DRÁCULA E OUTROS VAMPIROS !

 

                                                                         

                                                                                                                                                             

21042017 - SERÁ LANÇADO UM BOX COM TODOS OS FILMES DE CHRISTOPHER LEE COMO DRACULA: 7 FILMES DA HAMMER + 2 FILMES. O PROBLEMA É A DISTRIBUIDORA TÊM MUITO DEFEITOS NOS DVDs. MAS VAMOS AGUARDAR.

06022017:

01102016 - SIR CHRISTOPHER LEE:

 

30102016 - BRAM STOKER:

30102016 - O GRANDE FRANK LANGELLA:

0102016 - UM BOX DE BLU-RAY ESTÁ A VENDA:

01072016 - VAMPIROS DE SALEM:
AVALIAÇÃO: 3,5

Quando pequeno, Ben Mears se viu apanhado no meio dos horrores escondidos na mansão Marsten, localizada em sua cidade natal, Jerusalem’s Lot. Agora adulto e um escritor, Ben resolve voltar a sua cidade para escrever um livro sobre a mansão, e ao mesmo tempo superar seus antigos medos. Só que Ben mal desconfia que as assombrações da mansão Marsten serão os menores de seus problemas, quando ele descobrir que a casa tem novos estranhos e curiosos inquilinos: dois vampiros. Cabe a Ben, o padre da cidade, um menino viciado em filmes de terror, e mais alguns amigos pôr fim a essas aberrações que ameaçam beber cada gota de sangue de ‘Salem’s Lot.

1072016 - VAMPIROS DO CINEMA:
AVALIAÇÃO:

A Versátil apresenta “Vampiros no Cinema”, digistack com 2 DVDs que reúne 4 clássicos filmes de vampiro, todos em versões restauradas, além de mais de duas horas de extras, incluindo documentários e depoimento de Guillermo Del Toro.

DISCO 1

“Nosferatu” (“Nosferatu, eine Symphonie des Grauens”, 1922, 96 min.)
De F. W. Murnau. Com Max Schreck, Greta Schröder.

Marco do Expressionismo Alemão, “Nosferatu” foi a primeira adaptação de “Drácula”, de Bram Stoker. A obra-prima de Murnau é apresentada em inédita versão restaurada, acompanhada de um excelente documentário sobre a produção.

“Cronos” (Idem, 1993, 92 min.)
De Guillermo Del Toro. Com Federico Luppi, Ron Perlman e Claudio Brook.

Um alquimista cria um dispositivo que proporciona vida eterna, mas, após 400 anos, morre num acidente e o dispositivo desaparece. Obra de estreia de Guillermo Del Toro, “Cronos” é um filme de vampiro sombrio e muito original.

DISCO 2

“Quando Chega a Escuridão” (“Near Dark”, 1987, 94 min.)
De Kathryn Bigelow. Com Jenny Wright, Lance Henriksen e Bill Paxton.

Após ser mordido por uma garota, o filho de um fazendeiro entra para um grupo de vampiros que viaja pelos EUA atrás de sangue fresco. Com ótima direção de Kathryn Bigelow (“Guerra ao Terror”), esse faroeste vampiresco é uma obra-prima do gênero.

“A Noite dos Demônios” (“La Notte dei Diavoli”, 1972, 93 min.)
De Giorgio Ferroni. Com Gianni Garko e Agostina Belli.

Um homem é encontrado na floresta. Levado a um hospício, ele relembra seu encontro com uma família amaldiçoada. Brilhante adaptação do conto que deu origem ao episódio “O Wurdalak” de “As Três Máscaras do Terror”, de Mario Bava.

28-04-2016 - AMANTES ETERNOS:
AVALIAÇÃO: 4,3

De cara, o cineasta acerta no elenco. Não dá pra ficar melhor que Tom Hiddleston e Tilda Swinton como Adão e Eva, os vampiros originais. Ao seu lado, John Hurt, Mia Wasikowska, Anton Yelchin e Jeffrey Wright.
O filme acompanha a existência solitária do casal de vampiros que, separado por um oceano, limita-se a esconder sua existência das pessoas, desfrutar da arte humana e trocar juras de amor infinito pela internet.
Jarmusch, que também roteirizou o filme, tem uma visão curiosa sobre os imortais, mais focada em entender o que aconteceria com pessoas que realmente vivessem tanto tempo - e tivessem conhecido algumas das maiores mentes da humanidade. Fica de lado todo o suspense inerente aos vampiros, que é substituído pelo fascínio com a ideia de que tais seres ancestrais talvez conheçam todas as línguas, todas as culturas e sejam versados - e podem ter influenciado e sido influenciados todas as artes.
O ideal romântico e intelectualizado do vampiro de Jarmusch é inspirador - mas suas criaturas não escapam do mesmo destino conhecido de outras já vistas no cinema: são melancólicas e soturnas, vivem famintas (ainda que racionem sangue em tempos de comida maculada por doenças) e sentem falta dos bons tempos da Idade Média, quando era tranquilo esconder os corpos devorados, algo que foram obrigados a deixar de lado no século 21.
A atmosfera criada pelo cineasta é favorecida pela música e a fotografia escura, inspirada em Caravaggio. Curiosamente, o filme lembra muito em temática também a obra em quadrinhos de Neil Gaiman, especificamente Sandman, com Hiddleston com visual de roqueiro pálido e lânguido, desinteressado pela humanidade, que chama de "zumbis" e culpa pela feiúra do mundo. As citações aos inventos de Tesla e desdém pelas nossas instalações elétricas dão um charme especial ao personagem.
Adão e Eva, ao final, parecem uma espécie de zeladores da criação artística humana, discutindo artistas e vagando metaforicamente pelas ruas vazias de Detroit, cidade esvaziada pelo colapso econômico, hoje a mais violenta dos EUA. Quando tudo terminar, os dois primeiros também serão os que apagarão as luzes.

O BEIJO DO VAMPIRO (Kiss of the Vampire):
AVALIAÇÃO: 2,9

1963 / Reino Unido / 88 min / Direção: Don Sharp / Roteiro: John Elder / Produção: Anthony Hinds / Elenco: Clifford Evans, Edward de Souza, Noel Willman, Jennifer Daniel, Barry Warren, Jacquie Wallis.

O Beijo do Vampiro é a terceira empreitada da Hammer no universo vampiresco. Não confunda com aquela novela mequetrefe que passou na Globo há alguns anos. E se não fosse uma fita pertencente ao respeitado catálogo do estúdio britânico, seria um filme completamente esquecível e desnecessário. A Hammer parece ter levado algum tempo para perceber que seus filmes só iriam funcionar com Christopher Lee no papel de Drácula novamente, algo que só aconteceria seis anos depois.
Anthony Hinds, produtor da Hammer e que roteirizou este longa sob o pseudônimo de John Elder, queria continuar na tentativa de fazer mais um filme de Drácula, sem o ator que imortalizou o personagem para o estúdio. O Beijo do Vampiro era para ser o terceiro filme da franquia, mas outra vez o resultado ficou aquém do esperado, como aconteceu com As Noivas de Drácula, que pelo menos, ainda se prestava a ter Peter Cushing no elenco, refazendo o papel do Prof. Van Helsing.
Porém o texto final acabou não fazendo nenhuma referencia ao conde, e partiu para uma direção que começou a ser abordada no longa anterior, tratando o vampirismo como uma doença social que atinge aqueles que buscam por um estilo de vida decadente, e obviamente, utilizando-se da superstição nos pequenos vilarejos para as criaturas das trevas fazerem suas vítimas e tocarem o terror no local. Aqui, o grande mestre vampiro é o Dr. Ravna (Noel Willman, uma espécie de Christopher Lee fajuto, que tem até certa semelhança física com o eterno Drácula), que mora em um suntuoso castelo na Bavária e tem uma legião de seguidores sanguessugas, além de seus próprios filhos.
Os olhos e desejo de sangue de Ravna se voltam para a bela Marianne (Jennifer Daniel), recém casada com Gerald Harcourt (Edward de Souza), que estão em uma viagem de lua de mel e seu carro, uma das grandes novidades da época, fica sem combustível próximo a um vilarejo, o que os faz se hospedarem em um decadente hotel, gerenciados pelo feliz Bruno e pela amargurada Anna, sua esposa, que vive em luto pelo desaparecimento da filha, que foi morar no castelo com o Dr. Ravna, e claro, foi transformada em uma morta-viva.
Ravna convida os dois pombinhos para um jantar em seu castelo, e depois de construir a base da amizade entre eles e seus filhos, usando um pouco do bom e velho poder hipnótico dos vampiros, desta vez na forma de uma música tocada no piano pelo seu filho Carl, os leva até uma extravagante festa à fantasia, para raptar Marianne e dar o beijo, que na mitologia vampírica, é sugar seu sangue para transformá-la em uma criatura notívaga. Neste momento somos apresentados a um detalhe bastante interessante, que é o pouco que se salva no filme e o diferencia dos demais do gênero que temos visto até então, e familiar se você joga ou jogou Vampiro – A Máscara alguma vez na vida.
Ravna possui uma verdadeira seita vampiresca. Ele como grande líder, reúne todas essas criaturas sobre seu domínio em seu castelo, todos vestidos de branco, participando de sessões, bem como um culto de verdade. Outro ponto positivo do filme é que depois que Marianne é sequestrada e Gerald ter tomado um porre sem precedentes na noite da festa, ele acorda e é taxado de louco por todos, em um complô muito bem organizado, que alega que ele viajava sozinho e nunca houve uma Marianne, sua recém esposa, junto dele. Até Bruno, senhorio do hotel, está mancomunado, escondendo todas as roupas da garota.
Mas claro que Gerald não vai se dar como louco, e procura ajuda no Professor Zimmer, estudante do oculto, caçador de vampiro e sósia de Zé do Caixão, que resolve utilizar-se da magia negra para conjurar um mal ainda maior, que seria responsável por derrotar Ravna e seus acólitos. Utilizando este ritual místico, Zimmer ordena que um bando de morcegos de plástico pendurados por barbantes, vindos do inferno, invada o castelo e ataque ferozmente todos os ali presentes, como se o Batman tivesse jogado um daqueles seus dispositivos sônicos no local que atrai os quirópteros. Finalzinho mais do que safado.
Na verdade, esse encerramento seria originalmente usado no final de As Noivas de Drácula, mas Peter Cushing foi ferrenhamente contra, pois Van Helsing nunca iria recorrer a magia negra, o que faz um tremendo de um sentido. Por isso foi criado o tal Prof. Zimmer, obviamente sem o mesmo charme do doutor holandês, e assim essa conclusão pode ser utilizada em O Beijo do Vampiro. Que vale só pela curiosidade de ser mais um filme do gênero com o selo Hammer e toda sua alegoria costumeira.

MORRE RADU FLORESCU:

O historiador e filantropo romeno Radu Florescu — autor do livro que ligou o conde Drácula da ficção ao príncipe Vlad, o empalador — morreu aos 88 anos. Florescu vivia em Mougins, na França, e foi vítima de complicações de um pneumonia, informou seu filho John Florescu. O historiador escreveu dezenas de livros, mas ficou famoso por Em busca de Drácula, feito em parceria com Raymond T. McNally em 1972, onde ele afirmava que Bram Stoker baseou seu famoso personagem no príncipe romeno do século XV.

