárias que lhe compraram um lugar quase contínuo na lista dos best-sellers. Revival é, em muitos aspectos, um produto das décadas de 1970-80, e há naturalidade na nostalgia: Morton cresce, passando de uma criança para um velho guitarrista, fora de forma e deslocado, quando pensa na cultura que se desenvolve ao seu redor, mas que lhe é alienígena, exótica. O terror é mais latente nas páginas deste livro do que, digamos, em Doutor Sono ou em Mr. Mercedes, os últimos lançamentos. Conforme King envelhece, também envelhecem suas personagens, e Jaime Morton se torna muito mais interessante e real quando está com 50 anos. Ele realmente se estrutura de forma complexa e com cores vivas, refletindo o anacronismo do próprio escritor. O clímax não ocorre quando Morton é um adolescente ou jovem adulto em pleno vapor, mas quando ele já sente a respiração pesada, e os joelhos começando a falhar; quando um x-burger já não cai assim tão bem no estômago, e o futuro está no passado. Mas os elementos mais antigos também estão presentes: o vilão que beira o caricato; a bela moça sem pudores que serve como o escape sexual que separa os meninos dos homens; e o quase culto à cerveja com doses de cocaína e heroína, que casam muito bem com a carreira musical de Jaime Morton. A eletricidade também forma um elemento de interesse, e o leitor fica nas bordas do livro, imaginando quando a merda finalmente baterá no ventilador e a eletricidade entrará na equação como elemento de vital importância; o “x” que todos nós procuramos.

E é neste ponto que a obra não consegue se manter. Enquanto minhas preocupações em resenhas passadas se davam com o passo lento das histórias e passagens que se esticavam demais, sem foco, sem propósito, King, aqui, poderia ter se prolongado um pouco mais. A história de Jaime Morton demora para colocar todas as peças no tabuleiro, mudando o leitor no tempo e no espaço e tomando seu devido tempo para construir o cenário, até que possamos sentir os cheiros dos lugares saindo pelas páginas. A perda da fé está presente, assim como a revolução na qualidade de vida que a eletricidade proporciona; o abuso de drogas e as segundas chances também aparecem nesta ou naquela página. Porém, há a sensação de que não olhamos diretamente nos olhos do dragão, não nesta obra. Podemos senti-lo, quase visualizar onde o escritor queria chegar, mas o livro falha ao deixar de agarrar seus demônios pela garganta e esfregá-los na cara do leitor.

O romance se propôs a recuperar o terror que desapareceu – diluiu-se, para ser mais preciso – nas publicações do autor, principalmente depois de seu grave acidente em 1999. A impressão é de que a obra quer ter a energia dos 20 anos enquanto bombeia sangue em veias de 60: breve demais, seria muito melhor se tivesse a paciência e preparo, para se esticarem um pouco mais as pernas e percorrer aquele quilômetro extra. É na nostalgia que o livro me conquistou, no olhar que reserva para os monstros que aguardavam debaixo da cama. Para alguém que cresceu com livros na mão e o nariz enterrado em páginas amareladas pelo tempo, Revival atinge o ponto que te faz lê-lo com carinho.

24072014 - JÁ A VENDA UM DOS MAIS RECENTES LIVROS DE STEPHEN KING - JOYLAND:

Mais um livro do mestre Stephen King que demorou um bocado para sair aqui no Brasil finalmente ganhou capa nacional e previsão de lançamento. Publicado em junho de 2013 nos EUA pela Hard Case Crime, selo da editora Titan Books, o livro chega ao Brasil pela editora Suma de Letras no mês de Julho. O romance se passa em uma cidadezinha da Carolina do Norte, e o cenário é um sinistro parque de diversões no ano de 1973, na história um estudante universitário chamado Devin Jones, arruma um emprego no parque onde acaba confrontando o legado de um assassino, uma criança moribunda e as formas como eles influenciarão em sua vida. O livro tem 240 páginas e a capa brasileira você pode conferir logo acima: "Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa. Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais."

10072015 - ARTIGO SOBRE STEPHEN KING REVISTA "PLAYBOY DE JULHO DE 2015":

24-04-2014: 2 LIVROS EM STEPHEN KING NO BRASIL "SOBRE A ESCRITA" E "ESCURIDÃO TOTAL SEM ESTRELAS":

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios BRAM STOKER e LOCUS na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a escrita — A arte em memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.
Com uma visão prática e interessante da profissão de escritor, incluindo as ferramentas básicas que todo aspirante a autor deve possuir, Stephen King baseia seus conselhos em memórias vívidas da infância e nas experiências do início da carreira: os livros e filmes que o influenciaram na juventude; seu processo criativo de transformar uma nova ideia em um novo livro; os acontecimentos que inspiraram seu primeiro sucesso: Carrie, a estranha. Pela primeira vez, eis uma autobiografia íntima, um retrato da vida familiar de King.
E, junto a tudo isso, o autor oferece uma aula incrível sobre o ato de escrever, citando exemplos de suas próprias obras e de best-sellers da literatura para guiar seus aprendizes. Usando exemplos que vão de H. P. Lovecraft a Ernest Hemingway, de John Grisham a J. R. R. Tolkien, um dos maiores autores de todos os tempos ensina como aplicar suas ferramentas criativas para construir personagens e desenvolver tramas, bem como as melhores maneiras de entrar em contato com profissionais do mercado editorial.
Ao mesmo tempo um álbum de memórias e uma aula apaixonante, Sobre a escrita irradia energia e emoção no assunto predileto de King: literatura. A leitura perfeita para fãs, escritores e qualquer um que goste de uma história bem-contada.

ESCURIDÃO TOTAL SEM ESTRELAS:

Na ausência da luz, o mundo assume formas sombrias, distorcidas, tenebrosas. Em Escuridão total sem estrelas os crimes parecem inevitáveis; as punições, insuportáveis; as cumplicidades, misteriosas. Em 1922, o agricultor Wilfred e o filho, Hank, precisam decidir do que é mais fácil abrir mão: das terras da família ou da esposa e mãe. No conto Gigante do volante, após ser estuprada por um estranho e deixada à beira da morte, Tess, uma autora de livros de mistério, elabora uma vingança que vai deixá-la cara a cara com um lado desconhecido de si mesma. Já em Extensão justa, Dave Streeter tem um câncer terminal e faz um pacto com um estranho vendedor. Mas será que para salvar a própria vida vale a pena destruir a de outra pessoa? E, em Um bom casamento, uma caixa na garagem pode dizer mais a Darcy Anderson sobre seu marido do que os vinte anos que eles passaram juntos. Os personagens dos quatro contos de Stephen King passam por momentos de escuridão total, quando não existe nada — bom senso, piedade, justiça ou estrelas — para guiá-los. Suas histórias representam o modo como lidamos com o mundo e como o mundo lida conosco. São narrativas fortes e, cada uma a seu modo, profundamente chocantes.

 

03-02-2015 - HERCULE POIROT ESTÁ DE VOLTA EM "OS CRIMES DO MONOGRAMAS:

Desde a publicação do seu primeiro romance em 1920, mais de dois biliões de cópias de livros de Agatha Christie já foram vendidos em todo o mundo. Agora, pela primeira vez, os familiares da que foi considerada a 'Rainha do Crime', deram o aval à escritora britânica Sophie Hannah, para que criasse e publicasse uma nova história, que desse continuação à vida de Hercule Poirot. Os Crimes do Monograma (320 páginas), cujo título original é The Monogram Murder.
Desde a publicação do seu primeiro romance em 1920, mais de dois bilhões de cópias de livros de Agatha Christie já foram vendidos em todo o mundo. Agora, pela primeira vez, os familiares da que foi considerada a 'Rainha do Crime', deram o aval à escritora britânica Sophie Hannah, para que criasse e publicasse uma nova história, que desse continuação à vida de Hercule Poirot. Os Crimes do Monograma (320 páginas), cujo título original é The Monogram Murder.

Sinopse:

Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.
Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ.
Poirot junta-se ao seu amigo Catchpool, detetive da Scotland Yard, na Sentado no seu café preferido, Hercule Poirot prepara-se para mais um jantar de quinta-feira quando é surpreendido por uma jovem mulher. Ela chama-se Jennie e diz estar prestes a ser assassinada. Mais insólita do que esta afirmação é a sua súplica para que Poirot não investigue o crime. A sua morte é merecida, afirma Jennie, antes de desaparecer noite dentro, deixando o detective perplexo e ansioso por mais informação.
Perto dali, o elegante Hotel Bloxham é palco de três assassinatos. Os crimes têm várias semelhanças entre si: os três corpos estão dispostos em linha reta com os braços junto ao corpo e as palmas das mãos viradas para baixo. E dentro das bocas das vítimas, encontra-se o mais macabro dos pormenores: um botão de punho com o monograma PIJ. (08012015)

DOUTOR SONO - DE STEPHEN KING:

Se você curte o gênero, deve conhecer a história de “O Iluminado” – , uma baita trama de horror escrita pelo o autor (e mestre do suspense!) Stephen King.
E mais de trinta anos depois de ter escrito a história, chega às livrarias a obra “Doutor Sono” – , a continuação de “O Iluminado”.
Na sequência, o autor revela o que aconteceu com Danny Torrance – , o garoto central da primeira história, depois de sua terrível experiência no Hotel Overlook.
O livro “Doutor Sono” mostra a vida de Danny, já como um senhor de meia idade. Ele se torna o “Doutor Sono” quando recebe a ajuda de um gato que prevê a morte dos pacientes.
Danny conhece Abra Stone -, uma menina que tem um grande poder, e desperta os demônios de seu passado.
O livro “Doutor Sono” é uma verdadeira luta entre o bem e o mal, e é de arrepiar! Perfeito para os fãs de King. (10122014)

A BIOGRAFIA DA BELÍSSIMA JENNIFER LOPEZ (23112014):

UM LIVRO AZEDO:

Grumpy Cat é o gato mais mal-humorado que você já viu. Neste livro, o fenômeno mundial da internet vai mostrar que ser azedo não é um talento que vem de berço; qualquer um, com muito treino e determinação, pode desenvolver. Conheça a breve história do Grumpy Cat (incluindo todos os sonhos que ele já arruinou), descubra bons motivos para odiar cachorros (e pessoas) e pratique seu mau humor em jogos criados especialmente para você se sentir frustrado. Com todas essas dicas, o Grumpy Cat finalmente espera que você o deixe em paz. E, por favor, não se divirta ao ler este livro. Porque se divertir é horrível.!

NOSFERATU - DE JOE HILL:

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então, o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.
O autor é filho de Stephen King.
   
MISERY:

Durante uma nevasca no inverno de 1987, Paul Sheldon, renomado escritor de livros de suspense, sofre um acidente de carro e tempos depois acorda em uma cabana no interior da pequena cidade de Sidewinder, no Colorado, com as pernas quebradas e sem saber como fora parar ali. Sua salvadora é Anne Wilkes, uma enfermeira auto-intitulada “Fã Número 1” do escritor e de sua mais famosa série de livros, “Misery” (que também é o nome da personagem principal dos seus livros). Inicialmente Annie mantém Paul preso a sua casa com a desculpa de que não pode levá-lo ao hospital devido a forte neve que caia lá fora. Ao ler o último livro da série “Misery”, entretanto, Annie fica enlouquecida quando descobre que a personagem principal e sua favorita, Misery Chastain, morre no final do romance. Ela passa então a torturar Paul física e psicologicamente para que ele escreva a continuação, “O Retorno de Misery”, ressuscitando sua personagem favorita. Paul inicialmente reluta, mas logo percebe que a oportunidade de ressuscitar Annie pode ajudá-lo a manter-se vivo e quem sabe, talvez conseguir escapar das garras de sua fã psicopata.

“Louca Obsessão” é um dos poucos romances, na minha opinião, cujo subtítulo em português fez tanto sentido quanto o título em Inglês (que na nova versão do romance também foi mantido). Não há palavra melhor para definir as 326 páginas de tortura física e psicológica sofridas por Paul Sheldon nas mãos de sua “fã número 1” e psicótica Anne Wilkes, que, apesar de motivava pelo estopim inicial, que fora a morte de sua personagem preferida nos romances de Paul, já possuía uma tendência psicopata extremamente elevada. Não entrarei em detalhes para evitar spoilers, mas posso garantir que Annie Wilkes entrou para a seleta galeria de piores (ou seriam “melhores?”) vilões já criados pelo Tio King.

Apesar de não ser um livro relativamente curto e de possuir uma trama focada em dois únicos personagens (os coadjuvantes, como os policiais que investigam a casa de Annie após o desaparecimento de Paul e até mesmo a porca que Annie apelidara de “Misery”, estão lá, mas aparecem muito pouco na história) a leitura flui de maneira considerável, sem muitos atropelos ou embromações que estamos acostumados a ler em alguns romances de Stephen King. O fato de reduzir a história aos dois, Annie e Paul, deu a King a oportunidade de se aprofundar mais ainda na psique neurótica de Annie e em suas motivações, a primeira vista triviais, mas que com o passar do tempo e com a descoberta de detalhes sobre o seu passado como enfermeira, tornaram-se perfeitamente plausíveis.

Na nova versão do livro a tradução ficou a cargo de Elton Mesquita e a capa adotada é a mesma da versão em paperback britânica (na minha humilde opinião, um dos maiores acertos da Suma com relação aos relançamentos dos livros do King no Brasil). Outro detalhe que achei bastante interessante foi a diagramação. Em um determinado trecho do livro, quando Paul é forçado a escrever um novo romance, dando outro final para a personagem Misery, a máquina que ele utiliza tem a letra “n” danificada e ele é obrigado a preencher os espaços vazios a mão. A tipologia utilizada pela editora emulou isso:

Na introdução de “Os Livros de Bachman”, King relata que “Misery” deveria ter sido originalmente um romance publicado pelo seu pseudônimo. Entretanto, reza a lenda que devido ao final do livro, pouco compatível com o “Estilo Bachman”, King optou por publicá-lo com seu nome mesmo. King ainda teria afirmado que a dependência de Paul ao remédio fictício “Novril” seria uma metáfora a sua própria dependência das drogas e ao modo como, na época, a sua família o teria ajudado a resolver o problema.

O RÉU E O REI:

O "Roberto Carlos compareceu vestido de Roberto Carlos: calça jeans, terno azul e tênis branco", escreve Paulo Cesar de Araújo sobre o encontro ocorrido em 27 de abril de 2007, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. O trecho está em "O réu e o rei" (Companhia das Letras), que o autor lançou nesta terça-feira (20). No livro, ele fala sobre a polêmica proibição de sua obra anterior, a biografia "Roberto Carlos em detalhes" (Planeta).
"O réu e o rei" chegou às livrarias sem qualquer campanha de divulgação feita pela editora.
"A Companhia decidiu avisar a imprensa e os leitores só com o livro pronto. Sabemos dos riscos que corremos, apesar de não ser uma biografia sobre o cantor – e sim um relato, uma reportagem sobre a relação do PCA e RC", afirmou ao G1, por e-mail, nesta quarta-feira (21), a assessoria de imprensa da editora.
De acordo com a assessoria, jamais houve um caso semelhante, em que uma obra da Companhia das Letras, fundada em 1986, não teve campanha publicitária. A tiragem de "O réu e o rei" (30 mil exemplares), no entanto, é superior à média. Com 528 páginas, o livro tem um título complementar que faz referência à biografia banida: "Minha história com Roberto Carlos, em detalhes".

"São Paulo, sexta-feira, 27 de abril de 2007.

Eram 13h40 quando eu e Roberto Carlos entramos na sala 1-399 do Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, 20ª- Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da cidade. Pela primeira vez ficaríamos frente a frente desde que ele movera dois processos contra mim na Justiça: um na área cível, outro na criminal. O artista me acusava de invadir sua privacidade, usar indevidamente sua imagem e atingir sua honra, boa fama e respeitabilidade. A prova estaria no livro Roberto Carlos em detalhes, escrito por mim e publicado pela editora Planeta em dezembro de 2006. Além da imediata proibição da obra, o cantor pedia uma alta indenização em dinheiro (chegou a requerer multa diária de 500 mil reais) e minha condenação a uma pena que, segundo seus advogados, poderia ultrapassar dois anos de cadeia.
Nosso encontro no fórum era uma das etapas do processo criminal: uma audiência de conciliação convocada pelo juiz Tércio Pires. Inicialmente, o magistrado marcara a sessão para sexta-feira, 13 de abril — conforme chegou a ser publicado no expediente judiciário. Roberto Carlos solicitou, porém, a mudança de data. Como o próprio artista admite, tem superstição com o número 13, e sempre que possível o evita. Consta que ele não marca nada de muito importante nessa data, não se senta em poltrona 13 de avião, não anda em carro que tenha 13 na placa e deseja construir prédios sem o 13º- andar. A data da audiência foi então reagendada para uma outra sexta-feira, 27 de abril. Contrariando previsões meteorológicas, fazia calor naquela tarde. Evitei meu traje habitual, de maior informalidade, e fui para a reunião de blazer e calças cinza, camisa e sapato social preto. Roberto Carlos compareceu vestido de Roberto Carlos: calça jeans, terno azul e tênis branco.
No dia anterior, o cantor tinha feito um show fechado em São Paulo, exclusivo para convidados do Banco Bradesco. Pouco antes da meia-noite, enquanto ele encerrava a sua apresentação com o célebre ritual de oferecer flores às fãs, eu entrava sozinho no ônibus que me levaria de Niterói, onde moro, à capital paulista. Durante a viagem, me lembrei dos anos de pesquisa para o livro, quando por várias vezes fiz aquele mesmo percurso para encontrar personagens da história de Roberto Carlos. Foi em São Paulo, por exemplo, que entrevistei Paulinho Machado de Carvalho, que o contratou para o programa Jovem Guarda na tv Record; o maestro Chiquinho de Moraes, que comandou seu primeiro show no Canecão; e Marcos Lázaro, seu primeiro grande empresário. Como das outras vezes, desembarquei no Terminal Rodoviário do Tietê no início da manhã, com tempo suficiente para chegar sem atropelos ao local da audiência.
Um esquema especial de segurança tinha sido montado para garantir a tranquilidade do cantor no fórum da Barra Funda. Desde o meio-dia, grades e faixas de proteção eram vistas ao redor da área interna onde ele iria circular. Além disso, um destacamento de doze policiais militares foi requisitado para acompanhá-lo ao local. Roberto Carlos se dirigiu ao fórum a bordo de um Escort
preto, um dos carros de sua coleção que mais usa, especialmente em São Paulo. “Máquinas fotográficas e celulares com câmera estão nas mãos de quase todos os funcionários-fãs que abandonaram o trabalho para tentar ver o ‘Rei’”, relatou o site G1. Ele chegou acompanhado da secretária Maria Carmosina da Silva, a Carminha, e de seus seguranças pessoais, e foi recepcionado pelos policiais no estacionamento. Dali foi direto para uma entrada pelos fundos do
prédio, evitando os fãs e jornalistas que já o aguardavam na porta principal. Sorridente, acenava para as pessoas, enquanto era conduzido a um dos elevadores que, por dez minutos, ficou reservado exclusivamente para ele.
Logo depois eu entrei no outro elevador, que subiu com lotação máxima. Um dos passageiros, um moreno alto, usava algemas e, segundo comentários, estava ali porque participara de uma chacina na periferia de São Paulo. Também me contaram que naquele mesmo fórum o coronel Ubiratan Guimarães tinha sido julgado pela morte dos 111 presos no tenebroso episódio do
massacre do Carandiru. E que anos depois ali também estiveram Suzane von Richthofen e os irmãos Cravinhos, autores do bárbaro assassinato do casal Von Richthofen. Só aí tive a dimensão do que estava acontecendo comigo. Eu nunca tinha sido processado por alguém e jamais havia frequentado fóruns de Justiça, muito menos criminal.
Cercado pelos policiais, Roberto Carlos caminhou por um cordão de isolamento que ia da porta de saída do elevador até a entrada da sala 1-399, no terceiro andar. Um grande número de jornalistas já se concentrava ali na expectativa de obter alguma declaração. Passei rápido por eles, prometendo conversar depois. Roberto Carlos também não falou com a imprensa. A nos
esperar na sala estavam o juiz Tércio Pires, dois representantes do Ministério Público e uma escrevente. O cantor entrou acompanhado de sua secretária e de dois advogados, ficando os seguranças do lado de fora. Comigo entraram os advogados da editora Planeta, o diretor-geral da empresa, César González, e o editor Pascoal Soto — ambos também réus no processo criminal.
O juiz mandou então fechar a porta da sala e deu início à audiência. E ali, pelas cinco horas seguintes, seria reduzido a pó um trabalho de quinze anos de pesquisa. Todo esse tempo de investimento, de madrugadas acordado diante de um monitor, diante de livros e escritos, recortes de jornais e revistas, ouvindo e transcrevendo inúmeras fitas cassetes, escrevendo, tudo foi por água abaixo naquela sala.
A proibição e a apreensão do livro Roberto Carlos em detalhes são consideradas graves agressões à liberdade de expressão. Por isso, muitos reagiram de forma contundente contra o resultado daquela audiência no fórum da Barra Funda. Outros, porém, concordaram com a atitude de Roberto Carlos, apoiando a censura. A polêmica se estabeleceu definitivamente, ocupando os principais veículos de comunicação do país e até alguns no exterior, sendo citada em reportagens no Le Monde e no New York Times.
Advogados, políticos, artistas, acadêmicos, jornalistas e pessoas do povo comentaram o caso. Do escritor Paulo Coelho ao ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci; do jurista Saulo Ramos ao então ministro da Cultura, Gilberto Gil; passando por Hebe Camargo, Caetano Veloso, Marisa Monte, Ruy Castro, Nelson Motta, Carlos Heitor Cony, Maria Bethânia, Elio Gaspari, Zeca Pagodinho, Zuenir Ventura e vários outros que manifestaram publicamente a sua opinião, contra a proibição do livro ou a favor dela. A polêmica ocupou também diversos espaços públicos: do plenário do Congresso Nacional aos salões da Academia Brasileira de Letras; dos auditórios de renomadas universidades às mesas dos mais humildes botequins. Nunca o debate em torno da proibição de uma obra alcançou tamanha repercussão no Brasil.
O caso, portanto, já é de conhecimento do grande público. O que não se sabe até agora são os detalhes, os bastidores, as muitas informações em torno da pesquisa, da publicação e da proibição de Roberto Carlos em detalhes. Como foi travada essa disputa judicial? Quais as artimanhas nos autos do processo? O que aconteceu de fato naquela audiência? E mais: como surgiu a ideia do livro? Qual o processo de construção de uma biografia? Quais os caminhos que percorri durante a pesquisa? Como foram as tentativas de entrevistar Roberto Carlos? E afinal: por que o cantor teria ficado tão furioso com o livro? Quais os recursos usados por seus advogados para obter a proibição da obra? O que dizem as personalidades que se manifestaram contra Roberto Carlos ou a favor dele? E quais os meus argumentos de defesa?
Das acusações dirigidas a mim no processo judicial, algumas foram explicitadas em entrevistas pelo próprio Roberto Carlos, como esta: “A minha história é um patrimônio meu, quem escreveu este livro se apropriou deste meu patrimônio e usou este patrimônio em seu próprio benefício”. Ou seja, alega que eu seria um usurpador da história alheia, como se a história de uma figura pública não pertencesse também à coletividade nem fosse de interesse geral. Neste novo livro, conto a minha história, falo da longa e intensa relação com o meu objeto de estudo que resultou naquela biografia, que acabou me tornando réu de dois processos. É a história de um brasileiro, vindo do interior, filho de trabalhadores, fã de Roberto Carlos, que contra todas as adversidades estudou, chegou à faculdade, pesquisou e escreveu sobre o maior ídolo da nossa música popular. Esta é a minha versão sobre um polêmico acontecimento que já não pertence apenas a mim ou a Roberto Carlos, mas sim à história da luta por maiores liberdades públicas no Brasil".