Radu Florescu foi um historiador da Europa Oriental que, juntamente com seu colega Raymond T.McNally, tem sido um dos estudiosos mais proeminentes a chamar atenção para Vlad, o Empalador, o Drácula histórico, e sua relação com a lenda do vampiro. Um de seus ancestrais, Vintila Florescu, foi contemporâneo de Vlad, mas apoiava seu irmão Radu, o Formoso, que subiu ao trono da Wallachia em 1492, ao final do reinado de Vlad.
Florescu parecia destinado a uma vida obscura como especialista em política e cultura oriental européia. Seu primeiro livro foi The Struggle Against Russia in the Roumanian Principalities(1962). No início dos anos 70, entretanto, juntou-se com seu colega do Boston College, Raymond T.McNally, como autor de In search of Dracula (1972), um livro popular sobre o mito do vampiro. Seu livro abordava os dados históricos relativos a Vlad, o Empalador, o príncipe romeno do século 15 que tinha sido associado à lenda do vampiro por Bram Stoker. Alguns anos antes, McNally tinha se interessado em rastrear qualquer história verdadeira por trás do romance de Stoker. Sua busca o levou a Vlad, o Empalador. Após McNally ter ingressado no corpo docente do Boston College, Florescu descobriu que os dois tinham interesses em comum. No final dos anos 60, formaram uma equipe com os historiadores romenos Constantin Giurescu e Matai Cazacu para realizar uma pesquisa sobre Drácula e sobre o folclore popular dos vampiros. Descobriu-se que na Romênia o folclore vampírico não estava associado a Drácula (até recentemente). Stoker provavelmente teve conhecimento de Vlad através de Arminius Vambéry, um estudioso romeno que conheceu em Londres na década de 1890.
In search of Dracula foi projetado como uma pesquisa enciclopédica em miniatura sobre os aspectos da lenda Drácula. Alguns críticos, percebendo a falta de notas relativas ao Drácula histórico, sugeriram que Florescu e McNally tinham inventado os detalhes de sua vida. Essas críticas os levaram ao seu trabalho seguinte, uma biografia completa de Vlad intitulada Dracula: A Biography of Vlad the Impaler 1431-1476, publicada em 1973. Esse estudo não apenas estimulou mais investigações sobre o príncipe do século 15 por historiadores romenos, como alterou o tratamento dado a Drácula no cinema. Entre diversos filmes do gênero, duas versões de Dracula - a versão de 1974 com Jack Palance e a versão de 1992 de Francis Ford Coppola - enfatizaram o relacionamento entre entre o Drácula de Bram Stoker e o histórico príncipe romeno. Vários filmes recentes, assim como diversos livros de Peter Tremayne e Children of Night, de Dan Simmons, também constituiram sua trama em torno dessa conexão. Em 1976, um documentário suéco sobre Vlad, com o ator Christopher Lee, usou o primeiro livro livro de Florescu e McNally como título.
Florescu continuou sua produtiva colaboração com McNally. Em 1979 (coincidindo com o lançamento da nova versão de Dracula com Frank Langella, de 1979), terminaram e editaram a versão de Dracula sob o título de The Essencial "Dracula": A Completely Illustrated and Annotated Edition of Bram Stoker's Classic Novel. Essa edição era digno de nota pelo uso extenso das notas que Stoker tinha feito ao escrever o livro. Mais recentemente Florescu e McNally distribuíram uma apresentação completa da vida de Vlad em seu contexto, em uma ampla cobertura da história do século 15, Dracula, Prince of Many Faces: His Life and Times (1989). A queda do governo Ceausescu, na Romênia, permitiu um contato maior e uma colaboração mais ampla entre os estudiosos romenos e seus pares no Ocidente. Em 1991, partindo de uma idéia inicialmente proposta na década de 1970 por Florescu e McNally, Kurt W.Treptow reuniu estudiosos romenos, britânicos e americanos para criar uma antologia da Pesquisa contemporânea sobre Drácula. Florescu contribuiu com uma tese a esse esforço intitulado "Vlad II e Vlad III Dracula's Military Compaigns in Bulgaria, 1443-1462".

A SÉRIE "DRÁCULA" FOI CANCELADA:

OU SEJA, VOCÊ ASSISTIR A SÉRIE E ESPERA A NOVA TEMPORADA, AGORA NÃO VOCÊ SABER O QUE VAI ACONTECER QUE OS PERSONAGENS. VOCÊ ASSISTIU UMA SÉRIE SEM FINAL. PARABÉNS NBC. PARABÉNS UNIVERSAL.

O amor é uma arma intensa que pode matar como em Romeu e Julieta, mas também pode fazer mesmo que ainda morto, viva eternamente ao lado da pessoa amada.
Drácula, a figura mais importante no meio ”vampiresco” até o momento é um romance mais que em forma epistolar, tendo diversos personagens sendo tratados em sua narrativa vive este amor intenso.
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Os personagens são os mesmos, sendo Mina, Lucy, Van Helsing, Carter, Dracula e outras figuras do conhecimento daqueles que já leram sobre o vampiro.
Depois do lançamento do mais famoso livro de Bram Stoker, ao longo desses mais de cem anos, as histórias de vampiro ganharam cada vez mais força, e ao mesmo tempo não (veja a saga Crepúsculo onde vampiros purpurina dominam tudo) i. Para entrar no segmento em evidência, a NBC lançou a série Drácula, que ambienta fielmente e reinterpretar a história do mito da Valáquia.
De início, já conhecemos a reencarnação da esposa de Grayson, Mina Murray (Jessica de Gouw), estudante de medicina e que mal consegue tirar os olhos do todo poderoso recém chegado a Londres. Esta possui uma relação com o ambicioso jornalista, Jonathan Harker (Oliver Cohen), que interferiu por demais tanto nos projetos de Dracula quanto no relacionamento entre Mina e Alexander.
A sua ideia como empreendedor principal é: Energia Wireless. Isso mesmo, Energia Wireless. Já imaginou a luz chegar até a sua lâmpada sem o uso de fio? É exatamente isto que Grayson passa praticamente quase todo seriado focado, alem de claro, tentar alcançar a ”cura” para seu defeito de fabricação: Poder caminhar sob a luz do sol.
A série mostra ao telespectador uma história chocante onde o famoso Conde Drácula se passa por um empreendedor americano do ramo de energia, Alexander Grayson, que à primeira vista está tentando a sorte de suas empresas na Inglaterra, mas na verdade têm outros planos: o extermínio do que ele se refere como Ordem do Dragão, que teria assassinado sua esposa no passado e que agora virou um grupo de empresas atuante principalmente no mercado do petróleo.
É só com um plano de vingança que o conde procura a Inglaterra, mas, quando chega, encontra uma reencarnação da sua mulher assassinada ou simplesmente uma mulher muito parecida com ela, não ficou tão claro qual das suas possibilidades seria. Depois do resumão, minhas opiniões sobre a série.
Van Helsing se vê acoado pelo vampiro para que o mesmo crie um soro, um comprimido que seja, para resolver seu impasse quanto a aversão à luz solar.
O ator Jonathan Meyers tem uma ótima aparição inicial na pele de Drácula – consegue mesclar um personagem misterioso e charmoso, e foi um dos pontos mais positivos deste início. Seus discursos e sua tranquilidade em cena são algo realmente a se destacar.
Outro ponto positivo foi que os roteiristas foram, de certa maneira, fiéis à trama original e conhecida por todos. Isso era algo que poderia a vir a ser questionado, pois em tempos onde vampiros brilham no sol, todos ficariam receosos com mais uma história sobre vampiros. Porém, felizmente, nesse quesito, não há o que reclamar.
O jovem Harker trava conhecimento com o excêntrico proprietário do castelo, o conde dado este ter em vista a aquisição de várias propriedades na Inglaterra.
Van Helsing (Thomas Kretchesmann) é um excelente ator, faz sua parte em toda a série ajudando Grayson a destuir a imponente Ordem do Dragão. Vale lembrar que num geral, o serviçal Renfield (Nonso Anozie) é um dos mais afetado pelas liberdades tomadas pela série. E em determinado momento do episódio, fica impossível não notar as semelhanças entre o Príncipe das Trevas e o Cavaleiro das trevas. Drácula realmente lembra em muita coisa o milionário Bruce Wayne e no final das contas, dada as devidas proporções, acaba mesmo soando como um tipo de Batman das Trevas.
Aos poucos Harker começa a perceber que há mais do que excentricidade naquela figura, há algo de estranho no anfitrião, algo de realmente assustador e tenebroso. Aliás, passada a inicial hospitalidade, Harker começa a entender que, mais do que um hóspede, é também um prisioneiro do Conde Drácula.
Detalhes como fotografia, filmagens, caracterização dentre outras coisas são um destaque a parte, especialmente como Jonathan Rhys Myers foi criado, vestido e tudo mais, simplesmente fora do normal, no fim, muito bem feito. Com uma estética excelente, o visual chamou realmente muito a atenção e diria que junto com a atuação de cada ator, ambos carregaram o filme nas costas.
A cidade também foi bem explorada, mostrando a antiga Londres cheia de sombras, lembrando Gotham City em Batman O Cavaleiro das Trevas. O elegante castelo do Conde é pomposo e rico em detalhes, mas parece muito com um casebre antigo. As cenas de sangue também foram muito bem feitas, assim como a trilha sonora do produtor e compositor canadense Trevor Morris. A abertura da série é bem nostálgica e potente.
A carga dramática colocada nas composições ajuda a criar o clima perfeito para o desenrolar da trama e tiram um pouco daquele aspecto de feito para a TV.
Num resumo, Drácula é finalmente algo de vampiro que sempre foi-se requisitado para assistir, distante de vampiros purpurina, um seriado charmoso, cheio de requintes, cheia de segredos, onde o Romantismo ao ápice paira no ar de forma impressionista. Recomendadíssimo.

DRÁCULA - O PRÍNCIPE DAS TREVAS:
AVALIAÇÃO: 0,5

Drácula, o príncipe da Valáquia, se volta para o lado das trevas após o assassinato de sua amada esposa. Muitos anos depois ele conhece Alina, e a considera a reencarnação de seu amor perdido e a sequestra. Os companheiros de Alina, liderados pelo famoso caçador de vampiros Van Helsing, partem em sua perseguição. Sua emocionante viagem leva-os a um país selvagem onde eles devem lutar contra mortos-vivos, culminando em uma batalha épica contra um poder assustador e malícia do senhor dos vampiros.

DRÁCULA 1931:
AVALIAÇÃO: 3,9

 

Drácula (Bela Lugosi) é um conde vindo dos Cárpatos que aterroriza Londres por carregar uma maldição que o obriga a beber sangue humano para sobreviver. Após transformar uma jovem em vampira ele concentra suas atenções em uma amiga dela, mas o pai da próxima vítima se chama Van Helsing (Edward Van Sloan), um cientista holandês especialista em vampiros que pode acabar com seu reinado de terror.

SANGUE PARA DRÁCULA:
AVALIAÇÃO:

Ao chegarem em um vilarejo do interior italiano, ambos conhecem a decadente família di Fiori, onde o Marquês (vivido pelo diretor Vittorio De Sica), um sujeito estranho à beça que tem um fascinação por sobrenomes e ascendências, e perdeu todo o rico dinheiro da família em apostas em Londres, e a inescrupulosa Marquesa (Maxime McKendry) tentam arrumar uma de suas quatro filhas com nomes de pedras preciosas, Saphiria (Dominique Darel), Rubinia (Stefania Casini), Perla (Silvia Dionisio) e Esmeralda (Milena Vukotic) como futura esposa do Conde, mal elas sabendo as verdadeiras e malévolas intenções do mesmo.
Só que duas delas, as possíveis pretendentes, Saphiria e Rubinia não são mais virgens coisíssima nenhuma. Elas transam praticamente todas as noites com Balato (Joe Dallesandro), o único servo que restou naquela casa caindo aos pedaços, que trabalha cortando lenha e fazendo pequenos serviços de ajudante geral. Isso quando elas não transam entre elas também (Morrissey pelo jeito adora essas relações incestuosas entre irmãos). E Balato é um caso a parte. Ele vive a todo momento citando a revolução bolchevique e os manifestos do partido comunista, dizendo que os dias dessa insensata divisão de classes está no fim e que a queda da aristocracia ao redor do mundo é iminente, como aconteceu em sua Rússia natal. O sujeito até tem uma foice e martelo pintados na parede de seu quarto. Seus diálogos são hilários, principalmente quando se confronta (geralmente sem roupa entre uma trepada e outra) ideologicamente com os ideais daquelas duas patricinhas falidas.
Obviamente Drácula irá provar o sangue delas e ter uma intoxicação alimentar com ele. Isso entre um e outro poderoso ataque de cold turkey, por estar ficando muito tempo sem seu sangue virginal. Enquanto os marqueses são uns idiotas e só pensam em casar as filhas para arrancar dinheiro do Conde e recuperar seu status financeiros, o trabalhador braçal Balato é o único que desconfia que ele seja um vampiro e começa a perceber o risco que a jovem Perla corre por ser virgem. Qual é sua brilhante ideia? Deflorar a garota, assim ela ficará livre das garras do morto-vivo, num começo de estupro que depois vira consentido e prazeroso. Gênio! Pior é Drácula na maior fissura, começar a lamber o sangue que caiu no chão durante o rompimento do hímen da guria (e olha que solta um jorro de sangue…).
Alerta de SPOILER. Pule para o próximo parágrafo ou leia por sua conta e risco. Ao final do filme, a outra virgem, Esmeralda, a mais velha, praticamente assexuada e devotada apenas aos livros e à religião que vai cair nas garras (ou presas, se preferir) do vampiro, enquanto Balato munido de seu machado de cortar lenha, começara a caçar Drácula, arrancando um a um de seus membros até ele virar um cotoco jorrando sangue, e enfiar uma estaca em seu coração, levando a agora então vampira Esmeralda a se suicidar junto com o recém-conquistado amor.
Destaque para a atuação exagerada e esquizofrênica de Kier como Drácula, que teve de emagrecer 9kg em uma semana para vestir as cafonas vestimentas e presas do vampiro-mor. Outro detalhe é a participação especial de Roman Polanski como um apostador em uma taverna onde Anton e Drácula estão hospedados. Com sua boina e bigodão (pois estava filmando Quê? na Itália por ali nas proximidades, e então repare que ele usa o mesmo bigode nos dois filmes) ele joga um patético jogo de imitação com Anton, antes de um terrível acidente de carro com uma garota, onde o capanga embebe um pão com sangue da virgem e leva para Drácula saciar sua fome.
Apesar da quantidade de gore e da batelada de cenas de nudez frontal, pelos pubianos e sexo simulado entre as irmãs e Balato, Sangue para Drácula recebeu cortes muito menores da censura britânica que o controverso Carne para Frankenstein, que entrou na famosa lista inglesa dos nasty movies. E cá entre nós, o primeiro também é muito mais legal do que este daqui. Já nos EUA, o MPAA deu uma classificação X para o filme (dado somente para filmes pornô, o que é sinônimo de suicídio comercial), e a fita teve 10 minutos de cenas cortadas, ganhando a classificação R e o título modificado para “Young Dracula”.