MORTE SÚBITA:

 

"Quando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.
A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.
Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.
A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora com mais de 450 milhões de exemplares vendidos."
Nas primeiras páginas de "Morte Súbita" eu já fiquei de boca aberta com talento que J.K tem para contar estórias, naquelas primeiras palavras eu já pude perceber que o livro prometia. A autora continua escrevendo muito bem, com descrições precisas, personagens concretos e enredo envolvente e surpreendente.
Imagine o impacto que a morte de uma pessoa muito conhecida em uma cidade pequena, o livro de J.K retrata exatamente essa situação e seus desdobramentos. A estória se inicia no momento em que o conselheiro Barry Fairbrother morre subitamente, a autora mostra o impacto que a morte desse cidadão tem na cidade, ela retrata o processo de noticiamento da morte e os comentários e reações que cada morador de Pagford tem. É a partir daí que toda a estória se desenvolve.
As personagens de Pagford, são egoístas,invejosas, fofoqueiras e até mesmo cruéis, nada muito diferente do ser humano real. Mas toda essa sordidez dos moradores te choca de alguma maneira, porque percebemos que aquilo o retrato da sociedade atual. Acho que isso se deve ao grande talento da autora em escrever personagens bem construídos, com características concretas e sentimentos reais, é como se a qualquer momento eles saíssem andando das páginas do livro.
O enredo de "Morte Súbita" é surpreendente, pelo simples fato de conseguir se desenrolar a partir de um acontecimento banal (digo isso, porque várias pessoas morrem o tempo todo). Ele consegue se sustentar e vai trilhando caminhos inesperados, nos envolvendo de tal maneira que em alguns momentos me sentia moradora de Pagford. Rownling vai nos apresentando cada família e mostrando os efeitos da morte de Barry em cada uma, e o quanto essa morte súbita é a grande responsável por atitudes tomadas durante a estória, e que fazem toda a diferença.
Barry Fairbrother, mesmo tendo morrido logo no primeiro capítulo, é pra mim o personagem principal de toda a estória. Porque depois de enterrado ele influencia diretamente nos acontecimentos. Também não posso negar que ele é aquele tipo de pessoa fantástica, que nos encanta logo de cara.
Gostei de todas as críticas presentes no livro, a autora cutuca a todos os leitores, e é quase impossível não sentir um certo incomodo. Porque ela mostra o quanto a sociedade é cruel com os diferentes, os deslocados e os que lutam contra a corrente de pensamento da maioria. Nesse livro você consegue entender o lado daqueles que são sempre marginalizados.
O final do livro é tão surpreendente que chega a chocar, mas não é ruim, na verdade é um ótimo final. Gostei de tudo que aconteceu e da maneira como ela amarrou a estória, os personagens tiveram boas conclusões e muitos foram bem recompensados por sua bondade (principalmente aqueles que eu mais gostei).
Disse no começo do post que tive muito medo de ler "Morte Súbita", mas durante a leitura me envolvi tanto com ele, que me esqueci que tinha receio. J.K Rownling não manchou a imagem que eu tinha dela, mas conseguiu aumentar ainda mais a minha admiração, e provou que é capaz de escrever fantasia juvenil e livros adultos com o mesmo nível de qualidade. Sei que ela será sempre lembrada por Harry Potter, mas J.K mostrou que mais do que uma autora de um seu sucesso só, e que ainda tem muita estória pra contar.

NO ANIVERSÁRIO DE MORTE DE BRAM STOKER, CONHEÇA O CRIADOR DE "DRÁCULA":

 

Bram Stoker, criador do mais famoso vampiro da literatura, morreu no dia 20 de abril de 1912, em Londres, Inglaterra. De "Entrevista com o Vampiro", de Anne Rice, e "Saga Crepúsculo", de Stephenie Meyer, a jogos de RPG, o mito reinventado pelo escritor irlandês influenciou diversos livros, jogos e filmes.
"Drácula" é um romance de terror baseado no folclore do Leste Europeu e em um personagem real, Vlad, o Empalador. Abaixo, leia um trecho da obra-prima de Bram Stoker.

O DIÁRIO DE JONATHAN HARKER
(Notas taquigráficas)

3 DE MAIO, BISTRITZ. Parti de Munique às 20h35 da noite, chegando a Viena na manhã seguinte. A chegada estava prevista para as 6h45 da manhã. O nosso trem, porém, se atrasara em uma hora. Pelo que pude apreciar ainda do trem, através do clarão de suas luzes, e de uma breve caminhada pelas ruas, Budapeste pareceu-me uma cidade realmente maravilhosa. Não obstante, limitei-me a uma rápida excursão em torno da estação ferro viária, pois, em virtude do atraso, devíamos partir o mais cedo possível. Tive então a impressão de que o Ocidente ficara para trás e que agora entrávamos no Oriente. A mais ocidental das portentosas pontes que cruzam o Danúbio, cujo leito aqui nos impressiona por sua amplitude e profundidade, põe-nos inopinadamente em contato com as tradições do mundo turco.
Deixamos Budapeste com a desejada pontualidade e, já ao anoitecer, atingimos Klausenburgo. Aqui fiz uma pausa e pernoitei no hotel Royale. À guisa de jantar ou, antes, de uma ceia, serviram-me um frango condimentado com uma espécie de pimenta vermelha, prato bastante saboroso, o qual, entretanto, me deixou com muita sede. (Lembrete: obter uma receita para Mina.) Indaguei do garçom e ele me disse que se tratava de paprika hendl, preciosidade da culinária nacional que poderia ser saboreada ao longo de toda a rota dos Cárpatos. Começava eu então a avaliar a verdadeira utilidade local dos arremedos de alemão que, às vezes, conseguia articular. E, efetivamente, não saberei jamais como teria prosseguido se não fosse capaz de apelar para semelhante ginástica linguística.
Dispondo de algum tempo livre durante minha per manência em Londres ali frequentei o Museu Britânico, consultando livros e mapas geográficos na biblioteca, a fim de recolher dados sobre a Transilvânia. Eu estava convencido de que um certo conhecimento prévio a respeito daquela região dificilmente deixaria de ser válido para estabelecer mais sólidas relações com um nobre do mesmo país. Verifiquei então que o distrito por ele citado se achava localizado no extremo oriental do território, precisamente na faixa limítrofe de três Estados: Transilvânia, Moldávia e Bukovina, no centro da cadeia dos Cárpatos, um dos mais selvagens e desconhecidos sítios da Europa. Em nenhuma das muitas obras e mapas consultados me foi possível estabelecer a exata localização do Castelo de Drácula, porquanto ainda não existem cartas geográficas da área em causa, comparáveis às que são editadas pelo nosso Serviço Geodésico oficial. Descobri, porém, que Bistritz, a vila postal indicada pelo Conde Drácula, corresponde a uma localidade razoavelmente bem conhecida. Incluirei aqui algumas de minhas anotações, pois as mesmas servirão para ativar minha memória quando relatar esta viagem ao voltar para junto de Mina.
A população da Transilvânia é formada por quatro distintas nacionalidades: os saxões no sul e, de mistura com eles, os valáquios, descendentes dos dacos; no oeste, os magiares; e, finalmente, nos setores norte e leste, os szekes. Meu destino leva-me à região habitada por estes últimos, os quais se dizem descendentes de Átila e dos hunos. Tais pretensões devem ser legítimas, pois quando os magiares conquistaram o país, ainda em pleno século onze, ali encontraram os hunos já fixados. Já li alhures a afirmação de que todas as superstições existentes neste mundo se originam da ferradura dos carpatianos, como se para lá convergissem todos os vórtices das mais férteis imaginações. Mas se assim o é, de fato, minha permanência em tal ambiente se tornará sumamente interessante. (Lembrete: preciso interrogar o Conde no tocante à vera cidade desses fatos.)
Embora o meu leito fosse bastante confortável, não consegui dormir tranquilamente, pois meu sono foi perturbado pelos sonhos mais bizarros. Havia sob a minha janela um cão que uivou a noite inteira, o que provavelmente também contribuiu para a minha insônia, ou talvez a paprika a tivesse provocado, já que durante a noite fui obrigado a esvaziar todo o conteúdo do meu jarro de água potável, sem contudo saciar a minha sede. Já ao amanhecer, mal eu havia adormecido, fui despertado por sucessivas batidas a minha porta, o que me faz crer que finalmente estivesse dormindo a sono solto. No desjejum tornaram a servir-me uma farta porção de paprika, acompanhada de uma espécie de sopa de farinha de milho a que denominam de mamaliga e berinjela recheada de carne, delicioso prato conhecido como impletata. (Lembrete: obter também esta receita.) Mal pude saborear tal refeição. É que o trem deveria partir antes das oito da manhã. Este propósito, entretanto, não foi além da intenção, pois, a despeito de minha correria para chegar à estação às sete e trinta, fiquei imobilizado em minha poltrona por mais de uma hora diante da plataforma de embarque até soar o sinal de partida. Parece-me aqui que quanto mais avançamos para leste mais aumenta a impon tualidade dos comboios ferroviários. Nesta progressão, o que dizer desta pontualidade na China?
Durante o dia inteiro parecíamos rolar através de um país emoldurado das mais fartas e variadas belezas. Por vezes deparávamos com pequenas vilas ou castelos engastados nos cumes de elevações alcantiladas, como os costumamos ver nas litogravuras de missais antigos. Logo adiante, marginávamos rios e torrentes cujas extensas margens, recobertas de volumosas pedras e calhaus desnudos, pareciam estar sujeitas a violentas e periódicas inundações. Somente uma massa d'água realmente portentosa e dotada de uma tremenda força de devastação é capaz de tamanha erosão em tão amplas faixas ribeirinhas. Em cada uma das estações do nosso trajeto notamos a presença de grupos de pessoas, às vezes mesmo pequenas multidões, todos ostentando trajes dos mais variados tipos e aspectos. Alguns deles assemelhavam-se particularmente aos campesinos de nosso país ou mesmo àqueles que encontrei em minhas andanças através da França e da Alemanha, vestindo jaquetas curtas em conjunto com calças de confecção caseira, complementadas por um chapéu redondo. E ainda outros que se destacavam por seu vivo pitoresco. As mulheres em geral eram graciosas, exceto quando observadas de perto. Suas cinturas eram pesadas e muito volumosas. Todas elas portavam blusas com mangas longas e brancas dos mais variados tipos. A maioria usava cintos largos, dos quais pendiam profusas tiras leves e quase flutuantes, semelhantes a uma vestimenta de ballet, sob as quais, obviamente, havia uma anágua. As figuras étnicas mais estranhas eram representadas pelos eslovacos, que formavam um aglomerado de aspecto muito mais bárbaro que os demais, com seus enormes chapéus de vaqueiro, amplas calças de lona de um branco cru, camisas de linho branco, cingidas por enormes e pesados cinturões de couro, medindo aproximadamente trinta centímetros de largura e fartamente guarnecidos de cravos de bronze. Calçavam altas botas em cujos canos inseriam as extremidades das pernas de suas calças. Suas cabeleiras eram longas e negras, e seus bigodes também negros eram de tamanho e espessura dos mais avantajados. Quanto ao aspecto eram realmente pitorescos, mas aparentemente nada afáveis. Vistos sobre um palco, seriam imediatamente identificados no papel de um bando de antigos salteadores orientais. No entanto, conforme a seguir vim a saber, trata-se de gente de hábitos acentuadamente pacatos e talvez carente de uma mais natural autoafirmação.
Já o crepúsculo descambava para a noite fechada quando alcançamos Bistritz, que antes de tudo é um sítio antigo dos mais interessantes. Localizando-se praticamente na fronteira - posto que o Passo Borgo conduz diretamente a Bukovina - sua existência pregressa foi das mais atribuladas e, evidentemente, guarda até hoje claros vestígios deste seu passado. Há cinquenta anos, foi assolada por uma sucessão de grandes incêndios, os quais em cinco diferentes oportunidades lhe causaram uma tremenda devastação. Ainda no limiar do século dezessete, Bistritz foi submetida a um assédio que teve a duração de três semanas. Teve então treze mil baixas, sendo a maior parte dessas perdas de guerra causada por doenças e pela fome.

DANÇA DA MORTE:

Iniciarei essa resenha, aproveitando o trocadilho que o título “Dança da Morte” me proporciona, dizendo que o meu entusiasmo para com o livro foi, desde o momento em que tive conhecimento dele até o momento em que terminei de ler, uma dança. Ora me animava, ora me desanimava. Quando li a sinopse, pensei: “É um livro de suspense que se cair em minhas mãos vou ler (como faço com qualquer livro de suspense que caia em minhas mãos), mas caso o contrário, vou deixar passar”. Eis que, para minha surpresa, ganhei o livro e visto que livro novo é sempre algo extremamente convidativo, a partir daquele momento, mal pude esperar para começar a leitura. Devo mencionar também que resenhas empolgadas aumentaram consideravelmente minhas expectativas. Assim, meu interesse ia para lá e para cá.
Vamos à trama: o tenente D’Agosta recebe uma carta de seu amigo, o agente do FBI Aloysius Pendergast, desaparecido e supostamente morto, alertando-o sobre um imenso perigo e pedindo sua ajuda. Pendergast sabe que seu irmão, Diogenes (um homem extremamente inteligente, mas bastante perturbado e cruel – pessoalmente, meu tipo preferido de vilão), planeja cometer um crime terrível que abalará toda cidade de Nova York e isso acontecerá dentro de uma semana. Pendergast conta com a ajuda de D’Agosta para impedir que seu irmão obtenha sucesso, até porque o plano de Diogenes inclui a morte de todas as pessoas queridas a seu irmão, o que afeta D’Agosta diretamente.
O primeiro capitulo do livro é tenso e aterrador (não vou contar o que acontece porque detesto resenhas com spoiler) e dá uma impressão equivocada do que virá a seguir, pois essas são as únicas páginas em que vemos tamanho terror.  Começar com um clima que não prosseguiria ao longo do livro. E  Normalmente isso é algo que eu adoro e que me estimula a desvendar a trama antes que ela seja desvendada a mim.

UM GATO DE RUA CHAMADO BOB:

   

Apesar de tão usada, a frase que diz que “o cão é o melhor amigo do homem” é uma inverdade já que inúmeros são os casos em que outros animais também se tornaram importantes na vida de alguém. Os gatos, por exemplos, são animais cativantes e encantam por suas travessuras e pela simplicidade com que dão atenção, mas eles também podem salvar vidas.
Um dos mais conhecidos casos em que isso aconteceu é o do músico James Bowen, um morador de rua que encontrou um gato ferido na mesma época em que lutava contra a dependência da heroína. Bowen não precisava da responsabilidade de cuidar de um animal, mas acabou sentindo a necessidade de cuidar daquele gato e também de ter um amigo que pudesse lhe dar forças para superar as dificuldades. Acabou, então, adotando o pequeno gato e lhe deu o nome de Bob. A partir desse momento, a vida dos dois mudou para sempre.

“Com ele em meu ombro ou caminhando diante de mim, eu fizera com que muitas cabeças se virassem para olhar em todos os lugares. Sozinho, eu era invisível novamente. Naquela época, já éramos conhecidos o suficiente pelos habitantes locais para que algumas pessoas expressassem preocupação” (pág. 82).

Best-seller em vários países do mundo, Um Gato de Rua Chamado Bob é um grande exemplo de que não é preciso muito para ter sua vida mudada e com isso não me refiro apenas a James Bowen, mas também ao próprio leitor. Após esse livro a visão do leitor em relação às pessoas consideradas invisíveis não será a mesma, afinal, existem muitas reflexões que acompanham a leitura enquanto nos deparamos com histórias inspiradoras vividas por essa dupla.
Mesmo não sendo um escritor, Bowen consegue manter um ritmo bem interessante em sua obra, que se diferencia e muito de outros livros com traços biográficos. Por não se focar apenas em sua relação com Bob, mas também se aproveitar dos momentos mais difíceis de sua vida pré-Bob, o autor tira o ar formal de uma biografia e consegue assim colocar o leitor dentro do livro e consequentemente de suas aventuras pelas ruas de Londres.
Mas dá para dizer também que o responsável por isso é o próprio gato, que mesmo apresentado apenas pelas palavras do autor, se mostra diferente de outros animais da espécie e muito, muito inteligente. Por todas suas atitudes, Bob cativa o leitor com a mesma intensidade que suas expressões refletem o que está sentindo e desejando em determinados momentos. Além disso, ele protagoniza situações que poderíamos facilmente duvidar e que, mais do que isso, são dignas de cinema.
Ainda que seja tão diferente e facilmente conquiste por isso, o que torna Bob tão especial não é sua simpatia e muito menos sua inteligência, já que isso pode ser visto como consequência de sua própria personalidade. Na verdade, Bob é especial por ter mudado a vida de James Bowen, transformando um homem invisível perante a sociedade em uma figura reconhecida mundialmente e que pode ser visto como um grande exemplo de que nem tudo está perdido.
Não dá para negar que Um Gato de Rua Chamado Bob, tão bem recebido por leitores do mundo inteiro, é um livro especial e que certamente será eternizado no coração de todos. Nesse comovente livro, percebemos que as pessoas como James Bowen possuem muitas histórias para contar - e muito sofrimento também.
Com tudo o que ele apresenta, um sorriso no rosto é quase inevitável, principalmente quando percebemos que um gato, também visto como um filho, pode ser essencial na vida de alguém que tinha tudo para ser esquecido, mas que grita na esperança de que alguém escute a sua voz. Nesse caso um gato escutou e felizmente o salvou, no fim também se salvando.

PSICOSE - DE ROBERT BLOCH - UM CLÁSSICO:

Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

STEPHEN KING LANÇA SEQUÊNCIA DE "O ILUMINADO" E ROMANCE SOBRE A MORTE DE KENNEDY:

LUCAS NEVES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Danny Torrance, o garoto acossado por visões fantasmagóricas e torturante telepatia em "O Iluminado", cresceu.
Enjaulou demônios do passado em caixas imaginárias, errou por muquifos repetindo o script paterno de ataques de fúria, roubou uma mulher desacordada. Então, seu criador, o escritor Stephen King, acenou com a redenção.
Em novo 'O Iluminado', Stephen King exibe suas melhores qualidades
Na recém-lançada continuação de "O Iluminado", "Doctor Sleep" (que sai em 2014 no Brasil pela Objetiva), o autor escala Danny para ajudar uma adolescente com poderes semelhantes aos dele a escapar de uma tribo de mortos-vivos.
"Desde 1977 [ano da publicação de 'O Iluminado'], o personagem nunca saiu da minha cabeça", diz King, 66, em entrevista à imprensa.
"Queria saber o que tinha acontecido a ele. E isso não é comum: normalmente, quando termino uma história, minha relação com aquelas figuras acaba."
Ele conta ter inicialmente temido que "Doctor Sleep" desagradasse aos fãs.
"Quem me aborda para dizer o quanto se assustou tinha 14 anos quando descobriu o livro, sob as cobertas. É claro que amedrontei essas pessoas; eram presas fáceis, eram virgens", brinca.
"Com 50 anos, já passaram por horrores como a perda de pessoas queridas, o câncer. Por isso, o interesse pelo gênero nessa faixa é menor."

TELEPATIA

Ex-alcoólatra e ex-viciado em cocaína, o autor emprestou verniz autobiográfico, em "O Iluminado", a Jack Torrance, o escritor beberrão e instável que aceita ser zelador de um hotel --o que vai representar sua ruína.
Os mais de 300 milhões de exemplares vendidos por King em quase 40 anos de trabalho (ao menos 70 títulos, entre romances, contos, poemas, novelas e não ficção) fazem pensar que talvez as origens da telepatia de Danny tampouco sejam remotas: o autor parece ter acesso privilegiado ao que vai pela cabeça de seus leitores.
Com uma antena de longo alcance, capta angústias, paranoias e valores de um microcosmo de escolas secundárias, supermercados, reuniões de Alcoólicos Anônimos e campos de beisebol. Esses sentimentos são quase que psicografados em tomos --"Doctor Sleep" tem 536 páginas na primeira edição americana--, aos quais King adiciona o sobrenatural.

"Sou um romancista da emoção", define. "O que você pensa me interessa, mas antes quero comover, fazer você estremecer, seus olhos se esbugalharem. O assunto do livro você descobre depois."

'NOVEMBRO DE 63'


A literatura de King inclui carros, caminhões e latas de sopa que ganham vida, animais ensandecidos, extraterrestres, crianças com superpoderes psíquicos, cenários distópicos e viagens no tempo.
É a essa última estante que pertence "Novembro de 63", romance histórico lançado agora no Brasil. O título é referência à morte do então presidente dos EUA, John Kennedy, num atentado em Dallas.
O episódio, que completa 50 anos nesta sexta-feira, é um dos gatilhos do périplo de um professor do Estado do Maine contemporâneo para setembro de 1958, quando tentará corrigir os rumos da história.
"É um daqueles raros momentos históricos em que tudo pode mudar pelas mãos de alguém que não é político, cientista, Nobel ou líder mundial", diz o escritor.
Esse fascínio pelo "average Joe" (o zé-ninguém americano) é a pedra fundamental da prosa de King, ornada com uma pátina da "grande história" dos EUA, país que ele hoje vê como "um lugar surreal para se viver, porque os dois lados [republicanos e democratas] não se falam".
Do autor que deixa fãs decidirem qual será seu livro seguinte e leiloa papel num romance vêm críticas a best-sellers da autopublicação:

"Não há filtros, ninguém para ler antes e dar conselhos. Você simplesmente joga lá [na internet]. Não há nada a ser feito, a não ser [esperar que] o público esteja interessado em qualidade. E é óbvio que nem todo mundo está, porque os livros 'Cinquenta Tons de Cinza', francamente, não são muito bons".

O GATO QUE VEIO PARA O NATAL:

Cleveland Amory (1917 - 15/10/98) foi um escritor que dedicou sua vida à defesa dos direitos dos animais. Amory foi o co-fundador da Humane Society of the United States e fundador do Fund for Animals. Também foi o presidente de NEAVS (New England Anti Vivisection Society) de 1987 a 1998. Em "O GATO QUE VEIO PARA O NATAL" seu livro mais conhecido no Brasil, Cleveland narra toda sua experiência ao longo dos anos de convivência com "Polar Bear", um gato branco que ele resgatou das rua de Nova Iorque em 1977. Cleveland Amory faleceu em 15 de outubro de 1998, com 81 anos. Está enterrado ao lado de seu gato "Polar Bear" no santuário para animais de sua propriedade o "Black Beauty Ranch", no Texas

STEPHEN KING - NOVEMBRO DE 63:

A vida pode mudar num instante, e dar uma guinada extraordinária. É o que acontece com Jake Epping, um professor de inglês de uma cidade do Maine (EUA).
Enquanto corrigia as redações dos seus alunos do supletivo, Jake se depara com um texto brutal e fascinante, escrito pelo faxineiro Harry Dunning. Cinquenta anos atrás, Harry sobreviveu à noite em que seu pai massacrou toda a família com uma marreta. Jake fica em choque... Mas um segredo ainda mais bizarro surge quando Al, dono da lanchonete da cidade, recruta Jake para assumir a missão que se tornou sua obsessão: deter o assassinato de John Kennedy. Al mostra a Jake como isso pode ser possível: entrando por um portal na despensa da lanchonete, assim chegando ao ano de 1958, o tempo de Eisenhower e Elvis, carrões vermelhos, meias soquete e fumaça de cigarro.
Após interferir no massacre da família Dunning, Jake inicia uma nova vida na calorosa cidadezinha de Jodie, no Texas. Mas todas as curvas dessa estrada levam ao solitário e problemático Lee Harvey Oswald. O curso da história está prestes a ser desviado... com consequências imprevisíveis.

ANATOMIA DO MAL:

O que faz gente aparentemente normal começar a matar e não parar mais? O que move – e o que pode deter – assassinos em série como Ed Gein, o psicopata americano que inspirou os mais célebres maníacos do cinema, como Norman Bates (Psicose), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica) e Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes). Como explicar a compulsão por matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria?
As respostas estão no novo lançamento da editora DarkSide Books: “Serial Killers – Anatomia do Mal”, dossiê definitivo sobre o universo sombrio dos psicopatas mais perversos da história. Escrito por Harold Schechter – que pesquisa o tema há mais de três décadas, o livro é referência fundamental a todos os que se interessam pelo universo da investigação e da criminologia.
Em “Serial Killers, Anatomia do Mal” você vai descobrir como eles matam e por que eles matam. Pontuado por curiosidades macabras, dados científicos e fatos pouco conhecidos sobre a trajetória e a mente dos principais criminosos em série dos Estados Unidos, O livro de Schechter abrange desde a criação do termo serial killer no início do século 20 até o fascínio exercido por matadores seriais na cultura pop (cinema, música, literatura). Histórias reais, assassinos reais, de uma maneira que você nunca viu, estudados com profundidade, rigor científico e conhecimento psicológico. Um livro que vai atrair a atenção dos fãs das séries CSI, Dexter, Criminal Minds e do Canal Discovery Investigation e de todos aqueles que que querem entender o que se passa na mente dos assassinos mais temidos e cruéis de todos os tempos. Sem dúvida, oriundos de um sociedade que precisa repensar urgentemente como cicatrizar essas feridas abertas.

ESCRITORA BRITÂNICA VAI REVIVER DETETIVE HERCULE POIROT - DE AGATHA CHRISTIE:

 
A escritora britânica best-seller de romances policiais Sophie Hannah vai reviver o fictício detetive Hercule Poirot, de Agatha Christie, em uma nova história a ser lançada no ano que vem.
Quando o agente de Hannah disse que havia sugerido à editora HarperCollins para pedir que ela escrevesse uma continuação, uma ideia que ela estava tentando transformar em um romance há anos de repente tomou forma, disse a autora à agência Reuters.
"Assim que ele disse 'romance de Agatha Christie' eu realmente pensei que a ideia iria funcionar perfeitamente como uma história ambientada na década de 1920", disse Hannah, uma devota de longa data de Agatha Christie.
Quando ela conheceu a família de Christie, a dúvida sobre se seria Poirot ou seu outro famoso personagem, Miss Marple, ainda estava no ar.
"Os romances de Poirot foram os primeiros que eu li. Já li todos eles, eu vi todos eles na TV", disse ela. "Do meu ponto de vista, a ideia de enredo que eu tinha, eu só conseguia ver como um Poirot, totalmente."
A família de Christie concordou prontamente.
"Sua ideia para um enredo foi tão convincente e sua paixão pelo trabalho da minha avó tão forte, que nós sentimos que era o momento certo para um novo (romande de) Christie ser escrito", disse o presidente da Agatha Christie Limited e neto da famosa romancista, Mathew Prichard, em comunicado da editora HarperCollins.
O anúncio do retorno de Poirot segue o sucesso de outros romances que reviveram personagens icônicos da ficção do século 20.
Hannah, de 41 anos, disse que, embora os romances de Poirot e Miss Marple tenham sido transformados em séries de televisão e filmes, ela não estava pensando em adaptações para as telas pequenas ou grandes.