O BEIJO DO VAMPIRO (HAMMER - 1961):

Gerald e Marianne Harcourt, recém-casados, são obrigados a ficar em uma pequena comunidade depois que seu carro quebrou (curioso que aqui as pessoas não tem raiva/medo de forasteiros como em outras produções da Hammer, ao contrário, são muito bem atendidos), eles ficam em uma pousada mais são convidados a passar um jantar com o Dr. Ravna, lá conhecem seus misteriosos filhos e um sinistro castelo, que esconde grandes segredos envolvidos em um culto vampírico.

A MANSÃO MARTSTEN (SALEM´S LOT 2004)
AVALIAÇÃO: 3,5

Mais um filme adaptado de um obra de Stephen King, provavelmente o autor que mais teve adaptações cinematográficas da história. Gosto muito de seus contos e reconheço que é muito inteligente, com uma mente muito criativa e macabra. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas adorei o filme e é um dos meus preferidos.
A história gira em torno de Ben Mears, um escritor que volta a sua pequena cidade natal para encarar seu passado misterioso. Mas, ele não é o único de passagem...Logo, ele irá descobrir que os moradores da, até então, pacata cidade estão virando vampiros sedentos por sangue. Ben terá que se unir a seus amigos para acabar com o vampiro mestre e salvar o local das trevas.
Apesar da sinopse objetiva acima, não espere um banho de sangue e correria desenfreada. Na verdade, este é um suspense controlado que vai crescendo gradativamente até o final. Um roteiro muito inteligente que consegue equilibrar sua complexa trama em mais de três horas (Sim! você leu certo) de projeção e não parecer cansativa.
A ambientação do filme, que apesar de se passar nos dias atuais, deixa eu leve impressão de se passar em um tempo antigo. A fotografia está ótima. A cidade expressa tristeza e o diretor é esperto em colocar a Mansão Marsten no fundo de várias cenas. Isso ajuda a passar ao espectador a idéia de que a casa observa e julga a todos de cima.
Agora vamos falar do principal, os vampiros. As regras básicas desse subgênero estão de volta (para a alegria dos fãs, afinal, se quer brilhar, brilhe no inferno). Vampiros não gostam de cruzes, água benta, o sol é extremamente nocivo, estacas são sempre úteis e só podem entrar se forem convidados. Essa última em especial é muito bem explorada no filme. No decorrer da história, descobrimos que essa regra não é apenas para entrar nas casas. Até para entrar em uma cidade, o vampiro deve ser convidado. Achei muito interessante e, de certa forma, consegue expandir esse universo vampiresco. Está dada a minha recomendação. Se você é fã de Stephen King e aprecia a velha escola de vampiros, é um prato cheio. Bons efeitos visuais e maquiagem, roteiro inteligente que soube bem com as subtramas de cada personagem e um clima sinistro aguardam você em "A Mansão Marsten. O Livro de Stephen King foi chamado no Brasil de "A Hora do Vampiro"

SALEM´S LOT - 1979:
AVALIAÇÃO: 1,5

Quando pequeno, Ben Mears se viu preso em meio aos horrores escondidos na mansão Marsten, localizada em sua cidade natal, Jerusalem's Lot. Agora adulto e escritor, Ben resolve voltar a sua cidade para escrever um livro sobre a mansão, e ao mesmo tempo superar seus antigos medos. Só que Ben mal desconfia que as assombrações da mansão Marsten serão os menores de seus problemas, quando ele descobrir que a casa tem novos estranhos e curiosos inquilinos. Stephen King escreveu o livro para homenagem o "DRÁCULA"  de Bram Stoker. Mas é um filme terrível (no bom sentido). Difícil acreditar que foi Tobe Hooper que dirigiu.

DRÁCULA DE DARIO ARGENTO:
AVALIAÇÃO: 3,5
 

Normalmente, todos filmes de Dario Argento são muito bons. Quando disseram que ele iria fazer uma nova versão de "DRÁCULA", os fãs fizeram felizes, por que o filme seria fiel ao livro de Bram Stoker. Bom, acabei de assistir o filme e gostei. Mas é o filme infiel ao livro, como todos os filmes com o imortal personagem. Desde quando Coppolla fez um filme (um péssimo filme) contando a origem de Drácula, ou seja, ele criado em um personagem Histórico, o valáquio Vlad Tepes, ou Vlad Drácula. Agora todos os filmes têm de lembrar isso.
Claro qualquer filmes sobre Drácula não têm de ser fiel ao livro, desde que manteria as  características do Drácula de Stoker, como a interpretação que Christopher Lee fez.  Não sei que este filme lançado no Brasil. Acredito muitas pessoas gostaria do mesmo. Em Janeiro de 2014, este filme foi lançado nos EUA, com legendas em espanhol. Um fato, o ator que faz Drácula este filme, Thomas krestschmann, atua na nova série "Dracula", onde o Conde é foi por Jonathan Rhys Meyers (ator que fez um excelente trabalho no filme "Identidade Paranormal", com Julianne Moore). Sabe o que o personagem que ele fez? Van Helsing. Esta série que será exibida no Brasil no canal Universal. 

DRÁCULA 2000:
AVALIAÇÃO: 2,5

Com a intenção de roubar obras de arte e antigüidades caríssimas, uma quadrilha que usa métodos sofisticados, entra numa galeria e abre uma cripta centenária, libertando Drácula. Em meio ao caos e as tentações do século XXI, o velho vampiro se sente em casa. E, é nos Estados Unidos que ele pretende encontrar tudo o que quer: belas mulheres para seduzir, muito poder e uma determinada garota com a qual divide seu reino de trevas. Ele filme seria muito bom, se não colocarem Drácula como Judas.

DRÁCULA - A ASCENSÃO:
AVALIAÇÃO: 1,8

Quando um corpo completamente carbonizado chega ao necrotério, a Dra. Elizabeth Blaine (Diane Neal) percebe durante a autópsia que está diante de um corpo totalmente sem sangue. A partir daí, realizam-se várias experiências que despertam a ira de Drácula, que deseja sugar o sangue daquele grupo de homens e mulheres. Porém, o que o perigoso vampiro não sabe é que o padre Uffizi (Jason Scott Lee), famoso caçador de vampiros, está à sua procura enão descansará enquanto não o destruir.

DRÁCULA - O LEGADO:
AVALIAÇÃO: 0,5

Num futuro próximo, Uffizi e Luke viajam para uma Romênia dilacerada pela guerra para salvar Elizabeth e exterminar os vampiros de uma vez por todas. Pelo caminho eles encontram um jornalista de TV e um grupo de rebeldes que tentam lutar contra o ressurgimento dos vampiros que ameaça seu país.

VAMPIROS DE JOHN CARPENTER
AVALIAÇÃO: 4,2

Na época em que vampiros não eram modinha e/ou coisas de meninas, havia uma criatura da noite que era sanguinária e vil, seu nome era Jan Valek, um vampiro que perambulava pela terra desde o século XIV em busca de um objeto místico que faria ele e sua raça andar sobre a luz do dia: a Cruz Berziers.
E é com essa premissa que John Carpenter nos apresenta os seus Vampiros no final do último milênio. Lembro-me como se fosse ontem de ver o trailer deste western-terror em uma VHS qualquer e depois de alguns dias meu pai chegar com ele em casa.
Em Vampiros de John Carpenter somos apresentados primeiramente a Jack Crow vivido pelo ilustre James Woods um velho caçador de vampiros que foi contratado pelo Vaticano para dar um fim em Valek (Thomas Ian Griffith). Ok, aí você pensa, – É loucura enviar um cara qualquer que seja para enfrentar uma criatura ardilosa que está viva a mais de 500 anos, pois é, mas vai lá o Sr. Crow com a cara e a coragem (e mais uma turminha de caçadores) caçar o Lord das trevas na deserta cidade do Novo México. E é a partir daí que a história se desenrola com os vampiros de Valek sendo massacrados e em seguida como vingança pessoal a maioria dos homens de Jack também são mortos pelo vampiro, sobrando apenas uma prostituta que tem elo psíquico com Valek por ter sido mordida e seu amigo Montoya.
Com belas locações no deserto e ambientado na época em que foi filmado (1998).
O filme também ganhou uma sequência, porém não tinha nada a ver com o original, seu único trunfo foi que o caçador protagonista era interpretado por ninguém menos que Jon Bon Jovi, eu chamaria esse filme de Vampiros de Bon Jovi, já que a propaganda do filme era baseada no astro, mas seu nome original era Vampiros: Los Muertos, é pra ferrar mesmo né, botaram o cara num filme de vampiro mexicano.
Apesar de não ser uma obra prima do terror como Nosferatu ou Drácula de Bram Stoker, Vampiros de John Carpenter é um ótimo filme pra quem procura um pouco de testosterona, pois possui a combinação básica de, tiros, bom humor e é claro explosões, tudo que um homem quer. Além do mais os vampiros pegam fogo ao sol.

UM DRINK NO INFERNO:
AVALIAÇÃO: 2,5

Na trama, os irmãos Seth (George Clooney) e Richie Gecko (Tarantino) são criminosos perigosos que vem deixado uma trilha de sangue por todos os lugares onde passam. A polícia, como não poderia deixar de ser, está no encalço da dupla. O objetivo principal de Seth é chegar ao México, onde receberá uma grande quantia em dinheiro. Para chegar até lá, a dupla sequestra o pastor Jacob Fuller (Harvey Keitel), que viajava em um trailer com seus filhos, Kate (Juliette Lewis) e Scott (Ernest Liu). Depois de muitos momentos de tensão, a travessia é realizada e o quinteto chega ao Titty Twister, bar de motoqueiros e caminhoneiros onde fora marcado o encontro. Mal eles sabiam que o local esconde um segredo muito bem guardado – e surpreendente para quem jamais leu uma linha sobre Um Drink no Inferno.
Lembro até hoje da primeira vez que assisti ao longa-metragem de Rodriguez. Não sabia absolutamente nada sobre a história e fui levado totalmente pela trama, que não dava indício algum do que veríamos na segunda metade do filme. Em um primeiro momento, parece que Tarantino se cansa de como o rumo da história estava e resolve mudar tudo. Claro que não é nada disso. O roteirista, fã de cinema como poucos, sabe muito bem que esse tipo de surpresa é rara e utilizada apenas por mestres. Hitchcock em Psicose já havia feito algo parecido, matando sua protagonista na metade do filme e mostrando ao espectador, atônito, que na verdade, o real protagonista da produção é Norman Bates, o pacato e assustador dono do Bates Motel. Aqui, Tarantino não chega a executar seu protagonista no meio do filme, mas tira totalmente o chão do seu público, que até então acompanhava um thriller sério sobre uma dupla de assassinos que raptava uma família.
O que é interessante de notar no roteiro de Um Drink no Inferno é que Tarantino utiliza seus vilões como os verdadeiros heróis do filme. Isso não chega a ser novidade na carreira do cineasta, já tendo feito o mesmo em Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Amor à Queima Roupa e Assassinos por Natureza. A grande diferença em Um Drink no Inferno é que os vilões só se tornam mocinhos na segunda metade do filme. Na primeira metade, os irmãos Gecko são mostrados como o terror do Texas, assassinos frios e calculistas que raptam uma família inteira apenas para satisfazer seus objetivos. Quando uma ameaça ainda maior surge, os vilões acabam se transformando nos mocinhos, com o espectador inclusive torcendo para seu sucesso.
Um fato que pode ter ajudado nesta identificação entre público e vilão (no caso, Seth Gecko) é a escalação do então protagonista do seriado E.R. George Clooney. Mostrando ainda muitos cacoetes e uma óbvia inexperiência, Clooney pode não ter uma atuação marcante no longa-metragem, mas é fácil gostar e se relacionar com seu personagem. Suas tiradas irônicas e seu jeito paternalista em relação ao irmão mostram uma figura que não parece tão mal no fim das contas. Quem é realmente o perigoso da dupla é o desequilibrado Richie, homem que escuta vozes e que não pensa duas vezes antes de disparar seu revólver. Tarantino parece se divertir atuando e está convincentemente perturbador no papel. Se Clooney não tem atuação marcante, o mesmo não pode ser dito da aparição sensual de Salma Hayek como a mulher fatal Satanico Pandemonium, uma dançarina exótica que esconde um segredo sangrento. Desde que dançou no balcão em Um Drink no Inferno, Hayek entrou no rol de atrizes preferidas de Hollywood, sendo convidada para papéis sedutores como sua beleza estonteante aporta. Se Rodriguez tem uma marca como diretor é a conduta de satisfazer sua platéia masculina com atrizes belíssimas em papéis sensuais. Pandemonium seria a primeira de uma lista de muitas.