JULIETTE SOCIETY - DE SASHA GREY:

 

“Sasha Grey, cuja carreira em filmes adultos se caracteriza tanto pela natureza extrema de sua representação como pelo grau de profundidade intelectual pouco usual no meio, mais do que atuar coloca, em cada personagem, uma série de questões filosóficas.” Steven Soderbergh

“Antes de irmos adiante, vamos combinar uma coisa. Eu quero que você faça três coisas por mim. Um. Não se ofenda com nada que ler a partir deste ponto. Dois. Deixe suas inibições à porta. Três, e mais importante. Tudo que você vir e ouvir a partir de agora deve ficar só entre nós…”.


O trecho transcrito do romance de estreia de Sasha Grey, Juliette Society (Quinta Essência, Editora Leya), dá o tom de mistério e erotismo que o leitor encontrará ao longo de suas páginas. A narrativa detalha a história de uma mulher – Catherine – uma estudante de cinema encantadora cuja sexualidade foi recentemente despertada em um clube secreto, onde as pessoas mais poderosas do mundo se encontram para explorar suas fantasias sexuais. Apesar de estas experiências colocarem Catherine diante de novos e intensos prazeres, elas também põem em risco tudo o que ela tem de mais precioso: um amor consolidado pelo tempo e uma vida tranquila.
O livro retrata a distinta realidade dos frequentadores do clube: banqueiros, magnatas da mídia, traficantes de armas, militares condecorados e até mesmo o alto clero da Igreja Católica. Enquanto vivem um dia a dia estressante, se reúnem para relaxar e realizar seus desejos sexuais mais profundos e obscuros.
Entre essa nova visão do mundo trazida pelos frequentadores do clube e os prazeres do sexo, Catherine se descobre uma mulher sensual e precisa lidar com as novas questões que essa descoberta traz para a sua vida. Baseado em experiências e desejos da própria autora, o livro possui uma narrativa envolvente e já despertou críticas como esta do tabloide inglês The Independent:

“Destinada a ser a próxima El James” (do Best-seller 50 tons de cinza)

Aos 25 anos de idade, Sasha Grey, nome artístico de Marina Ann Hantzis, é uma das estrelas mais premiadas da indústria pornográfica dos Estados Unidos, mesmo depois de anunciada sua aposentadoria, em 2011. A ex-atriz diz que pela primeira vez teve liberdade para criar seu próprio mundo e seus próprios personagens.
“Não estou interessada em revolucionar o gênero do romance erótico, mas quero levá-lo de volta à origem, com um tratamento lascivo do sexo, particularmente da sexualidade feminina, como algo misterioso e sensual”, afirma.
Aclamado pela crítica, Juliette Society será lançado em mais de 40 países e em breve chegará às salas de cinema, em acordo firmado com a 20th Century Fox.

SASHA GREY NO BRASIL:

Há fila para conseguir uma assinatura da autora no lançamento do livro Juliette Society parece não ter fim. Começa no segundo andar da Livraria Cultura, desce dois lances de escada, ocupa a rampa que leva ao piso térreo do Conjunto Nacional e envereda vários metros pela Alameda Santos, na direção da Rua Padre João Manoel. São 8 horas da noite de quarta-feira, dia 21, e, pelas minhas contas, há uns 500 jovens de todos os sexos esperando para ver e cheirar Sasha Grey, a ex-estrela pornô de 25 que tenta ganhar a vida como romancista.
Sasha sorri, sentada atrás de uma mesinha, enquanto os futuros leitores se aproximam, tímidos, de livro na mão. Os cabelos dela estão mais curtos do que nos vídeos da internet e ela está inteiramente vestida – sapatos pretos de plataforma e salto agulha, e um vestido curto, discreto, também preto. Compro o livro no caixa e a vendedora avisa: “Ela não vai assinar mais nenhuma cópia. A fila está muito longa”. Hoje não terei a chance de vê-la de perto.
No dia seguinte, 9:30 da manhã, eu a encontro no restaurante do L’Hotel para uma entrevista. Seu cabelo está preso num rabinho de cavalo desleixado, mas a maquiagem é irretocável. Sento-me diante dela. Os olhos verde-escuro são pequenos, quase orientais, mas o contorno em lápis preto, à La Cleópatra, faz com que pareçam maiores. A moça come em silêncio, como gente grande. Dois ovos e várias fatias de pão com geleia, acompanhados de múltiplas xícaras de café com leite, com açúcar. Será que ela comia com essa volúpia quando ganhava a vida com o corpo, eu me pergunto.
Para quebrar o gelo, comento sobre a fila de jovens na noite de autógrafos. Sua assessora me contara que foram vendidos mais de 500 livros. O rosto estranhamente familiar se abre num sorriso. “Foi fantástico”, ela diz. “Em Los Angeles, acho que os pais não deixariam que os filhos viessem.” Digo que somos mais liberais, ou talvez não tenhamos controle sobre os nossos adolescentes. Pergunto se os fãs lhe diziam alguma coisa enquanto assinava. Ela responde que ouviu várias vezes a mesma frase, em inglês: “Obrigado por me ajudar a ser quem eu sou.” Parece bonito demais para ser verdade, mas, quem sabe?
Ela se levanta e caminha para a varanda do hotel, onde gravaremos a entrevista. Veste uma legging preta e tênis marrons feiosos, de cano alto. As unhas estão pintadas em cor de ferrugem. Deixo que passe na minha frente e descubro duas coisas. Ela é menor do que eu imaginava (tem 1,68m) e menos magrela do que parece nos vídeos. Não faria feio na Marquês de Sapucaí, desde que alguém a ensinasse a sambar. Na noite anterior, chegou perto. Depois dos autógrafos foi DJ numa festa no famoso bar Secreto, de São Paulo, até às 3 da manhã. Gostou da animação da galera, sobretudo quando ela e a parceira – Jéssica, DJ profissional – puseram Mutantes no pick-up. Os nativos, claro, adoraram a deferência.
Quando a entrevista começa, é fácil se entreter com a prosa fluente da moça e difícil concatenar aquela figura articulada e sorridente com a pornógrafa resoluta da internet. Um exemplo: a única vez que ela usou a palavra “fuck” foi aos 10 minutos da conversa, dirigindo-se ao helicóptero que insistia em sobrevoar a nossa conversa.
Pergunto onde termina o personagem e onde começa a garota de Sacramento, que fala da família a cada cinco minutos, e ela enrola. Talvez não saiba realmente a diferença. Talvez não seja comercialmente interessante sublinhá-la. Talvez a diferença não exista e eu seja outro conservador tentando salvar a moça bonita dela mesma. Talvez.
Mas eu acredito que a Sasha Grey que me introduziu à pornografia na internet (escrevi um post sobre isso, em 2009) não é aquela moça à minha frente, que ri como se tivesse 20 anos e depois discorre pedantemente, como se tivesse 20 anos, sobre arte, pornografia e política. Uma é a personagem, a outra é a atriz. Acho que seria bom, para o futuro da segunda, que a primeira ficasse cada vez mais longe no passado. Por enquanto, elas se misturam, para o bem e para o mal. As dezenas de atuações pornográficas na internet ajudam a impulsionar a carreira da escritora, atriz e produtora de cinema aspirante. Mas, no futuro, podem se tornar um fardo na vida de Marina Ann Hantzis, o verdadeiro nome de Sasha.
Terminada a entrevista, eu peço um autógrafo na minha cópia do livro dela e recebo, em letra de forma, “espero que você goste do livro”, dois XX por beijinhos e uma assinatura misteriosa – SG, Lotta Continua, uma expressão da esquerda italiana do final dos anos 1960. Em troca, ofereço uma cópia do meu próprio livro, lançado com muito menos alarde em abril passado, com a sugestão de que ela aprenda português. A estrela ri, me dá um beijinho no rosto e posamos juntos para a foto que você vê acima. Foi um troca-troca com Sasha Grey. Para mim foi ótimo - e gosto de imaginar que ela também se divertiu.

INFERNO - DE DAN BROWN:

Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.
Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

BIOGRAFIA "CORAÇÃO ASSOMBRADO" - RETRATA MEDOS DO ESCRITOR STEPHEN KING:

Depois de mais uma noite em que dormira sozinha, Tabitha desceu a escadaria de mogno de sua mansão vitoriana de 24 aposentos para encontrar uma cena que já não lhe era novidade: o marido desmaiado em uma poça de vômito, caído no chão de seu escritório.
O gigante de 1,90 m tinha sido novamente derrubado por uma bebedeira monumental. Era Stephen King, um dos autores de maior sucesso na história.
Apesar de sua fortuna miliardária, dos mais de 300 milhões de livros vendidos e dos mais de 50 prêmios, King vivia assombrado por monstros e demônios muito mais poderosos que os habitantes de sua fileira de livros de horror, suspense e fantasia.
Seus medos podem parecer triviais --de escuro, cobras, ratos, aranhas e coisas gosmentas-- ou mais poderosos: de terapeutas, deformidades, lugares fechados, da morte, de voar ou de ser incapaz de escrever. Certa vez afirmou que vivia na República Popular da Paranoia; em rara visita a uma analista, confidenciou: "O medo é a minha vida".
Com riqueza de detalhes, os casos são contados em "Stephen King, a Biografia - Coração Assombrado", que chega agora ao Brasil, três anos após seu lançamento nos EUA.
Apesar de ser uma biografia não autorizada, não se trata de um amontado de fofocas, mas sim do resultado de pesquisas que procuram mostrar quem é King e de onde saem as ideias para seus best-sellers.
O fato de não ter entrevistado King nem sua mulher não foi um grande problema para a autora, segundo ela disse à Folha, por e-mail.
"Stephen King sempre foi um livro aberto, escrevendo sobre seus vícios e pontos fracos de forma muito franca e sincera", contou Lisa Rogak, especialista em biografias e autora de mais de 40 livros sobre temas diversos, da vida de Dan Brown (autor de "O Código Da Vinci") às aventuras dos cães que trabalham no Exército dos EUA.
Seu texto claro e sem firulas não foge de eventuais adjetivos nem de frases de efeito, como a que abre o primeiro capítulo: "Diz-se que Stephen King nunca deveria ter nascido".
Segundo os médicos, a mãe não seria capaz de engravidar; no entanto, dois anos depois de a família ter adotado um bebê, King nasceu no dia 21 de setembro de 1947. Passados outros dois anos, o pai saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou.
Da miséria à opulência, o livro acompanha a trajetória de King em ordem cronológica. Lembra suas primeiras histórias, ainda na infância, o primeiro texto publicado, o encontro com Tabitha, a gênese de "Carrie, a Estranha" e sua sequência de sucessos.
Sem analisar a obra, deixa evidente o que os leitores fiéis de King há muito já descobriram: ele tira suas ideias da vida real, dos medos cotidianos e de dramas até pueris.
Além de prolixo, é profícuo e multidisciplinar: sua obra se estende para o cinema, a música e a política, em que tem se revelado militante de causas como o controle de armas e o aumento de impostos sobre grandes fortunas.
Em suma, resume a biógrafa, "é um cara muito simples, que apenas quer continuar a contar suas histórias".
"Coração Assombrado" traz ainda uma útil linha de tempo, índice remissivo, lista de obras de King em português e dicas de sites de referência sobre a vida e obra do mestre do suspense.

MORRE O ESCRITOR E ROTEIRISTA RICHARD MATHESON:

O escritor de ficção científica Richard Matheson, autor de livros como "Eu sou a Lenda", "O Incrível Homem que Encolheu" e de episódios da série "Além da Imaginação", morreu aos 87 anos no último domingo (23/06/2013).
Ele morreu em sua casa em Calabasas, no Estado americano da Califórnia. A causa da morte não foi revelada.
Nascido em Nova Jersey, Matheson se formou em jornalismo na Universidade do Missouri e se mudou para a Califórnia em 1951. Na época, ele já escrevia histórias de ficção científica.
Um mestre na arte do conto, ele escreveu inúmeras histórias ao longo de seus mais de 40 anos de carreira --entre eles, "Duel", de 1971. Essa história viraria um telefilme chamado "Encurralado" nas mãos de Steven Spielberg, na época ainda um jovem cineasta, revelado ao mundo a partir desse trabalho.
O roteiro foi adaptado pelo próprio Matheson.
"A imaginação irônica e icônica de Richard Matheson criou histórias únicas de ficção científica", disse Spielberg em comunicado. "Seus episódios de 'Além da Imaginação' estavam entre os meus favoritos, e ele recentemente trabalhou conosco em 'Gigantes de Aço'. Para mim, ele está no mesmo patamar de [Ray] Bradbury e [Isaac] Asimov."
Em 1956, Matheson escreveu "O Incrível Homem que Encolheu", livro que se tornou um clássico ao ser adaptado para o cinema um ano depois. Foi com ele que o escritor estreou como roteirista.
"Minha história original era uma metáfora para o lugar do homem no mundo, que está diminuindo. Isso ainda vale para hoje, quando todos esses avanços que nos salvarão serão na verdade nosso fim", disse Matheson em entrevista à revista "The Hollywood Reporter".
Seu livro "Eu Sou a Lenda" foi adaptado três vezes para o cinema: em 1964, virou "Mortos que Matam"; em 1971, "A Última Esperança da Terra", com Charlton Heston; e, em 2007, foi levado às telas pelo filme homônimo que tinha Will Smith como protagonista.
Como roteirista, ele escreveu para séries como "The Alfred Hitchcock Hour" e "Star Trek", além de fazer 16 episódios marcantes para "Além da Imaginação". Com eles, influenciou toda uma geração de escritores, de Stephen King a Anne Rice, passando por Steve Niles e Seth Grahame Smith.
Talvez o mais famoso capítulo da série escrito por Matheson tenha sido "Nightmare at 20.000 Feet", com William Shatner, no qual um gremlin aparece para um homem na janela do avião em pleno voo.