A HORA DO ESPANTO 2
AVALIAÇÃO: 2,8

 Quando o estudante Charlie participa de um programa de estudo na Romênia, com o seu amigo obcecado por filmes de terror, "Evil" Ed, e sua ex-namorada, Amy, ele logo descobre que sua jovem e atraente professora Gerri (Jaime Murray) é uma vampira na vida real. Pena que ninguém acredita nele. Na verdade, Evil Ed acha divertido, o que só alimenta sua obsessão por vampiros. Quando Gerri transforma Ed, Charlie procura por Peter Vincent, o infame caçador de vampiros (bem, ele interpreta um na TV), que por acaso está na Romênia filmando seu show "Fright Night", para ensiná-lo a derrotar Gerri antes que ela chegue a Amy, cujo o sangue vai curar Gerri e impedir que ela passe a eternidade como uma vampira.

SEDE DE SANGUE
AVALIAÇÃO: 4,3

Sede de Sangue é um delírio vampiresco surreal, fetichista, misógino e sádico do tresloucado diretor sul coreano Park Chan-wook. Uma daquelas maravilhas que vem da Coreia do Sul, com uma estética impecável, roteiro impiedoso e uma constante troca de gêneros dentro de um mesmo filme, ora terror, ora drama, ora romance, ora humor negro escrachado.
O diretor conhecido por sua trilogia Vingança, que consiste em Mr. Vingança, Oldboy e Lady Vingança, levou dez anos para conseguir realizar a sua história do padre católico que se torna um vampiro sanguessuga. Quando trabalhou junto com o astro do filme, Song Kang-ho, em 2000, ao dirigi-lo em Zona de Risco, já havia trocado figurinhas sobre esse filme e o convidado para estreá-lo. Além disso, Sede de Sangue é o primeiro filme coreano a ser coproduzido por Hollywood, já que recebeu financiamento da Universal Pictures.

Utilizando algumas marcas registradas de trabalhos anteriores, como sangue, violência estilizada e humor, Chan-wook conta a história do devoto padre Sang-hyeon, que decide tornar-se cobaia de um experimento para desenvolvimento de uma vacina para um terrível vírus que provoca uma doença degenerativa de pele. Infelizmente, o intrépido padre acaba morrendo nesse experimento quando é infectado. Porém ao receber uma transfusão de sangue de um desconhecido na tentativa de salvá-lo, eis que ele é presenteado com o sangue de um vampiro e volta à vida.
Devotado pelos fieis como um padre milagreiro, aos poucos Sang-hyeon vai descobrindo que se tornou uma criatura das trevas e precisa combater seus instintos básicos, entrando em um conflito entre seu desejo carnal de sangue, que é o que o manterá vivo e livre da doença que volta sistematicamente ao não se alimentar, e sua fé, já que matar é o pior dos pecados.
Como se não bastasse esse baita dilema moral do sacerdote, surge em sua vida Tae-Ju, uma reprimida e frustrada esposa de um amigo de infância, humilhada a vida inteira por sua sogra com quem moram juntos, que na verdade é uma verdadeira bomba de sexo e desejo prestes à explodir.
O padre talarico não demora para mandar às favas sua doutrina religiosa e ceder a luxúria e os prazeres da carne. Só que a mulher será sua ruína, quando eles armam um esquema para se livrar do marido e da sogra, e depois o já ex-padre acaba a transformando em uma vampira para salvar sua vida. Ao contrário de Sang-hyeon, que se alimenta de sangue de pacientes em coma e de “voluntários”, Tae Ju quer mais tocar o terror e ir à caça.
O que se vê são cenas filmadas com uma beleza ímpar e excelente fotografia, e uma verdadeira viagem surreal e inconsequente do diretor, com cenas que beiram o mais completo absurdo, pontuadas pelas precisas atuações de Song Kang-ho e da espetacular Kim Ok-bin, que rouba o filme da sua metade para frente. Outro destaque é para atuação de Kim Hae-sook como a sogra, que consegue nos fazer dar risadas com simples piscadelas e movimentos com o rosto.
Dois detalhes dos mais interessantes de Sede de Sangue é que em certos aspectos, ele remete aos bons elementos clássicos do vampiro no cinema, retratando-os como extremamente carnais e sexuais, dominados por um desejo incontrolável por sangue e tesão. Tae-ju em si, louca para dar, é uma verdadeira antítese à toda aquela metáfora de castidade e limpeza propagada pela Saga Crepúsculo. Ela quer aproveitar anos de frustração sexual e se deliciar do gozo de todas as formas possíveis, tanto sexual quanto pelo sangue. Mas ao mesmo tempo, outras características também eternizadas nas lendas dos sugadores de sangue são deixadas de lado, como a falta dos famosos caninos ou seus reflexos que são mostrados em espelhos.
Sede de Sangue é mais uma comprovação da beleza e originalidade do cinema sul-coreano e todo o brilhantismo de seus diretores. Não é a toa que levou o prêmio do público no Festival de Cannes de 2009. E também comprova mais uma vez que o gênero vampiro não está perdido só porque uma esmagadora maioria burra lê e assiste aqueles enlatados. Uma curiosidade pessoal é que o título em português do filme foi dado por esse que vos escreve, quando trabalhava na Paris Filmes, que distribuiu o filme aqui no Brasil. Sim, a mesma Paris Filmes que distribui a Saga Crepúsculo. Que ironia.
Tanto que faturou mais de 62 prêmios internacionais de cinema mundo afora e foi sucesso de crítica em diversos festivais em que foi exibido por aí. Até foi indicado ao BAFTA, o Oscar Britânico, como melhor filme de língua não inglesa. Em terras tupiniquins ele foi exibido aqui em São Paulo pela primeira vez durante A Mostra Internacional de Cinema de 2008, e no ano seguinte na primeira edição do festival SP Terror (com ingressos esgotados) e só depois estreou no circuito alternativo em um número ínfimo de salas.

DEIXE ELA ENTRAR - O PRIMEIRA VERSÃO - DA SUÉCIA:
AVALIAÇÃO: 4,6

Deixa Ela Entrar é tudo que A Saga Crepúsculo gostaria de ser, se não fosse escrito por aquela mórmon idiota e voltado a um público adolescente acéfalo. Pronto falei. Mas é claro que isso é uma análise extremamente superficial e mesquinha sobre essa poético filme sueco de amor vampiresco, dirigido impecavelmente por Tomas Alfredson.
Com roteiro de John Ajvide Lindqvist, baseado em seu livro homônimo, Deixa Ela Entrar é uma espécie de renovador do gênero, ainda mais se trantando de um momento de reputação terrível que os sugadores de sangue passam ultimamente. A trama de amor e inocência perdida nunca apela para violência ou sangria desnecessária, sempre sendo carregada por um toque sutil de beleza, uma linda fotografia das paisagens geladas de uma Estocolmo ambientada nos anos 80, filmada em cinemascope, e ritmo lento e arrastado, quase usando o próprio vampirismo da protagonista como apenas um efeito narrativo deixado em segundo plano.
Oskar é um garotinho de 12 anos, solitário e tímido, um tanto quanto estranho, podemos assim dizer, filho de pais separados (sendo que o pai trocou sua mãe por descobrir-se homossexual) que sofre bullying constantemente na escola. Cansado de ser um saco de pancadas, vive treinando sozinho com seu canivete em seu quarto ou em árvores no pátio do complexo habitacional em que vive, mas sem nunca ter coragem de dar o revide. E é nesse pátio que ele conhece Eli, a garota que acabou de se mudar para o apartamento ao lado, igualmente solitária e estranha, que só sai durante a noite e aparentemente também possui 12 anos, apesar de sempre enfatizar que não é uma menina.
O relacionamento inocente dos dois, com toda aquela carga de incerteza e medos de um romance pré-adolescente vai crescendo, um apoiado nas necessidades do outro. Eli sabe muito bem do fardo que carrega por ser uma criatura imortal que tem de se alimentar de sangue e isso restringe ao máximo seu contato e afeto com outros seres humanos, exceto pelo seu pai, com quem vive e é uma espécie de capacho. O garoto a recebe de braços abertos sem esboçar qualquer tipo de preconceito ou estranheza, enquanto deseja o poder e confiança da menina para poder enfrentar seus desafetos. Tanto que ao descobrir que a vizinha e paixonite é uma vampira, isso não o afasta, mas sim, aumenta sua curiosidade e aproxima-o mais dela.
As coisas começam a sair do controle quando o pai de Eli, nitidamente cansado e desgostoso dos assassinatos que vem cometendo a tanto tempo, começa a ficar distraído e falhar na tentativa de conseguir sangue para a garota, já que prefere que ela fique trancada no apartamento para não levantar suspeitas e uma possível captura. Com essa falha e passando fome, Eli decide agir por conta própria e ataca um dos moradores do complexo, o que vai desencadear uma espiral de acontecimentos que coloca em risco a identidade e a vida da garota. Paralelo à isso, Oskar começa a se sentir mais valente e confiante, a ponto de enfrentar o garoto que o atormenta na escola e a feri-lo gravemente, o que vai gerar uma retaliação futura na estupenda cena final da piscina.Em dos lances mais legais do filme é como ele trabalha a mitologia do vampiro precisar ser convidado para entrar em algum local. É sabido que só com esse convite ele pode adentrar ao aposento de outra pessoa. E uma cena em especial mostra uma reação única quando Oskar recusa a convidar a garota e fica a testando para ver se ela entra sozinha e o que vai acontecer. Ao entrar Eli parece entrar em um estado de convulsão seguida por uma forte hemorragia interna, que faz com que seu sangue comece a escorrer pelos seus poros, até que o garoto a convida formalmente para que ela pare de sofrer. É incrível.
Claro que por se tratar de um film europeu, ainda mais sueco, não tem o ritmo adequado para qualquer um apreciá-lo, ainda mais essa geração blockbuster que gosta do vampirinho asséptico que brilha na luz do sol e sua amada songa-monga. Assim como também é muito contra-indicado para quem quer ver um banho de sangue aos moldes de Vampiros de John Carpenter, Um Drink no Inferno e 30 Dias de Noite. É preciso ter uma boa dose de tato e apreço cinematográfico para entender toda a beleza e a riqueza por trás de Deixa Ela Entrar.

HOTEL TRANSILVÂNIA
AVALIAÇÃO: 3,2

Vale a pena assistir a estreia no cinema do diretor e roteirista russo Genndy Tartakovsky (das séries animadas “O Laboratório de Dexter” e “Samurai Jack”), em que ele homenageia os clássicos monstros eternizados pelos estúdios Universal nas décadas de trinta e quarenta, focando um público que os desconhece. Amparado por um bom roteiro de Robert Smigel (da série “Saturday Night Live”) e Peter Bayham (de “Borat”), que não esconde em nenhum momento sua despretensão, a animação divertirá as crianças, mas não tanto os adultos que as acompanharem.
Seus personagens não possuem motivações bem definidas, o que é aceitável em sua pretensão, mas frustrante ao notarmos a presença de bons roteiristas no controle. Excetuando-se uma já esperada brincadeira com a franquia “Crepúsculo”, o humor normalmente é previsível, ainda que eficiente para seu público-alvo. Digo com toda convicção que este é o melhor projeto em que Adam Sandler (que faz a voz do “Drácula” pai de família superprotetor, que tem nojo de sugar o sangue humano) se envolveu, o que apenas reforça a fragilidade de sua carreira. O 3D é muito bem utilizado em ótimas cenas de ação, valendo o ingresso mais caro.
Ainda que a premissa seja melhor que sua execução, fazendo com que os mais velhos sintam falta da criatividade de “A Festa do Monstro Maluco” (Mad Monster Party? – 1969), existe em “Hotel Transilvânia” charme suficiente como introdução destes ícones do horror, para o público infantil.

A CONDESSA DRÁCULA
AVALIAÇÃO: 3,5

A Condessa Drácula é mais um daqueles clássicos absolutos da Hammer, que desta vez, apesar do título errôneo tentando capitalizar em cima da franquia vampírica do estúdio, nada tem a ver com o personagem imortalizado por Christopher Lee, e mesmo com vampiros em si, e sim, é inspirado pela lenda da infame Condessa Elisabeth Bathory, conhecida com A Condessa Sangrenta.
Bathory foi uma condessa húngara do século XVI, sádica, cruel, arbitrária que castigava e torturava os camponeses dos vilarejos próximos de seu castelo das piores formas possíveis. Após cem anos de sua condenação e morte, um padre jesuíta chamado László Turoczy localizou documentos históricos e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes locais e incluiu relatos de que sugeria que a condessa banhava-se no sangue das garotas virgens que matava, para rejuvenescer.
É a partir deste enredo que os roteiristas Jeremy Paul e Alexander Paal desenvolvem o roteiro de A Condessa Drácula, criando a personagem Elisabeth Nodosheen que seria interpretada pela voluptuosa polonesa Ingrid Pitt, que já havia feito sucesso chupando sangue e mostrando seus seios fartos e copo perfeito em Carmilla – A Vampira de Karnstein, da Hammer, também no ano anterior.
Na trama, a velha e carcomida Condessa descobre o poder rejuvenescedor do sangue das virgens logo após a morte de seu marido, quando na leitura do testamento, vê-se obrigada a dividir o castelo e a fortuna com a filha Ilona, há muito longe. Auxiliada pelo seu amante, Capitão Dobi (Nigel Green) o intendente do castelo e sua criada e confidente, Julie Sentash (Patience Collier), Elizabeth começa a raptar as jovens do vilarejo logo depois de ser salpicada com o sangue de uma de suas criadas ao se cortar tentando descascar um pêssego. Instantaneamente o local onde o sangue espirrou em seu rosto começa a aparentar mais jovem. Espero que a Avon, Natura, Jequiti e todas essas empresas de cosmético que retardam o envelhecimento da pele não tentem essa saída.