ARNOLD SCHARZENEGGER - A INACREDITÁVEL HISTÓRIA DA MINHA VIDA:

Nessa biografia, Arnold Schwarzenegger conta sua história desde seu nascimento(1947), em uma zona rural na Áustria, onde conta sua fuga do exército para participar da primeira competição internacional onde conquistou seu primeiro título juvenil de Mister Europa onde foi realizado na Alemanha, como se tornou o Mister Universo e a sua entrada no cinema como atar de filmes de ação. Arnold Schwarzenegger pretende contar sua vida com detalhes, desde sua entrada na política como Governador da Califórnia e sua luta para enfrentar crises no orçamento, desastres naturais entre outros problemas na política. Conta também o seu casamento com Maria Shriver, sobrinha do ex-presidente John Fitzgerald Kennedy, que teve 4 filhos e quando teve seu caso extraconjugal com a baba de seus filhos, onde acabou resultando na separação onde se tornou a separação mais cara do mundo.

SOB A REDOMA - DE STEPHEN KING:

Um um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

O ÚLTIMO GRITO -  DE LISA JACKSON:

Há muito tempo eu tenho vontade de ler algum livro desta autora, já li ótimos comentários sobre Calafrios – que eu tenho na estante há séculos e não li porque é o terceiro livro de uma série, não lançam os outros aqui e eu queria ler na ordem rs – e agora finalmente tive a oportunidade. Eu que não conhecia a autora, esperava um super thriller policial, mas não é nada disso, o estilo da autora é o que podemos chamar de suspense policial ou um romance policial com um foco bem maior no romance. Este livro é individual e eu adorei o estilo, saibam o que espera por vocês em O último grito da Lisa Jackson.
Para a jornalista Cassidy Buchanan o fogo é a lembrança de um pesadelo, chamas incandescentes cortavam a noite escura, queimavam o velho moinho e era quase como se ela pudesse escutar os gritos. O fogo destruiu sua rica família há dezessete anos, ela nunca se esqueceu da dor, e de Brig McKenzie. O crime trágico nunca foi resolvido.
Agora ela está de volta a Prosperity, Oregon, quando um novo incêndio acontece. Mais mortes, e um único denominador comum, Cassidy. Ela voltou para sua terra disposta a começar uma nova vida, mas o os acontecimentos do passado ainda não haviam sido esquecidos. Alguém não quer que ela descubra o que aconteceu, alguém havia matado antes e agora vai matar de novo. Um psicopata de sangue frio ainda quer ouvir seu grito final.

Prosperity, Oregon, 1977.

Cassidy, aos 16 anos, é a filha caçula de Rex Buchanan, um investidor rico dono de metade da cidade. A moça tem um estilo moleca, adora andar a cavalo e não está preocupada com festas e vestidos, ela é tão indomada quanto seu novo cavalo e adora viver na fazenda. Ao contrário de sua irmã, Angie Buchanan, considerada a mulher mais bonita da cidade, e claro, um ótimo partido. Angie tinha total consciência de seu corpo e de sua beleza, considerava todos os homens presas fáceis e adorava brincar com eles. Derrick, o irmão mais velho, não suporta ver nenhum rapaz olhando desta maneira para a irmã.
Ela era assediada por toda à cidade, mas ao invés de um namorado, a moça tinha várias conquistas e nenhum senso de pudor. É ai que chega para trabalhar na fazenda Brig McKenzie, 19 anos, o bad boy da cidade. Brig vive se metendo em brigas e não para em nenhum emprego, mas Rex resolve dar uma chance ao rapaz e o contrata para domar o novo cavalo de Cassidy. Angie logo se engraça para o rapaz, principalmente porque ele parece nem olhar para ela.
Enquanto Angie faz tudo para enlouquecer Brig, o rapaz só tem olhos para a jovem Cassidy. Filho de uma índia com fama de bruxa na cidade, Brig sabe que não deve se meter com as filhas do patrão. Mas acaba caindo em uma teia complicada, atraído por Cassidy e fazendo de tudo para resistir as investidas de Angie. Seu irmão mais velho Chase, daria tudo por aquela oportunidade, pois tudo que o rapaz sempre quis foi casar com uma moça rica.
O envolvimento das irmãs com Brig se transforma em uma grande tragédia em uma noite; um incêndio proposital, duas vítimas fatais. Cassidy vai embora da cidade com o coração partido. Agora dezessete anos depois, ela está de volta, o assassino também.
Como eu disse no início, o enredo é mais romance do que policial. A paixão de Cassidy por Brig, as conquistas de Angie, tomam boa parte da primeira parte do livro. Com direito a algumas cenas hot e muito hormônio juvenil, sabemos o tempo todo da presença de um maluco a espreita, mas sua identidade é desconhecida.
Fiquei o livro todo tentando descobrir quem havia causado o primeiro incêndio, e claro o que veio depois. Meu palpite passou por vários personagens durante a leitura, acabei descobrindo antes, mas acho que a autora me ajudou, em uma cena ela deixou bem na cara quem poderia ser.
Mesmo assim achei que vários personagens poderiam ser o assassino, roí as unhas o livro todo e torci muito por Cassidy, a personagem me encantou desde a adolescência. Brig também me conquistou, um bad boy daqueles apaixonantes, eu suspirei por ele na primeira parte do livro. A historia é cheia daqueles dramas familiares sabem? O pai de Angie e Derrick era casado e a primeira esposa morreu, ai ele casa com a mãe de Cassidy e a família é cheia de segredos. Por outro lado, Sunny, a mãe meio bruxa de Brig e Chase também não fica para trás.
A segunda metade do livro já é mais voltada para a trama policial, muita coisa acontece e só ai começam a se revelar muitos segredos. Eu amei o livro e indico para fãs de romances e de romances policiais. E um lembrete, cuidado com outras resenhas e até informações da orelha do livro, vi muitos spoilers que preferi evitar para deixar vocês se surpreenderem.
Com uma pegada hot, um romance tórrido e um assassino à espreita, O último grito é daqueles livros que tiram o sono e deixam o leitor grudado até a última página. Espero que lancem logo outros livros da autora por aqui, eu super indico! Leiam!

AGATHA CHRISTIE  GANHARÁ, COM MUITO LOUVOR, UMA ESTÁTUA:

Londres - Uma estátua de bronze da escritora britânica Agatha Christie será construída em Londres para homenagear a famosa autora de romances policiais e celebrar os 60 anos de encenação de "A Ratoeira".
A Prefeitura de Westminster (Londres) deu permissão para a construção da estátua, que ficará entre as ruas Great Newport e Cranbourn, em Covent Garden, região dos teatros londrinos.
O escultor Ben Twiston-Davies será o encarregado do desenho do projeto, que estará terminado até o final do ano, informou nesta quinta-feira a BBC.
Covent Garden foi o local selecionado porque oito de seus teatros encenaram obras da "Rainha do Crime", especialmente "A Ratoeira", que estreou em 1952 com grande sucesso.
Os 60 anos desse romance serão lembrados no dia 25 de novembro com um espetáculo especial, segundo a BBC.
Agatha Christie (1890-1976) escreveu contos e obras de teatro, e seus mais de 70 romances foram traduzidos para quase todos os idiomas, sendo vários deles adaptados para o cinema e o teatro.

DEIXA ELA ENTRAR:

 

Exibido pela primeira vez no Brasil na 33a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2009, o filme sueco Deixa ela entrar é um fenômeno cult. Conquistou prêmios em mais de quarenta festivais pelo mundo e foi refilmado por Hollywood (Deixe-me entrar é a versão americana, de 2010). Concebida por John Ajvide Lindqvist, a história que deu origem ao filme foi publicada em 2004 na Suécia, onde se tornou best-seller instantâneo, lançada em mais de 30 países, e agora é publicada no Brasil pela Globo Livros.
Trata-se de uma das mais perturbadoras ficções de terror dos últimos tempos. Grande parte de seu impacto se deve à originalidade com que Lindqvist aborda a seara do vampirismo. Vários elementos dessa literatura estão presentes – a começar pelo título, que faz referência à crendice de que vampiros só podem entrar em lugares para os quais são convidados –, porém ambientados no mais cru realismo.
No enredo, Oskar, um garoto de doze anos, vive com a mãe no subúrbio de Estocolmo, na década de 1980. Solitário e alvo de bullying na escola, passa o tempo lendo e colecionando notícias sobre serial killers e planejando se vingar de seus perseguidores. No entanto sua rotina é alterada quando uma garota de doze anos, Eli, se muda para o apartamento ao lado. Uma profunda identificação aproxima o menino a Eli, ao mesmo tempo em que a vizinhança passa a ser assolada por uma onda de mortes misteriosas.
Muito mais que sustos, o livro de Lindqvist desperta os horrores de quem tem de passar da infância para a maturidade em circunstâncias adversas e em um cenário opressivo. Com habilidade, o autor recorre a um registro naturalista, temperado de referências à cultura pop, para desenvolver uma história em que os medos são despertados tanto por elementos sobrenaturais quanto pela realidade concreta.

DOSSIÊ DRÁCULA: BRAM STOKER: BRAM STOKER CONTRA JACK, O ESTRIPADOR:

Em 31 de Agosto de 1888, Mary Ann Nichols foi encontrada morta em um beco no distrito de Whitechapel em Londres. Este foi o primeiro de uma série de crimes cometidos pelo assassino conhecido como Jack, o estripador.
A verdadeira identidade do assassino nunca foi descoberta e o mistério e a mitologia em torno daquele que viria a ser o mais famoso assassino serial de todos os tempos, se fixou no imaginário popular. A figura de Jack gerou diversos filmes, peças de teatro e, principalmente, livros investigativos, teóricos e fictícios que buscam lançar uma luz sobre sua identidade ou apenas expandir a mitologia ao redor do cruel estripador.
Alguns autores vão mais longe, colocando o assassino frente a frente com figuras reais ou imaginárias, como The Ripper File, de Edwin Jones, que coloca Sherlock Holmes investigando os crimes de Whitechapel e deu origem ao ótimo filme Assassinato por Decreto, de 1979. Alan Moore, o mago escritor de quadrinhos, criador de Watchmen e V de Vingança fez um excelente apanhado de toda a mitologia envolvendo Jack em sua graphic novel Do Inferno, adaptada para o cinema no razoável filme homônimo com Johnny Depp. Nem o Batman ficou de fora quando o cavaleiro das trevas numa versão vitoriana investiga um novo criminoso nas ruas de Gotham em Gotham City: 1889 uma HQ desenhada magistralmente por Mike Mignola, criador do Hellboy.
É nesta categoria que se encaixa o livro Dossiê Drácula de James Reese, publicado no Brasil pela Editora Planeta.
A história começa quando um famoso colecionador arremata um lote de cartas e páginas do diário de Bram Stoker, criador de Drácula em um leilão de antiguidades. s cartas e páginas do diário, colocados em ordem cronológica pelo colecionador para trazer à tona um mistério guardado a sete chaves pelo escritor irlandês.
Stoker conhece o estranho Dr. Francis Tumblety, que foi preso em 1865 como cúmplice na morte de Abraham Lincoln, através de um amigo íntimo de Stoker, o também escritor Hall Caine, com o qual Tumblety supostamente teria um relacionamento homossexual, e após um ritual secreto recheado de celebridades vitorianas, uma força demoníaca aparentemente se apossa de Tumblety o levando a cometer a série de crimes mais famosa da história. A arma do crime? Uma faca Gurkha roubada do próprio Stoker, que coloca o criador de Drácula em uma corrida desesperada para limpar o seu nome enquanto luta para não ser a próxima vítima do assassino.
O livro amarra muito bem todas as pontas e conexões entre os personagens, alguns reais, outros, bem poucos, fictícios, e como outros exemplos de literatura do gênero, tem sua maior força na investigação e estudo que Reese faz da época.
Hall Caine realmente esteve em um encontro entre amigos na casa de Tumblety quando ele mostrou a todos a sua coleção de úteros femininos, e viveu em Whitechapel na época dos assassinatos, tendo partido para os EUA logo depois, pouco antes dos crimes cessarem.
Infelizmente, um dos pontos negativos do livro é o personagem principal. Bram Stoker passa a maior parte do tempo choramingando e perdido. O que, em principio serve para demonstrar como um homem comum de hábitos simples sente ao ser jogado em uma situação de terror e desespero, acaba tornando o personagem principal um tanto quanto chato. Um crime grave para um romance de mistério.
Também me incomoda um pouco, embora confesso ser uma questão de gosto pessoal, o excesso de descrições de ambientes, roupas, cenários, tempo e clima. Apesar de ser uma característica dos escritores vitorianos que o autor emula para reforçar o aspecto documental de Dossiê Drácula e a maneira que Reese desenrola sua história, através de cartas e diários, exatamente como Stoker escreveu seu romance mais célebre. Descontando os exageros torna tudo mais crível e palpável. Deixando aquele ar de “isso poderia ser real”.
Dossiê Drácula mostra o que teria acontecido se Bram Stoker tivesse enfrentado Jack, o estripador. De que maneira isso influenciaria seu trabalho? Como aqueles incidentes terríveis ficariam gravados na memória do autor? O leitor vai descobrindo referências e identificando passagens “reais” que seriam transcritas nas páginas de Drácula anos depois por Stoker, numa tentativa de exorcizar os demônios daquele fatídico ano de 1888.

PARABÉNS, STEPHEN KING !!

LEMBRE-SE OS LIVROS DE STEPHEN SÃO MUITO MELHORES DO QUE OS FILMES.

Stephen King completa hoje, dia 21 de Setembro de 2012, 65 anos de vida e muito sucesso. Ainda na ativa, seu próximo livro será lançado nos EUA dia 24 de Setembro de 2013. Trata-se da sequência para o clássico 'O Iluminado' (The Shining). Alguns consideram King um escritor oportunista, que escreve com a única intenção de vender milhões de cópias. Também há quem o considere um gênio do terror, que consegue fazer com que qualquer um sinta ao menos um friozinho na espinha ao ler seus livros. Eu prefiro ficar com a segunda opinião. Não considero King um excelente escritor - acho que nem ele mesmo se considera assim - mas não dá pra negar que ele é mestre na arte de colocar medo no leitor. Já li inúmeros de seus livros e devo admitir que quando os lia antes de dormir não tinha coragem de levantar da cama depois - sempre achava que alguma mão suspeita ia sair debaixo da cama e me pegar.  É bem verdade que isso não acontece com todos seus livros, alguns são verdadeiros clássicos do terror psicológico - como "O Iluminado" , "Rose Madder" , "Jogo Perigoso" , entre outros - mas King também desliza de vez em quando e nessas ocasiões escreve livros - não diria ruins - de menor qualidade; como "Desespero" e "O Apanhador de Sonhos".
De qualquer maneira, o cinema sempre esteve de olho nos livros de Stephen King e são muitos os títulos do autor que acabaram se tornando filmes - para quem gosta de números, cerca de 50 livros (ou contos) de King já foram levados a telona, em alguns anos chegou-se a produzir 4 filmes adaptados da obra do autor. Boa parte desses filmes foram um fracasso - como "As Vezes Eles Voltam" e "Jovem Outra Vez" pra citar alguns. Em outras ocasiões mais inspiradas, os livros de King viraram grandes filmes.
Sua última grande adaptação foi 'O Nevoeiro', onde o astro se consagra novamente. O filme, com suspense do início ao fim, é uma das melhores adaptações do escritor para os cinemas. Mas antes de ler nossa crítica, separamos os 10 melhores filmes baseados em suas obras.
King está em alta novamente. Em breve, 'Carrie - A Estranha', 'Ten O'Clock People', 'A Torre Negra', 'Cemitério Maldito', 'O Braço do Mar' e 'A Dança da Morte' estarão nos cinemas.

Nesta lista; as melhores adaptações de Stephen King - o mestre do terror.

O ILUMINADO (diretor: Stanley Kubrick) - 1980

Stanley Kubrick era genial e seu "O Iluminado" não é apenas uma das melhores adaptações de Stephen King, é também um dos grandes filmes de terror do cinema. Inexplicavelmente, King não ficou satisfeito com essa adaptação (existe uma outra versão - Stephen gostou esta versão, pois trabalha como ator). Excepcional a interpretação de Jack Nicholson, que com sua cara de louco assusta qualquer um.
Kubrick fez um filme impecável, e quem já assistiu deve se lembrar do mórbido hotel (locação das mais geniais) no qual a família Torrance passa pelas mais horripilantes situações.

CONTA COMIGO (diretor: Rob Reiner) - 1986


"Conta Comigo" é a adaptação de um conto de Stephen King chamado "O Corpo" (sem dúvida a melhor coisa que eu já li do escritor - "O Corpo" está no livro "As Quatro Estações").
Nesse conto, King abandona o terror e parte para um campo mais humano, eu diria. Uma obra sensível, terna e intimista, embalada por uma bela trilha sonora. King nunca esteve tão poético.
O filme conta a história de quatro amigos que partem em uma jornada em busca de um cadáver, e que acabam aprendendo valiosas lições sobre a amizade durante o caminho.

LOUCA OBSESSÃO (diretor: Rob Reiner) - 1990

Baseado no conto "Angústia", "Louca Obsessão" é um filme perturbador. A atriz Kathy Bates foi indicada ao Oscar pela sua fantástica atuação no papel da psicopata que prende um escritor - de quem se diz fã número 1 - depois que ele sofre um acidente de carro.
Chocante o momento em que a personagem de Bates quebra os pés do escritor com uma pá.

UM SONHO DE LIBERDADE (diretor: Frank Darabont) - 1994


Também adaptado de um conto (chamado "Rita Hayworth e The Shawshank Redemption" - o conto está no livro "As Quatro Estações") "Um Sonho de Liberdade" é um excelente drama.
Assim como "Conta Comigo" nem parece saído da obra de King. O filme conta a história de Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem banqueiro que é condenado a prisão pelo assassinato de sua esposa e seu amante.

A ESPERA DE UM MILAGRE (diretor: Frank Darabont) - 1999

Belíssimo filme adaptado de uma série de livrinhos de bolso de King que são intitulados "O Corredor da Morte", depois da estreia - e sucesso - no cinema, os livrinhos foram editados como um único romance que leva o nome do filme.
Uma das mais felizes adaptações de King, "A Epera de um Milagre" retrata o cotidiano - e o relacionamento muito especial do policial Paul Edgecomb (Tom Hanks) como o condenado John Coffey (Michael Clark Duncan - perfeito para o papel) - no corredor da morte de uma prisão americana.
Filme fábula muito emocionante - destaque para a cena em que John Coffey assiste ao musical "O Picolino".

IT - UMA OBRA PRIMA DO MEDO (diretor: Tom Holland) - 1995


Uma viagem à fria e oscura mente de King. Feito para a TV norte-americana, "IT" mostra uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como "A Coisa". Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise.
Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Sete jovens que viram "A Coisa" voltam para combatê-la. Porém esta batalha pode custar suas vidas.

FENDA NO TEMPO (diretor: Tom Holland) - 1995

Um dos melhores e mais bem produzidos suspenses de Ficção Ciêntifica do Cinema. O filme não fez muito sucesso e, como a maioria dos filmes baseados em seus livros, é bastante longo (2 fitas).
Ao acordarem 10 passageiros descobrem que estão sozinhos em um avião. Um deles, que é piloto, assume o comando do avião e a leva a um aeroporto, onde também não há sinal de vida.
A imaginação corre solta neste filme, que é bastante amedrontador e inovador.

CARRIE - A ESTRANHA (diretor: Brian de Palma) - 1976

Baseado no primeiro livro de Stephen King (curiosidade: King escreveu Carrie mas não gostou do resultado, portanto jogou tudo no lixo. Sua esposa pegou o manuscrito no lixo, leu e adorou. Foi ela quem fez King levar o livro até um editor que decidiu publicá-lo. O livro foi um enorme sucesso e alçou King da pobreza e obscuridade a riqueza e fama).
Dizer que essa é uma grande adaptação de King é uma coisa que eu não entendo. Ao contrário de boa parte do mundo, acho que a atuação de Sissy Spacek é péssima, na verdade chega a ser risível. Aquele olhão arregalado de Spacek não me diz nada.
O momento que deveria ser o ápice do filme - quando o sangue cai em cima de Carrie na formatura - é uma das piores seqüências que eu já vi na vida. Por essas e por outras, "Carrie" é uma das piores adaptações de King (o pior quanto a essa adaptação é o fato dela ser superestimada pela crítica e público).

CHRISTINE - O CARRO ASSASSINO (diretor: John Carpenter) - 1983


Diversão (ou susto) garantida. John Carpenter é conhecido por seus filmes de terror e em "Christine" ele mostra mais uma vez a que veio.
As seqüências em que Christine (um Plymouth Fury 58, que tem vida própria e cria uma relação de amor com o dono) acende seus faróis e persegue todos aqueles que "atrapalham" seu dono são absolutamente clássicas. Grande trilha sonora.

O APRENDIZ (diretor: Bryan Singer) - 1998


Baseado no conto "Apt Pupil" (conto do livro "As Quatro Estações") de Stephen King. "O Aprendiz" conta a história de um adolescente que desconfia que um de seus vizinhos é um criminoso nazista, a partir daí o adolescente passa a chantagear o vizinho para que ele lhe conte as mais terríveis histórias sobre a II Guerra Mundial. Firme a direção de Bryan Singer (o mesmo de "Os Suspeitos") e impecável a atuação da dupla central (Ian McKellen e Brad Renfro).
Nos últimos dois anos, as locadoras foram infestadas por filmes feitos para TV lançados em vídeo e baseados em obras de King. Entre eles 'Rose Red: A Casa Adormecida", "Mansão Marster" e "Kingdom Hospital".

MISTÉRIO - DE PETER STRAUB:

Na pequena ilha de Mill Walk, no Caribe, um menino de dez anos chamado Tom Pasmore morre tragicamente num acidente de carro — bem, quase morre. Ele sobrevive milagrosamente, mas em conseqüência desenvolve uma obsessão com a morte, e particularmente com dois mistérios não resolvidos — um, no presente, o assassinato da irmã do ministro das finanças da ilha; o outro, no passado, o assassinato de um vizinho e amigo do avô de Tom na cidade de veraneio do Lago da Águia, Wisconsin.

A LUA DE YAKUZA:

Esta obra é o relato verídico sobre a luta bem-sucedida de uma jovem mulher, filha de um rico chefe da Yakuza, para escapar do ostracismo e do abuso. Também uma rara oportunidade de entrar no hermético mundo da Yakuza e, o melhor, a partir de um ponto de vista privilegiado.

O CÓDIGO DA VINCI:

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica.
Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando com perfeição os ingredientes de uma envolvente história de suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. "O Código Da Vinci" prende o leitor da primeira à última página.

ANJOS E DEMÔNIOS:

Antes de decifrar "O Código Da Vinci", Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em "Anjos e Demônios", quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. Em "Anjos e Demônios", Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos.

O SÍMBOLO PERDIDO:

Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.
Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.