Antes...
Antes…

Devaneios a parte, a Condessa é tão ruim que começa a se passar por sua filha Ilone e manda Dobi raptá-la e mantê-la em cárcere privado. Linda, jovem, livre, Elizabeth se engraça com o jovem soldado Imre Toth (Sandor Elès), que havia servido o exército com seu ex-marido e lhe salvado a vida várias vezes, recebendo de herança uma casa e o estábulo com todos os seus cavalos. Dobi fica puto em saber que a Condessa está de casamento marcado com o rapaz, se passando por sua jovem filha, e tenta sabotar seu plano, primeiro tentando fazer com que Elizabeth pegue o amado com uma prostituta na cama (só que o sujeito estava tão bêbado que não conseguiu nem chegar aos finalmentes), momento em que a Condessa descobre realmente que só o sangue das virgens poderia rejuvenescê-la ao tentar se banhar com o sangue da rameira. Depois Dobi conta toda a verdade para Imre, levando-o até onde a também bela (e jovem de verdade, sem uso de cosmét…ops, sangue) Ilona está presa e desmascarando a Condessa diabólica.
Apesar de a história ser deveras sinistra e retratar uma das figuras mais malignas da história da Europa medieval, a direção preguiçosa de Peter Sady (que já havia dirigido O Sangue de Drácula para a Hammer) deixa o longa arrastado, quebrando todo e qualquer clima, além do roteiro ser bastante superficial mesmo com a total ausência de qualquer conflito de culpa ou consciência pesada dos personagens vilanescos do filme, mas que não é o suficiente para torná-lo dinâmico e atrativo.
O que vale a pena, obviamente, e o que 11 em cada 10 espectadores do sexo masculino esperam no filme, é a cena onde Ingrid Pitt é pega no flagra, peladinha, banhando-se com o sangue de mais uma de suas vítimas. É uma cena muito rápida e ela logo já esconde suas vergonhas, sendo bem menos explícita do que o seu banho em uma banheira minúscula e sua corridinha de toalha atrás de uma ninfeta em Carmilla – A Vampira de Karnstein. Mas mesmo assim, está valendo. Fora isso, há também um ou outro peitinho a mostra, algumas cenas de lesbianismo, mas nada ultrajante e sangue sem muita abundância. Mérito mesmo é para a maquiagem da equipe de Tom Smith, fazendo a belíssima Pitt se transformar em uma velha megera.
A Condessa Drácula vale como uma forma de incitar a curiosidade em procurar textos e documentários, que há aos montes na Internet, sobre a terrível Condessa Elizabeth Bartory, que sem dúvida foi uma das personagens que inspiraram as lendas que deram origem ao mito do vampiro e ajudaram a fomentar a sua importância no gênero do horror e na cultura pop.

01 - A TRILOGIA DE KARNSTEIN - CARMILLA A VAMPIRA DE KARNSTEIN (1970) - The Vampire Lovers:


1970 / Reino Unido, EUA / 91 min / Direção: Roy Ward Baker / Roteiro: Tudor Gates, Harry Fine, Michael Style (baseado na obra de Sheridan Le Fanu) / Produção: Michael Style, Harry Fine, Louis M. Heyward (Produtor Associado) / Elenco: Ingrid Pitt, George Cole, Kate O’Mara, Peter Cushing, Ferdy Mayne, Douglas Wilmer

Carmilla, a Vampira de Karnestein é a mais fiel adaptação do livro seminal vampiresco homônimo, escrito pelo irlandês Sheridan Le Fanu e publicado em 1871. E por se tratar de uma produção do estúdio Hammer, podemos esperar sangue e erotismo a rodo.
Ao bem da verdade, a partir dos anos 70 a Hammer começou a entrar em sua fase decadente, pois seus filmes, famosos por aquele climão gótico e seus monstros do século XIX, começavam a perder o encanto e o público não se interessava mais por esse tipo de horror. Enquanto no final dos anos 50 e até meados dos anos 60, a Hammer chocava o público com seus decotes ousados e seu sangue vermelho vivo em Technicolor nunca antes visto, importando seus filmes para o outro lado do atlântico, nestes anos vindouros, o cinema de terror americano começou a finalmente superar os ingleses. Após o banho de sangue de Herschell Gordon Lewis, o pai do gore, em sua Trilogia de Sangue (Banquete de Sangue, Maníacos e Color Me Blood Red), a hecatombe zumbi canibal de George Romero em A Noite dos Mortos-Vivos e o culto satânico perturbador de O Bebê de Rosemary de Roman Polanski, ir ao cinema ver vampiros se escondendo por trás da capa, perdeu muito a graça.
Então a adaptação da Hammer para o livro de Le Fanu não podia ter vindo em melhor hora. Explico: Mandando a moral e os bons costumes literalmente às favas, Carmilla, a Vampira de Karnstein abusa de cenas violentas, uma dose cavalar de luxúria e lesbianismo e na nudez da deliciosíssima (assim no superlativo mesmo!!!!), Ingrid Pitt. Coisa impensada se o filme tivesse sido lançado há 10 anos, quando por exemplo, a primeira adaptação oficial do livro foi filmada em Rosas de Sangue de Roger Vadim, ou mesmo o italiano A Maldição de Karnstein de 1964.
Carmilla definiu de vez a figura da vampira lésbica (bissexual, ao bem dizer) no cinema. A polonesa Ingrid Pitt, que interpreta Carmilla/ Marcilla/ Mircalla Karnstein (em todos seus acrônimos possíveis) esbanja sexualidade de todos os seus poros. Afinal, que garoto (ou marmanjo, vai) não teve uma ereção na cena em que ela está tomando banho em uma banheira minúscula, passando uma esponja molhada em seus seios fartos, e levanta-se para se enrolar em uma toalha, só para no instante seguinte perseguir a também seminua vítima ninfetinha correndo pelo quarto?
Explosão de testosterona à parte, o longa dirigido por Roy Ward Baker traz todo aquele aparato gótico característico da Hammer (figurino, ambientação, castelos, carruagens, cemitérios, névoas, florestas sombrias, e por aí vai), investindo ainda mais nas cenas ousadas, tanto sexuais (como já citado) quanto na violência gráfica, como logo no começo quando uma das Karnestein tem sua cabeça decepada por uma espada. Era a tentativa da Hammer de retomar a hegemonia do horror. E isso tudo torna Carmilla, a Vampira de Karnestein um deleite, feito na medida para os fãs.
Diferente do lesbianismo velado que vimos nos já citados Rosas de Sangue e A Maldição de Karnstein, aqui a vampira vai direto ao ponto, seduzindo, beijando e chupando o sangue de garotas púberes indefesas, mas também porta-se como uma predadora nata, matando os aldeões incautos para se alimentar, pouco se importando se são homens ou mulheres. Apesar de velha para o papel, Ingrid Pitt enche a tela com sua presença, ora doce, ora cruel (e com outros atributos também, que bem, não vem ao caso) e contracena ao lado de uma lenda do estúdio, o incansável Peter Cushing, o cavaleiro do horror, no papel do General Von Spielsdorf (que aqui faz o papel de um pai desafortunado que perdeu a filha para os caninos da vampira).
A trama se inicia com o Barão Von Hartog (Douglas Wilmer) um caçador de vampiros em busca de vingança pela morte de sua irmã, invadindo o mausoléu dos Karnestein para enfiar uma estaca em todos os membros da família amaldiçoada. Porém, o túmulo de Mircalla Karnstein passa desapercebido, pois estava escondido em um local seguro, o que faz com que a vampira continue tocando o terror no vilarejo. A primeira vítima é Laura (Pippa Steele), filha do General, que acolhe a bela Marcilla em sua residência, após sua mãe, a Condessa, ter de partir às pressas do baile (propositalmente, óbvio) organizado pelo General. No filme todo há a presença sinistra de um suposto vampiro cavalgando, que não abre a boca em um frame sequer, e está ali sem a menor explicação ou motivo aparente.
Não satisfeita em chupar até a última gota de sangue de Laura, agora com o nome de Carmilla, a vampira torna-se hóspede em outra mansão, após a carruagem da mesma condessa quebrar (propositalmente de novo, óbvio) e então passa a seduzir a jovem Emma (Madeline Smith) com seus encantos profanos em busca de quê? Sangue e sexo, claro. Padecendo da mesma forma que Laura anteriormente, o pai de Emma, o Sr. Roger Morton (George Cole) une-se ao General Spielsdorf e ao Barão Hartog, junto do ex-namorado de Laura, Carl Ebhardt (Jon Finch) para juntos, encontrarem o local de descanso da vampira e exterminá-la de uma vez por todas.
O sucesso de Carmilla, a Vampira de Karnstein deu origem a mais duas sequências, que completaram a chamada trilogia de Karnstein da Hammer. A primeira, Luxúria de Vampiros, dirigida por Jimmy Sangster (sim, aquele mesmo, famoso roteirista do estúdio), e a segunda, As Filhas de Drácula, de John Hough. Ambos lançados em 1971, com roteiro de Tudor Gates (o mesmo deste aqui). Infelizmente Ingrid Pitt não volta em nenhum dos dois, mais viveria uma vampira novamente em A Condessa Drácula no ano seguinte, filme inspirado na lenda da Condessa Bathory, que se banhava em sangue com o pretexto de rejuvenescimento.

02) LUXÚRIA DE VAMPIROS
:

Luxúria de Vampiros é o segundo filme que compõe a trilogia de Karnstein da Hammer, baseado no livro do irlandês Sheridan Le Fanu, um dos responsáveis pela criação do status quo do vampiro na literatura, influenciador de Bram Stoker e percursor da safadeza, erotismo e lesbianismo vampírico.
O primeiro foi o clássico dos clássicos Carmilla – A Vampira de Karnstein, lançado no ano anterior, que traria a deliciosa Ingrid Pitt no papel de Carmilla e todos os seus diversos acrônimos. O terceiro filme, As Filhas de Drácula, também lançado em 1971, trouxe Peter Cushing no elenco e as gêmeas playmates univitelinas Madeleine e Mary Collinson.
Este segundo episódio da trilogia Karnstein é interessante, tanto do ponto de vista narrativo, quanto do ponto de vista técnico, levando em consideração que a Hammer passava por maus lençóis naqueles anos e caminhava para sua fadada falência, até ser ressuscitada no final da década passada. Claro que nesta altura do campeonato, todo o “glamour” e desbunde de figurinos e de maquiagem do estúdio tinha ficado para trás, tendo deixado seus áureos anos lá no final da década de 50 e toda a década de 60. Então a ordem do dia era mostrar o máximo de sangue, violência e nudez possíveis, até para agradar o mercado americano.
E seguindo a linha da vampira fatal, sedutora e desinibida vivida por Ingrid Pitt em Carmilla – A Vampira de Karnestein, em Luxúria de Vampiros, a bela e loira Millarca, reencarnação de Carmilla, é interpretada pela atriz dinamarquesa Yutte Stensgaard, que obviamente não tem o mesmo sex appeal e a volúpia de Pitt, mas que mesmo assim exala sua doce e particular sensualidade, desfilando com suas longas camisolas transparentes ultra decotadas pelo internato de garotas, e nos closes de seus brilhantes olhos azuis levemente estrábicos.
E esse internato para garotas de fino trato é onde acontece toda a trama de Luxúria de Vampiros. O vilarejo onde ele fica situado, está sob constante medo da superstição dos vampiros que vivem no castelo de Karnestein. Uma camponesa é sequestrada pelo cocheiro/ capanga logo no começo do filme, para servir aos rituais satânicos do Conde de Karnstein (Mike Raven, que tem bastante semelhança com Christopher Lee, inclusive com seu vozerio) e da Condessa Herritzen (Barbara Jefford) para trazer Carmilla, ou Millarca, ou como você preferir, de volta à vida.
A Condessa Herritzen logo se apressa para colocar a falsa sobrinha vampira na escola gerenciada pela Sra. Simpson (Helen Christie), auxiliada pelo esquisito simpatizante do oculto Giles Barton (Ralph Bates, em uma excelente interpretação) e pela professora Janet Playfair (Suzanna Leigh), para ela poder seduzir as pobres jovens e sugar o sangue de suas jugulares. A safadeza, erotismo e depravação que rola entre as meninas e a vampira neste internato é como se fosse a versão Hammer do Cine Privé ou da Sala Especial (para os mais velhos, ou os filmes da madrugada do Telecine Action para os mais novos).
Neste ínterim, o cético escritor Richard Lestrange (Michael Johnson) está nas redondezas para uma pesquisa para seu próximo livro, e resolve visitar o castelo dos Karnestein e acaba encontrando a tal escola. Estupefato pelas belas moçoilas que ali estudam e hipnoticamente atraído por Mircalla, ele dá um chapéu no professor de inglês que fora contratado para lecionar no local, tomando sua vaga só para ficar por ali e tentar seduzir a loirinha, já que o escritor está terrivelmente apaixonado pela beldade. Lógico que enquanto tudo isso acontece, as meninas vão sumindo misteriosamente uma a uma (e até o Sr. Barton, que havia descoberto o segredo de Carmilla e queria ser um servo da trevas), sendo encobertas pelo Conde Karnestein que finge ser um médico, o Dr. Frohein, que atribui toda e qualquer morte, por mais jovem que a pessoa seja, a ataque cardíaco, e a Condessa fria, calculista e inescrupulosa, que consegue manipular facilmente a Sra. Simpson.
Esses desaparecimentos começam a despertar a atenção já dos incautos e revoltados moradores da aldeia, do pai de uma das moças que sumiu, um inspetor de polícia e o pároco local. Tudo para que eles se juntem com suas tochas e forcados, ao melhor estilo filme de vampiros, para tentar acabar de vez com aquelas malditas sanguessugas. Mas claro que apesar da história chinfrim e clichê, quem é do sexo masculino não pode reclamar de Luxúria de Vampiros e de suas garotas seminuas e seus decotes ousadíssimos e as trocas de carícias entre as garotas do internato, além da pegação entre Lestrange e Mircalla, Carmilla, ou o que quer que seja.
Fora isso, Luxúria de Vampiros vem com todo o pacotão gótico da Hammer, com seus vilarejos, camponeses assustados, ambientação de época, carruagens, filmagens em plena luz do dia simulando noite através de filtros e tudo mais. Junto com esse pacote, está a direção de Jimmy Sangster, responsável pelo roteiro dos mais importantes filmes do estúdio, desde os primeiros A Maldição de Frankenstein e O Vampiro da Noite, vários filmes destas duas franquias e outros clássicos como O Homem que Enganou a Morte, A Múmia, e tantos outros. Já o roteiro ficou por conta de Tudor Gates, que também escreveu os outros dois filmes da trilogia. O DVD foi lançado aqui no Brasil pelo saudoso selo Dark Side, da Works Editora, junto com mais uma grande leva de filmes da Hammer que podiam facilmente ser encontrados nas bancas e Lojas Americanas da vida.