DRÁCULA - DE BRAM STOKER:

 

Este romance em forma epistolar, dando voz às várias personagens, abre com a chegada de um solicitador, de nome Jonathan Harker, a um castelo em uma remota zona da Transilvânia. Aí o jovem Harker trava conhecimento com o excêntrico proprietário do castelo, o conde Drácula, dado este ter em vista a aquisição de várias propriedades na Inglaterra.
Paulatinamente Harker começa a perceber que há mais do que excentricidade naquela figura, há algo de estranho no anfitrião, algo de realmente assustador e tenebroso. Aliás, passada a inicial hospitalidade, Harker começa a entender que, mais do que um hóspede, é também um prisioneiro do conde Drácula.
Seguidamente, Drácula decide viajar até à Inglaterra, deixando um rasto de morte e destruição por onde passa – sob a forma de um enorme morcego -, enquanto Harker é deixado à guarda de três figuras femininas, três terríveis seres que se alimentavam de sangue humano. Harker consegue fugir, apesar de bastante debilitado, e encontra-se com a sua noiva, Mina, em Budapeste.
Já na Inglaterra, Lucy, uma jovem inglesa, amiga de Mina, começa a apresentar estranhos sintomas: uma enorme palidez e dois enigmáticos orifícios no pescoço.Seus amigos, John Seward, Quincey Morris e Arthur Holmwood, incapazes de perceber a origem daquela doença, recorrem ao auxílio do Dr. Abraham Van Helsing, médico e cientista, famoso por seus métodos pouco ortodoxos, tendo compreendido que Lucy tivera sido vítima dos ataques de um ser diabólico: Drácula, uma espécie de morto-vivo que se alimentava de sangue humano.(vampiro) Contudo, receando a reação destes, Van Helsing decide não revelar imediatamente suas conclusões.
Numa noite, Lucy e sua mãe são atacadas por um morcego – a versão animal do conde Drácula – e ambas morrem, embora de causas diferentes: Lucy tendo sido fruto do ataque sanguinário do morcego/Drácula; a mãe de Lucy vítima de ataque cardíaco provocado pelo medo.
Lucy é enterrada, mas a sua existência não termina por aí: esta renasce como vampira e começa a perseguir crianças. Van Helsing, não tendo outra opção, confidencia as suas conclusões aos amigos desta. Estes, decididos a colocar um fim naquela forma de existência, pregando-lhe uma estaca no coração e cortam-lhe a cabeça, pois só assim ela poderia descansar em paz.
Pouco tempo depois, para surpresa dos mesmos, percebem que Drácula tinha agora uma nova vítima, Mina, já regressada de Budapeste junto com Harker, agora juntos na condição de marido e mulher.
Porém, além de se alimentar de Mina, Drácula também lhe dá o seu sangue a beber, ritual que os faz ficarem ligados espiritualmente, como numa espécie de matrimônio das trevas.
Van Helsing compreende que, através da hipnose, é possível seguir os movimentos do vampiro, assim, decididos a destrui-lo e a salvar Mina, os homens o perseguem. Drácula foge para o seu castelo na Transilvânia, todavia, este é destruído pelos perseguidores antes de o conde concretizar tal objetivo, libertando a Mina do tal “encantamento”.
O romance foi adaptado muitas vezes, especialmente para o cinema e teatro e o vampiro foi usado em muitas histórias e paródias independentes do romance original, sendo usado até hoje por diversos autores em diversas mídias, sendo tema recorrente na cinematografia mundial. O romance mais recente a tratar do assunto é O Historiador, de Elizabeth Kostova, que se propõe a ser uma espécie de O Código da Vinci da lenda de Drácula. É um romance que coloca o leitor na trilha do Drácula histórico, em meio a mosteiros medievais.
Quando foi publicado pela primeira vez, em 1897, Drácula não foi um bestseller imediato, embora as criticas fossem incansáveis em seu louvor. O contemporâneo Daily Mail classificou Stoker superior a Mary Shelley e Edgar Allan Poe.
O romance tornou-se mais significativa para os leitores modernos do que foi para os leitores contemporâneos vitorianos, que só atingiu o seu grande status lendário clássico no século 20, quando as versões cinematograficas apareceram. No entanto, alguns fãs da época vitoriana o descreveram como "a sensação da temporada" e "o romance de gelar o sangue do século". Sir Arthur Conan Doyle criador de Sherlock Holmes escreveu a Stoker em uma carta:" Eu escrevo para lhe dizer o quanto eu gostei de ler Drácula"

SCARPETTA - PATRICIA CORNWELL:

Uma anã chamada Terri Bridges é estrangulada em seu apartamento em Manhattan e a polícia, após descobrir duas outras vítimas que morreram em circunstâncias parecidas, acredita estar lidando com um assassino em série. Oscar Bane, o namorado de Terri é o principal suspeito, mas para cooperar ele faz uma exigência: ser examinado pela famosa médica-legista Kay Scarpetta. Após decidir se envolver no caso, Scarpetta descobre que terá que trabalhar lado a lado com seu ex-colaborador Pete Marino, de quem não tem notícias desde que ele quase a estuprou. Para piorar as coisas, tudo o que aconteceu entre Scarpetta e Marino vai parar na internet, graças as um site de fofocas escrito por um colunista perverso e misterioso. Scarpetta e sua velha equipe vão ter que deixar as mágoas para trás e decifrar dois enigmas: quem é o assassino de Terri Bridges e como um colunista virtual pode saber tanto sobre suas vidas.
 

A MULHER DE PRETO - SUSAN HILL:

Arthur Kipps, um jovem advogado, é chamado para acompanhar o funeral da Sra. Alice Drablow, a única moradora da Casa do Brejo da Enguia, localizada em uma região remota da Inglaterra. Enquanto trabalha na isolada propriedade, Kipps descobre trágicos segredos ocultados por suas janelas fechadas. Ao vislumbrar uma jovem e sofrida mulher vestida de preto.

CONTÁGIO CRIMINOSO - PATRÍCIA D. CORNWELL:

   Um cadáver é encontrado no meio do lixo, num aterro sanitário da Virgínia. Detalhes como a amputação habilidosa da cabeça e dos membros indicam que o autor do crime sabe lidar bem com serras elétricas. Para a dra. Kay Scarpetta, a investigação se tornará um inferno, um jogo macabro em que o assassino fará contato pela Internet e assinará as mensagens com um apelido adequado: Deadoc - Doutor Morte. Scarpetta descobre que pode ter sido contaminada por um vírus, pois a vítima sofria de varíola ou algo similar. O homicida que está enfrentando é certamente um psicopata com acesso a armas biológicas letais e altamente sofisticadas. E Deadoc parece disposto a fazer o que for preciso para vê-la sofrer - como se fosse impulsionado por motivos muito pessoais.
Considerado um dos livros mais eletrizantes de Patricia D. Cornwell, Contágio criminoso desenvolve-se num ritmo preciso, tensionado ao máximo, com detalhes intrincados e personagens meticulosamente construídas. A dra. Kay Scarpetta, como sempre, dá um verdadeiro show como especialista em medicina legal, mostrando tudo o que sua ciência pode oferecer quando se trata de solucionar um crime.

CEMITÉRIO - STEPHEN KING:

Louis Creed, um médico de Chicago, é o diretor apontado da Universidade do Maine, na área de serviço de saúde. Ele se muda para uma grande casa, próxima à cidade de Ludlow, com sua esposa, Rachel, e seus dois jovens filhos, Ellie e Gage. Há também o gato da filha Ellie chamado Winston Churchill, ou apenas Church. Desde o momento em que chegam, a família tem certa má sorte: Ellie machuca o joelho após cair de um balanço de pneu, e o pequeno Gage é picado por uma abelha. Felizmente, seu novo vizinho, um velho homem chamado Judson Crandall vem para ajudar. Ele adverte Louis e Rachel sobre a auto-estrada, que passa em frente à nova casa; ela é constantemente usada por grandes caminhões da Orinco nas proximidades de uma fábrica de transformação química.
Jud e Louis rapidamente tornam-se grandes amigos. Desde que o pai de Louis morreu, quando ele tinha três anos, sua relação com Jud pega uma grande dimensão, tão próxima a pai e filho. Algumas semanas depois de os Creeds se mudarem para a nova casa, Jud coloca a amizade em prática quando leva a família para um passeio na floresta para trás da casa. O caminho de terra conduz a um cemitério (escrito errado para "Simitério") onde as crianças da cidade enterram seus animais de estimação que morreram. Isso provoca um grande argumento entre Louis e Rachel no dia seguinte. Rachel desaprova de falar com Ellie sobre a morte, pois se preocupa pelo modo com que ela possa ser afetada por tudo aquilo que viu no "simitério". (Isso é explicado mais tarde. Rachel é traumatizada pela morte precoce de sua irmã, Zelda, que morreu de meningite espinhal, uma inflamação da membrana protetora que cobre o sistema nervoso central).
Louis tem uma experiência traumática durante a primeira semana de trabalho quando Victor Pascow, um estudante que foi fatalmente ferido ao ser atropelado por um carro, faz com que Louis tenha uma nova visão sobre a morte. Na noite seguinte à morte de Victor Pascow, Louis tem experiências que, de começo, acredita ser um sonho. Mas que não é. Victor Pascow aparece para Louis, durante a noite, o leva ao sombrio "simitério" e se refere especialmente ao "vale da morte" (uma perigosa pilha atrás das árvores que forma uma barreira atrás do "simitério") e avisa Louis para ele "não ir além, não importa o quanto você achar que preisa". Louis acorda no dia seguinte, convencido de que tudo foi um sonho, até ele olhar para a coberta e para os seus pés e vê-los sujos de terra. Louis ainda afasta o sonho (como produto do stress que ele teve durante a morte de Victor Pascow) juntamente com sua mulher, que continua persistente a respeito do que se trata sobre a morte. Ele acha que a sujeira de terra chegou até a sua cama devido ao seu sonambulismo.

VLAD - A ÚLTIMA CONFISSÃO:

Transilvânia, 1501. Após uma árdua viagem, Janos Horvathy chega ao castelo de Poenari, nos Cárpatos, com a missão de descobrir a verdade sobre o conde Vlad Drácula. Para isso, Janos embarca em uma aventura em busca das três pessoas mais importantes da vida de Vlad, que, juntas, poderão contar a história por trás do mito.
·Agradará os leitores de Bernard Cornwell. Resgata a essência guerreira do personagem que deu origem à lenda de Drácula, o vampiro mais famoso de todos os tempos.
·O livro é sucesso de vendas no Reino Unido e já teve seus direitos vendidos para outros seis países.
·"Um thriller dinâmico, intrigante e muito bem construído." Daily Express.

OS DENTES DO DIABO:

Após assistir a um documentário sobre os grandes tubarões-brancos, a jornalista Susan Casey, autora do best-seller “A Onda”, decidiu que precisava testemunhar de perto como os maiores predadores do oceano se comportam. “Os Dentes do Diabo” é a narrativa dos percalços e das descobertas da autora em busca de seu objetivo. De maneira envolvente, Casey descreve as dificuldades da vida nas ilhas Farallones – onde biólogos desenvolvem pesquisa de ponta com esses animais –, o fascínio causado pelos misteriosos tubarões e a incrível aventura em que se envolveu.

O CÃO DOS BASKERVILLERS - DE SIR ARTHUR COYLE:

  
 

Cão dos Baskerville conta a história do Solar dos Baskerville, que há quinhentos anos abriga a família de mesmo nome. No entanto, à época da morte de Hugo Baskerville por um suposto cão diabólico, ergue-se a lenda de que este mesmo cão negro e com fogo saindo dos olhos e da boca assombra a família, matando cada um de seus membros que se arrisca na perigosa charneca próxima ao solar. Sir Charles Baskerville tem o mesmo destino de Hugo: é morto pelo cão. O terrível animal não precisou nem tocar o homem, mas matou-o de susto, já que Sir Charles sofria do coração.
Já em 221B Baker Street, o Dr. Mortimer, antigo amigo de Charles, pede ajuda a Holmes para desvendar o mistério do cão dos Baskerville, e apresenta o novo morador do solar, Sir Henry Baskerville, sobrinho de Sir Charles.

UM LIVRO DE CINCO ANÉIS:

O samurai japonês Miyamoto Musashi, descreve em O livro de cinco anéis, a prática e a filosofia desenvolvidos ao longo do seu trabalho com o Kendô, e aponta a perseverança, o autoconhecimento e a capacidade de iniciativa como elementos fundamentais para a vitória de um guerreiro.

STEPHEN KING EM "AO CAIR NA NOITE".

 Quem senão Stephen King para transformar uma espelunca de beira de estrada no cenário de um amor eterno? Ou uma mulher que acaba de perder o filho em uma corredora obsessiva que pretende chegar a algum lugar onde possa se livrar de suas frustrações?

Em Ao Cair da Noite, de Stephen King, os mortos estão por toda parte, seja ouvindo música country em "Willa", ou ligando para casa de um celular, como no conto The New York Times a Preços Promocionais Imperdíveis. Mas nas histórias do mestre do terror os vivos também não estão em melhores condições. E podem descobrir algo terrível a qualquer momento.

O horror precisa de vítimas, e ninguém melhor que Stephen King para apresentá-las nestes contos surpreendentes.

Um pouco dos contos: Em A Bicicleta Ergométrica, uma rotina de exercícios, a princípio para reduzir o colesterol ruim, pode levar um homem a uma viagem inspiradora - e no fim das contas aterrorizante. Para King, a fronteira que separa os vivos dos mortos é muitas vezes enganosa, e os fios que mantêm os indivíduos presos à realidade podem se romper a qualquer momento. Em As coisas que eles deixaram para trás, os pertences de mortos do 11 de Setembro - uns óculos escuros em forma de coração, um taco de baseball, um "cogumelo de cerâmica (vermelho com bolinhas brancas) que vinha com uma Alice sentada em cima" - começam a perseguir um sobrevivente atormentado pela culpa. No conto N., o transtorno obsessivo-compulsivo de um indivíduo em contar um círculo de pedras - são sete ou oito? - é a única coisa que mantém a humanidade protegida do desconhecido. Em Mudo, um ressentido vendedor de livros ambulante dá carona para um mudo, sem saber que o homem silencioso no banco do carona escuta bem até demais.

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