03) A FILHAS DE DRÁCULA:

1971 / Reino Unido/ 87 min / Direção: John Hough / Roteiro: Tudor Gates / Produção: Harry Fine, Michael Style / Elenco: Peter Cushing, Harvey Hall, Alex Scott, Madeleine Collinson, Mary Collinson, Kathlee Byron, Damien Thomas

As Filhas de Drácula é uma daquelas provas cabais e irrefutáveis da decadência escancarada do estúdio, que começou a perder sua majestade durante os anos 70, não se adequando ao público que não queria mais ver filmes com atmosfera gótica e sim um tipo de terror mais real e próximo.
Porcamente traduzido, distante do original literal que seria Gêmeas do Mal (e que também é um equívoco descomunal, já que só uma das gêmeas é malvada, a outra é boazinha), As Filhas de Drácula é o terceiro filme da trilogia de Karnstein, inspirado pelo seminal livro do irlandês Sheridan Le Fanu, que teve seu pontapé inicial no ano anterior com Carmilla – A Vampira de Karnstein, e também tem aí em seu meio, Luxúria de Vampiros (que será postado futuramente já que minha lista é em ordem alfabética).
Enfim, com a fase áurea de estúdio inglês deixada para trás, orçamentos curtos, reação adversa do público e tentativa frustrada de apostar no mais do mesmo para manutenção do status quo, a Hammer apela para três fatores infalíveis para qualquer produção vampiresca da época: 1) a presença do sempre ótimo Peter Cushing; 2) profusão de sangue e cenas gráficas; e 3) nudez feminina, óbvio.
A história é das mais fraquinhas: Cushing é Gustav Weil, um wanna be Matthew Hopkins (personagem de Vincent Price no ótimo O Caçador de Bruxas), que sai por aí em seu vilarejo queimando garotas a torto e a direito, acusando-as de bruxaria. Acontece que neste vilarejo vive o infame Conde Karnstein, libertino, arrogante, presunçoso, cruel e adorador de Satanás. Claro que os dois não vão se bicar desde o começo da história.
Lenha é jogada na fogueira quando as sobrinhas gêmeas de Gustav, Frieda e Maria (interpretadas respectivamente pelas playmates univitelinas Madeleine e Mary Collinson) vão ficar sob a guarda do tio carola. Ao melhor estilo “Mulheres de Areia”, Maria é a Rutinha (que é boa) e Freida é a Raquel (que é “mau”, já diria Tonho da Lua). Se você não assistiu a novela da Globo e não faz lhufas do que estou falando, Maria é a casta, puritana, obediente, sonho de sobrinha, e Freida é um dínamo de sexualidade, além de ser desobediente, malcriada e perversa.
Não demora para que o Conde deseje a ninfeta e vice-versa. Só que nesse ínterim, o Conde em uma de suas missas de magia negra, sacrifica uma mulher em troca de poderes satânicos, que não dá certo, mas milimetricamente a mesa de sacrifício estava bem em cima do mausoléu de Mircalla Karnstein, pingando sangue da moça coincidentemente em seu caixão e trazendo-a de volta à vida. Mircalla logo dá o “beijo” no Conde que se transforma em um vampiro. Que por sua vez, dá um “beijo” em Freida, que foge de casa certa noite para se engraçar com o mesmo.
Pronto, está montado o pandemônio na aldeia que irá envolver as gêmeas, Gustav, o Conde e seu comparsa mucamo Joaquim e os irmãos Anton (David Warbeck) e Ingrid (Isobel Black), que comandam uma escola para moças de fino trato, o qual as gêmeas estão matriculadas. Só que Anton é um intelectual e bate de frente com a barbárie de Gustav e sua turma que adora queimar garotas acusadas de bruxaria. Acontece que com a vampirização de Freida e a iminente ameaça à Maria, os dois terão de juntar forças para derrotar o malvado vampiro.
As Filhas de Drácula (lembrando que Vlad Tepes não tem ABSOLUTAMENTE nada a ver com esse filme) até funciona vai. Não é um dos filmes mais primorosos da Hammer, e começa a repetir à beça cenários, costumes e recauchutar as histórias. Mas gera uma boa diversão. Fora a explosão sensual das irmãs Collinson, primeiras gêmeas a ser capa da Playboy, e a tão aguardada sequência onde Madaleine, se passando pela irmã, aparece peladinha tentando seduzir Anton. Porque dela só resta falar mesmo dos decotes lascivos e as insinuações sexuais seguidas de nudez, pois a atuação é um verdadeiro desastre (tanto que as duas foram dubladas). Algumas cenas de decapitação aqui e acolá são também bastante legais, além de toda a violência e tortura inerente ao período da inquisição.

VAN HELSING
AVALIAÇÃO: 3,5

A idéia era boa: ressuscitar os monstros clássicos da Universal Pictures, Lobisomem, Drácula e Frankenstein. Mas o cineasta Stephen Sommers, conhecido por resgatar outra famosa criatura do mesmo estúdio, A múmia (The Mummy, de 1999), disse que não queria apenas fazer novos filmes com os personagens, pois ótimas histórias já haviam sido contadas, e assim resolveu colocá-los todos juntos.

E aí começam os problemas. Sommers apostou no conhecimento que todos têm dos monstros e nada acrescentou aos personagens. Van Helsing (o Wolverine, Hugh Jackman), que seria a cola a juntar todas estas peças, também não tem densidade suficiente para isso. Nem seus problemas existencialistas chegam a ser um drama para ele. O que poderia ser uma motivação, acaba se tornando um pequeno detalhe, jogado aqui e explicado ali. Algo menor do que a cinza do charuto fumado pelo mutante canadense.
O Van Helsing que vemos na tela é um servo de uma facção secreta da igreja (???????), que passa seus dias eliminando monstros. Ele é uma espécie de James Bond do século 19, com permissão para matar e que conta até mesmo com um armeiro no estilo Q, Frei Carl, interpretado por David Wenham (o Faramir de O senhor dos Anéis). Na primeira aparição do herói, ele se encontra com um Mr. Hyde totalmente digital (talvez os melhores personagem e seqüência de toda a fita) na sala do sino da Catedral de Notre Dame, em Paris. Cara a cara com o monstro de dupla personalidade, Van Helsing diz que eles acabaram se desencontrando em Londres... e fica aquela interrogação no ar mas o filme começou agora.
E assim, somando dois com dois, fica fácil descobrir que Van Helsing, na verdade, não é um filme, mas sim uma linha de produtos. Além do longa-metragem e do DVD com o desenho animado, estão sendo produzidos videogames, uma série de desenhos animados para a TV e até mesmo uma atração nos parques de diversão da Universal. E, embora não haja ainda uma palavra oficial, a segunda parte da aventura do caçador de monstros é questão de tempo... e de sucesso nas bilheterias, claro. Só assim para descobrir como foi que Sommers conseguiu arrancar 150 milhões de dólares dos cofres da Universal apenas para a produção desta fita.
Toda esta dinheirama (sem contar os milhões gastos em publicidade e promoção) com certeza voltará ao local de onde saiu. Apesar de estar longe de ser ótimo filme de ação, Van Helsing deve agradar os espectadores que só querem duas horas de descanso para um cérebro fatigado e nada mais. A ação é realmente ininterrupta. Não há tempo nem para os créditos, que só vão aparecer ao fim do filme.
Da Transilvânia para Paris, de lá para Roma e de volta para a terra do Drácula, onde encontramos Anna Valerious (Kate Beckinsale), única sobrevivente de uma família amaldiçoada a deter o chupador de pescoços ou morrer tentando. A atriz, que pode ser vista também em Anjos da Noite (Underworld), não consegue escapar da armadilha montada pelo cineasta. Beckinsale, boa atriz, não tem espaço para desenvolver seu personagem, que parece só estar ali para enfeitar, usando calças coladas, corpete e um penteado cheio de cachos que não se destrói nem com fogo, nem com água... da chuva, pois, como ela mesma diz numa das cenas mais melosas do filme nunca viu o mar.
Se Sommers queria lágrimas da platéia, falhou feio, pois o riso foi uníssono no cinema. Da mesma forma, os monstros não causam medo, quiçá um ou outro sustinho. E assim, de uma briga aqui, para uma perseguição acolá, o filme passa seus 132 minutos em altíssima rotação. Uma outra triste conseqüência é que acaba não sobrando tempo para o clímax, a luta entre Van Helsing e o Drácula (Richard Roxburgh), que se torna apenas mais uma, entre as várias cenas de ação.
Com este filme, Stephen Sommers se iguala ao Dr. Frankenstein, que ao pegar pedaços mortos e juntá-los cria um monstro forte (financeiramente), mas que pode destruir sua vida (profissional).

CRIATURAS DA NOITE
AVALIAÇÃO: 4,0

"Criaturas da Noite" não apresenta nada de novo, roteiro comum, direção simples, produção independente, mas tudo permeado por uma atmosfera sombria que torna a película um pequeno grande filme sobre vampiros.
Os chupadores de sangue aqui não possuem super poderes, muito pelo contrário, eles são colocados no mesmo patamar dos dependentes químicos, o sangue é a droga, o assassinato a culpa. A stripper Ruby Stone (Katia Winter) conhece Vincent Monroe (Giles Alderson) em um bar e logo iniciam um romance, ainda na primeira noite junto Ruby descobre que seu companheiro é um vampiro e ele a transforma em um ser das trevas. Acontece que a moça não consegue matar suas vitimas em potencial, e propõe ao amado que parem de se alimentar com sangue e curem seu vício.
O roteiro é feliz em traçar um paralelo entre a dependência de sangue dos vampiros para com os viciados em drogas ilícitas, em nenhum momento o roteirista faz questão de aprofundar os personagens, mas incrivelmente o espectador se identifica com o carisma do casal protagonista, apesar dos mesmos serem totalmente anti-heróis.
O vilão da película é caricato e assustador, a cena onde o sujeito lambe o rosto da prostituta que acabara de ser espancada por ele é sensacional, tudo isso permeado com uma trilha sonora ambiente que funciona perfeitamente com o clima vampírico que esta presente em cada cena. Essa trilha ainda conta com músicas góticas e blues e tem fundamental importância para a película.
O diretor e também roteirista Lawrence Pearce vai direto ao ponto e mostra tudo que o espectador procura nesse tipo de produção, sangue, sexo e romance, com algumas cenas graficamente belas, inclusive a cena de acasalamento dos protagonistas. "Criaturas da Noite" é um filme que nasceu para ficar na escuridão e ser apreciado por poucos habitantes que se aventuram através das sombras.

A DOENÇA QUE CRIOU O MITO DOS VAMPIROS: PORFIRIA

O que é porfiria?

É um conjunto composto por cerca de oito doenças diferentes, todas de caráter genético, além de também poderem ser de forma adquirida, decorrentes de disfunções enzimáticas durante a síntese do heme. Com isto ocorre uma acumulação e uma superprodução de precursores do metabolismo.
A palavra “porfiria” possui origens gregas e remete a algo como “pigmento roxo”. Este nome também possui relação com a aparência arroxeada do fluído corporal que as pessoas portadoras produzem durante uma crise. Devido aos sintomas produzidos pela porfiria, esta foi, muitas vezes, utilizada para explicar as lendas dos lobisomens e dos vampiros.
Diversos são os fatores que desencadeiam uma crise. Os de caráter ambientais influem muito neste sentido. As porfirias podem ser dividas em hereditárias ou em adquiridas. Cada uma destas ainda é dividida em outros tipos. As hereditárias são separadas de acordo com a deficiência enzimática em específico. O heme é produzido tanto na medula óssea quanto no fígado, desta forma, as porfirias podem, por exemplo, serem classificadas de acordo com a origem do problema, como a porfiria hepática e a porfiria eritropoética. Também podem ser divididas levando em conta os sintomas produzidos. Por exemplo, as porfirias agudas e as porfirias cutâneas.

Agente causador

Estas doenças são todas genéticas e podem também ser adquiridas. Fatores que desencadeiam um papel fundamental para o surgimento da doença e para a sua progressão, são, por exemplo, dieta, exposição solar, alterações hormonais, medicamentos, stress, entre outros.
Como são muitos os tipos de porfirias, as causas também são diversas. A do tipo cutânea tardia é a mais comum. Todas possuem relação com a produção incorreta do heme, parte extremamente importante da hemoglobina. Com isto, ocorre o acúmulo de elementos químicos no corpo e de quantidades de porfirina.

Como se descobre a doença (diagnóstico)

Geralmente as porfirias do tipo aguda se manifestam através de crises que podem durar de horas até dias. Diante dos sintomas e dos sinais um médico especialista logo é procurado. Nos casos de suspeita, o primeiro passo é verificar os sintomas do paciente. As porfirias são variadas e podem se manifestar de diferentes formas. Por exemplo, as agudas costumam gerar sintomas viscerais e também neuropsiquiátricos. Já as cutâneas tendem a produzir foto-sensibilidade.
Através de uma análise clínica e de uma conversa com o indivíduo, o médico, provavelmente, solicitará a realização de exames de urina e de sangue. Estes podem revelar não somente problemas renais como uma série de outras complicações. Alguns outros testes muito realizados para o correto diagnóstico da porfiria em questão são, por exemplo, o de gases no sangue, a urinálise, o painel metabólico abrangente, a ultrassonografia da região do abdômen e a avaliação dos níveis de porfirina e de outros químicos frequentemente presentes na urina. Após o correto diagnóstico, deve-se dar início imediato ao tratamento mais adequado. Desta forma as complicações serão reduzidas e muitos dos problemas sanados ou controlados.

Sintomas

Alguns são bem específicos e dependem do tipo de porfiria. Por exemplo, as agudas provocam crises prolongadas nas quais uma dor abdominal intensa é observada. Esta costuma vir acompanhada de vômitos, fraqueza muscular, arritmias, alucinações, constipação, convulsões, náuseas e confusão mental. Já as cutâneas, por outro lado, tendem a provocar lesões na pele como bolhas e cicatrizes, escurecimento da mesma e aumento da quantidade de pelos.

Podemos ainda destacar alguns sintomas comuns aos diferentes casos de porfiria. São eles:
◾Cólicas abdominais;
◾Convulsões;
◾Distúrbios mentais;
◾Sensibilidade à luz;
◾Fraqueza;
◾Alterações na personalidade;
◾Formigamento;
◾Paralisia muscular;
◾Dor nos braços e nas pernas;
◾Grave desequilíbrio eletrolítico;
◾Queda de pressão;
◾Choque.

Os sintomas são variados e a maioria coloca a saúde em risco extremo. Muitos poderiam explicar o surgimento das lendas de vampiros e de lobisomens, como a sensibilidade à luz e ao aumento dos pelos na pele. A doença já foi bastante discutida e é estudada há certo tempo. Diante de qualquer dor abdominal sem explicação, ou diante de quaisquer sintomas mencionados acima, procure imediatamente por um médico.

Prevenção

Consultar um especialista em genética antes de se ter filhos pode ser uma medida preventiva para pessoas que possuem histórico de porfiria na família. Para prevenir o desencadear de novas crises muitas atitudes podem ser tomadas, e estas variam de acordo com o tipo da doença. Por exemplo, as porfirias cutâneas podem ser prevenidas através do uso de fotoprotetores, de roupas especiais e de qualquer outro mecanismo que impeça a exposição da pele ao sol.
Já a eritropoiética pode ser evitada pela ingestão de betacaroteno e de colestiramina. A eritropoiética congênita pode ser prevenida através de um transplante de medula óssea. A porfiria cutânea tardia é a mais frequente de todas e pode ser prevenida pela suspensão dos fatores desencadeantes como o álcool, o tabaco ou ferro em excesso.
De forma geral, uma dieta adequada e a interrupção do consumo de álcool, do fumo, do stress e de atividades físicas muito extenuantes, são medidas que já auxiliam na prevenção não somente desta como de muitas outras doenças.

Tratamento

Durante as crises é normalmente preciso internar o paciente. Sintomas como náuseas, dores e vômitos precisam ser tratados. Análgicos podem ser prescritos, assim como sedativos para deixar a pessoa menos nervosa. Em alguns casos há a necessidade de se fazer flebotomia, retirada de parte do sangue do organismo. Líquidos, glicose e suplementos de betacaroteno também podem ser utilizados no tratamento.
As porfirias são doenças crônicas e algumas produzem mais complicações do que outras. Estas não podem ser tratadas, porém, os ataques podem ser evitados e os sintomas controlados. É preciso realizar constantemente exames de rotina e se tomar muito cuidado com os fatores desencadeantes das crises. Porfirias que não recebem o devido acompanhamento médico podem causar sérios problemas de saúde como insuficiência respiratória, cálculos biliares, paralisias diversas e até mesmo levar a um coma. Portanto, não descuide da sua saúde. Diante de quaisquer sintomas procure por auxílio de um profissional e, caso haja necessidade, realize o tratamento com disciplina para que não surjam novos transtornos.

CAÇADORES DO VAMPIROS:
AVALIAÇÃO: 3,0

Em Caçadores de Vampiros Saya tem uma alma atormentada de 4 séculos e sobrevive de sangue, assim como os vampiros que caça. Quando vai para a base militar norte-americana pela entidade secreta em que trabalha, vê sua oportunidade de eliminar Onigen, chefe de todos os vampiros. Durante sua caçada, faz sua primeira amizade com um ser humano: a filha de um general.

SUPSPECIES 1 A 4:
AVALIAÇÃO: 3,9

1:

Após um longo tempo no exílio, o maligno vampiro Radu retorna à sua terra natal, na Transilvânia, e mata o próprio pai para obter uma relíquia, a Bloodstone, que contém o sangue de todos os santos. Paralelamente, três universitárias norte-americanas vão à Transilvânia para estudar os mitos locais e acabam se envolvendo na disputa milenar entre Radu e seu irmão, o "vampiro bonzinho" Stefan, que se apaixona por uma das garotas. Série vampiresca de baixo orçamento que deu origem a quatro continuações.
2:

Esta continuação de Subspécies: A Geração Vamp começa do ponto onde o primeiro filme parou. O maligno vampiro Radu volta à vida, mas Michelle, agora uma vampira, foge do castelo levando a pedra de sangue, uma relíquia sagrada que pinga sangue e é a grande fonte de alimentação dos vampiros. Radu, então, parte em sua busca.
3:

Rebecca continua na sua missão de salvar a irmã Michelle, transformada em vampiro no primeiro filme da série, das garras do maligno Radu. Para isso, conta com a ajuda do agente Mel e do tenente Marin.

4:

Depois de conseguir escapar do seu mestre Radu, a vampira Michelle é salva por uma mulher chamada Ana e levada a um hospital, onde o médico garante ser capaz de curar o vampirismo. Enquanto isso, Radu escapa novamente da sua quase morte (vista em "Volúpia Sangrenta") e segue os passos da amada até Bucareste.

DRÁCULA - O VAMPIRO DA NOITE - COM CHRISTOPHER LEE -  O MAIOR DRÁCULA DE TODOS OS TEMPOS (1958):
AVALIAÇÃO: 5,0

Um dos melhores Filmes do Drácula que já assisti, uma grande adaptação do livro. Muito bom mesmo. Christopher Lee dá um show como o Conde, como nos próximos seis filmes que ele atuou como o Drácula. Muito sensual.
Assim como outras produções da Hammer, Horror Of Dracula possui várias vantagens sobre as antigas versões da Universal. A primeira e mais óbvia é o uso da cor, seguida pelo tratamento mais moderno dado aos monstros. No caso de Drácula, Lee foi um vampiro bem mais sedutor, violento e impressionante do que o vivido por Bela Lugosi, graças ao roteirista Jimmy Sangster e à própria presença cênica admirável do ator (Lee possui quase 2 metros de altura). De todos os filmes da Hammer protagonizados pelo Conde, este é o que segue o livro de Bram Stoker mais fielmente. Mesmo assim várias liberdades foram tomadas, locações e personagens foram modificados e a trama foi consideravelmente condensada. Apesar disso, ela ainda é a conhecida história de Jonathan Harker viajando até o castelo do Conde Drácula. Após transformar Harker em vampiro, Drácula vai para Londres, onde passa a ameaçar a família do rapaz. Contudo, antes que consiga transformá-los a todos em seus escravos vampiros, o Dr. Van Helsing, um especialista em criaturas da noite, surge para destruí-lo. Dirigido pelo grande Terence Fisher, O Vampiro da Noite é repleto de imagens e momentos memoráveis.
 

DRÁCULA COM FRANK LANGELLA - 1979 - O SEGUNDO MELHOR DRÁCULA DO CINEMA:}
AVALIAÇÃO: 4,5

   

Escuna naufraga perto de Whitby e o único sobrevivente é o Conde Drácula (Frank Langella), que chegou com grandes quantidades de terra da Transilvânia para levar para sua residência em Carfax Abbey. Ele faz amigos como o Dr. Seward (Donald Pleasence), que administra um asilo, sua filha Lucy (Kate Nelligan), a amiga dela Mina (Jan Francis) e Jonathan Harker (Trevor Eve), o noivo de Lucy. Mas logo Mina morre de perda de sangue e Drácula se defronta com o Van Helsing (Laurence Olivier), um caçador de vampiros que deseja aniquilá-la.

DRACULA DE 1931 - O TERCEIRO MELHOR DRÁCULA DO CINEMA:
AVALIAÇÃO: 4,0

Quando foi escalado para interpretar o vampiro mais famoso de todos os tempos, o húngaro Bela Lugosi não falava sequer uma palavra em inglês. Para dizer suas falas, ele as memorizava foneticamente. O resultado foi uma interpretação aterrorizante. Drácula falava de forma pausada e com um ritmo assustador, lembrando mesmo alguém já meio-morto. Aliás, a fotografia usa e abusa da imagem sinistra de Lugosi. Alguns planos de Drácula só olhando para o público com seu olhar sombrio são comuns, e causaram terror quando exibidos pela primeira vez.
Aliás, a interpretação de Bela Lugosi tornou-se molde para as futuras encarnações do vampiro. Em nenhuma passagem do livro homônimo do escritor irlandês Bram Stoker (que escreveu “Drácula” em 1897) menciona-se um falar pausado nem sinistro como o interpretado por Lugosi em “Drácula”. Apesar disso, tornou-se marca registrada do vampiro, além de seu olhar enigmático. Mesmo em filmes com vampiros que não são Drácula, às vezes, seguem esse modelo. Por mais que tenha se imortalizado no papel, Lugosi só foi viver Drácula novamente na comédia “Bud Abbott Lou Costello Meet Frankenstein”, em 1948.
Por mais que a inspiração tenha vindo do mais bem-sucedido livro de Bram Stoker, o filme “Drácula” é uma adaptação da peça de teatro feita a partir do livro, escrita por Hamilton Deane. Devido aos problemas financeiros da época da Depressão norte-americana, a Universal Pictures não podia bancar uma adaptação fiel ao livro, então optou pela versão simplificada adaptada ao teatro. O próprio Bela Lugosi já havia interpretado Drácula na Broadway, um dos motivos pelo qual foi cogitado para o papel no cinema.
O filme começa com R. M. Renfield, um corretor de imóveis, indo até a mansão do conde Drácula, na Transilvânia. O vampiro está de mudança para a Inglaterra. Durante a noite, porém, as várias mulheres de Drácula o cercam, atrás de seu sangue, mas o conde as impede, dizendo: “Ele é meu.” Na próxima cena, já a bordo de um navio, Renfield já se tornou um completo louco.
A história realmente começa quando Drácula entra em contato com a família do dr. Steward, dono do hospital psiquiátrico para onde Renfield é mandado. A filha do médico, Mina, torna-se objeto de obsessão de Drácula. Um colega do dr. Steward, o dr. Van Helsing, acaba percebendo que Drácula não é uma pessoa normal, aliás, nem uma pessoa, simplesmente porque não tem reflexo.
Conforme era costume na época, foi filmada também uma versão em espanhol, usando os mesmos cenários mas atores diferentes. Ao contrário de outros filmes, a versão espanhola de “Drácula” foi preservada e já saiu em DVD, inclusive, como parte do box “Classic Monster Collection” da Universal Pictures, que também inclui “Frankenstein”, “O Corcunda de Notre Dame”, “O Fantasma da Ópera” e muitos outros.
O “Drácula” de 1931 é só a primeira adaptação oficial do livro de Stoker. O cineasta expressionista alemão F. W. Murnau já havia feito “Nosferatu” em 1922, só que sem autorização de Stoker. Com isso, o filme sumiu dos cinemas e de qualquer outro tipo de mídia, graças à luta da viúva de Stoker pelos direitos autorais. “Nosferatu” está, hoje, em domínio público. O Filme foi, para mim, o primeiro "Drácula" da história. Apesar do roteiro ser muito fraco, Bela Lugosi faz uma grande atuação.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE DRÁCULA:
AVALIAÇÃO: 3,8

Filmado nas históricas locações da Transilvânia na Romênia, este filme com espetaculares cenas de combate nos apresenta a verdadeira história de Vlad Dracula (Rudolf Martin), filho do Príncipe Vlad que através da famosa obra de Bram Stoker, ficou conhecido como Drácula, um vampiro sugador de sangue condenado a viver nas trevas e à vida eterna que temia espelhos e abominava religiões. Vlad foi um guerreiro que lutava para trazer a paz e a justiça a sua conturbada terra natal onde reinava a superstição e o medo. Alguns o viam como herói, outros como um monstro, o próprio anti-cristo. Fazendo justiça com as próprias mãos, ele matava brutalmente seus inimigos enquanto Lidia (Jane March), seu grande amor, era assombrada pelos gritos das pessoas por ele assassinadas. Esta é uma história assustadora de sangue, terror, justiça e amor eterno, a verdadeira história. O filme foi lançado no ano de 2000.
Particularmente eu gostei e muito, não tinha conhecido uma bordagem tão realista sobre o personagem como neste filme. A produção também foi bem bacana, e dá para entender vários dos mitos criados em torno de vampiros, pois foram retirados dos acontecimentos na vida deste Homem.
Certa vez vi uma reportagem no programa "Fantástico" da Rede Globo mostrando a região que era governada pelo Vlad e até hoje lá o pessoal é muito grato a todos seus feitos, sendo equiparado com Jesus para os católicos romanos. Fica aí a dica de um bom filme para background de aventuras.

DEIXE-ME ENTRAR:
AVALIAÇÃO: 4,2

Para quem não viu o sueco Deixe Ela Entrar (2008), esta é uma boa oportunidade de assistir nas telonas a história de amor de Owen e Abby (no original, Oskar e Eli), um garoto de 12 anos e uma menina-vampira, que tem 12 há muito tempo... Apesar das recorrentes cenas de violência, o inocente romance entre as crianças é sensível e delicado, oferecendo um contraponto mais leve e deixando em segundo plano a trama de transformações vampirescas, assassinatos e investigação policial. O roteiro também aborda um tema importante de ser debatido, o bullying. Owen (Kodi Smit-McPhee, de A Estrada) é um garoto solitário, que sofre com a separação dos pais e a violência física e psicológica imposta por um grupo de rapazes valentões de sua escola. Quando Abby (Chloë Grace Moretz, a Hit-Girl de Kick Ass) se muda para o apartamento vizinho, uma, aparentemente, impossível aproximação entre eles se inicia, não só pela solidão de ambos, mas, principalmente, pela fragilidade de Owen, que inspira os cuidados de Abby. A forma como ela justifica o fato de não poder ser sua amiga gera belos momentos, inclusive com intervenções cômicas que quebram a tensão do suspense e fazem o espectador relaxar um pouco.
Chloë Moretz tem ótima atuação, misturando a agressividade da Hit-Girl, com uma delicadeza dramática impecável, formando um belo par com Kodi Smit. Richard Jenkins também merece destaque, em um papel importante e que poderia ser melhor aproveitado, visto a densidade do conflito de seu personagem, tendo seu grau de parentesco com Abby revelado em uma cena crucial para a trama, porém sutil e que precisa ser vista com atenção. A parte técnica de Deixe-me Entrar é competente, mas nem um pouco original, já que tem como base o recente Låt Den Rätte Komma In (no original).
Remakes nunca são unanimidade e precisam ser analisados a partir de sua motivação. O fato de ser uma homenagem a um grande cineasta, um exercício de linguagem cinematográfica ou, simplesmente, a oportunidade comercial de se aproveitar uma obra alternativa com potencial para ser vendida como um produto da indústria cultural, com único e exclusivo interesse de gerar lucro, e não de inovar artisticamente, tem peso determinante na qualidade de reconstrução técnica e renovação artística da obra. Se ainda formos contar que o povo norteamericano, em sua maioria, é conhecido por ter preguiça de ler legendas, ainda se soma este fator ao resultado final da adaptação ou remake.
No caso de Deixe-me Entrar, lançado apenas dois anos após o longa original, o fator predominante na motivação de sua produção, obviamente, não é uma homenagem e nem um exercício de linguagem. Mas, em todo caso, é um filme que, além de contar com ótimas atuações e ser tecnicamente muito bem realizado, tem a possibilidade de atingir um público mais acostumado à Saga Crepúsculo, que terá oportunidade de conhecer um universo vampiresco realmente denso, de qualidade técnica mais refinada, e com uma história mais profunda, mesmo sendo protagonizada por duas crianças, que vivem uma espécie de Romeu e Julieta vampiresco, pela impossibilidade de se entregarem a um amor infantil e inocente, porém verdadeiro e perigos.

CRIADOR DE DRÁCULA MORREU EM 20 DE ABRIL DE 1912 E 115 ANOS DO LIVRO "DRÁCULA"
Érico Borgo
20 de Abril de 2012

O irlandês Abraham "Bram" Stoker nasceu em 8 de novembro de 1847, em Dublin, e faleceu em Londres, no dia 20 de abril de 1912 - exatos 100 anos atrás.
Ironicamente, Stoker formou-se em matemática, mas foi nas letras que deixou sua marca imortal: em 1897, aos 50 anos, escreveu o romance Drácula, que estabeleceu toda uma mitologia, a dos vampiros.
Uma das mais famosas histórias de terror de todos os tempos, Drácula foi baseado em um personagem real, o rei Vlad, o Empalador, da Transilvânia (região da Hungria que hoje pertence à Romênia). No livro, Jonathan Harker, um corretor de imóveis vai à região a pedido de um excêntrico conde local. Drácula, que deseja adquirir propriedades em Londres. As intenções de Drácula, porém, são muito mais nefastas - e não tarda para que Harker perceba que é prisioneiro de uma criatura que desafia a compreensão.
Ainda que Stoker não tenha efetivamente criado os vampiros - tais criaturas fazem parte do folclore do leste europeu e já haviam sido registradas em romances e poemas diversos antes -, foi Drácula que popularizou o mito através do ocidente, despertando o fascínio dos leitores por tais monstros. Mais do que detalhar os hábitos e poderes dos mortos-vivos sedentos por sangue, o escritor capturou em sua obra os medos e anseios da Era Vitoriana (a relação entre sexo, sangue e perigo espelhava o pavor por doenças como a sífilis, algo que ainda hoje faz enorme sentido - daí a popularidade imortal desses seres), dando à obra a relevância que se encontra em toda grande ficção.
Curiosamente, o cinema demorou a adaptar Drácula. Antes do conhecido filme da Universal Pictures de 1931, de Tod Browning, com Bela Lugosi e Dwight Frye, o estúdio alemão Kino International - que não conseguiu os direitos sobre a obra - fez algumas alterações na história e em seus personagens. O resultado foi Nosferatu (1922), do expressionista alemão F.W. Murnau. Para evitar um processo, o Conde Drácula tornou-se o Conde Orlok (Max Schreck), mais monstruoso que o garboso e sedutor personagem criado por Stoker, com incisivos agudos e protuberantes, olhos penetrantes, orelhas pontudas e mãos como garras. A trama, porém, era basicamente a mesma, em que um vendedor deixa sua noiva para trás para viajar à costa do Mar Báltico, onde pretende comercializar o castelo habitado pelo misterioso Conde Orlock - que de dia dorme em seu caixão e à noite desperta sedento de sangue humano. O vampiro teve inúmeras aparições nas telas e na literatura depois (incluindo aí os games e quadrinhos) - e ainda é lembrado por muitos na interpretação de Christopher Lee, que o viveu oito vezes.
O sucesso de Drácula, 100 anos depois, ainda faz-se sentir em toda a cultura pop. Enquanto vampiros vão do sedutor (A Hora do Espanto), ao aristocrata organizado (Blade, Anjos da Noite) ao absolutamente selvagem e visceral (30 Dias de Noite), passando pelo reformulado emotivo (A Saga Crepúsculo - em que o perigo do sangue/sexo é levado às últimas consequências, tomando como única solução a virgindade), todos ainda prestam reverência ao maior deles na literatura, o Conde Drácula. Não importa se brilhem, sejam imundos, ferozes ou nobres, os vampiros devem tudo o que são a Bram Stoker.Sir Arthur Conan Doyle criador de Sherlock Holmes escreveu a Stoker em uma carta:" Eu escrevo para lhe dizer o quanto eu gostei de ler Drácula.Eu acho que é a melhor história de horror, que eu li em muitos anos "

"EU SOU A LENDA" É ELEITO O MELHOR LIVRO VAMPIROS DO SÉCULO 20:

O EXCELENTE ESCRITOR RICHARD MATHESON

O livro "Eu Sou a Lenda", de Richard Matheson, desbancou a saga "Crepúsculo" e o livro "Entrevista com o Vampiro" , de Anne Rice, e foi eleito o melhor romance sobre vampiros do século.
A votação foi organizada pela Horror Writers Association para marcar o centenário da morte de Bram Stoker, autor de "Drácula". O júri, liderado pela especialista em "Drácula" Leslie Klinger, escolheu a obra de Matheson como a melhor.
Segundo o jornal britânico "Guardian", o autor, de 86 anos, não pode comparecer à cerimônia de premiação em Salt Lake City, nos Estados Unidos, por estar doente. Ele mandou, porém, um vídeo agradecendo o prêmio. Na mensagem, Matheson disse que sua obra foi inspirada em "Drácula".
"Quando era adolescente, assisti ao filme 'Drácula', com Bela Lugosi, e pensei que se um vampiro dá medo, o que seria de um mundo cheio de vampiros?", disse. Ele acrescentou que lia a obra de Stoker à noite, no banheiro, quando estava no Exército.

COMO SEMPRE, DRÁCULA ESTÁ COM SUAS MULHERES:

UM TRIBUTO AO GRANDE LESLIE NIELSEN:

A HORA DO ESPANTO 1985:
AVALIAÇÃO: 3,9

O Para o jovem Charley Webster (William Ragsdale) nada poderia ser melhor que um velho filme de terror bem tarde da noite. Assim, quando novos moradores ocupam a casa vizinha a experiência de Charley não deixa nenhuma dúvida de que o comportamento estranho dos novos vizinhosé explicado pelo fato de eles serem vampiros. Charley pede ajuda a Peter Vincent (Roddy McDowell), o apresentador do programa de terror preferido de Charley, mas acontece que Peter, além de covarde, não acredita em vampiros e está neste negócio apenas por dinheiro. Além disto, ele está correndo o risco de passar por louco ao dizer que seus vizinhos são vampiros e, para piorar tudo de vez, a mãe de Charley faz algo que deixa o filho apavorado: ela fica encantada com Jerry Dandrige (Chris Sarandon), um dos vampiros, e o convida para entrar na casa dela.

A HORA DO ESPANTO 2011:
AVALIAÇÃO: 3,8

Primeiro, vamos colocar os pingos nos is. Ao contrário do que muitos andam dizendo por aí, o primeiro A hora do espanto, lançado em 1985, não era um bom filme. Aliás, era até bem bobinho, uma comédia de trapalhadas que não acrescentava muito à invasão que o cinema de terror vinha sofrendo pelo humor. Até parece que todo filme com mais de 25 anos vira clássico e cult, principalmente quando é convidado. E é aí que mora o problema com o novo A hora do espanto. Ele consegue ser pior que o original. A história do adolescente que, ao mesmo tempo em que descobre o mundo, começa a suspeitar que seu vizinho é um perigoso vampiro até tem seus méritos; o problema é que ainda não encontraram o jeito certo de contá-la.
O principal problema da versão 2011 de A hora do espanto é que seu diretor Craig Gillespie, se leva a sério – algo simplesmente catastrófico para um filme que pretende ser uma comédia de terror. Fora do humor, as peripécias do filme não têm sentido. E dentro dele, elas são raras. Os poucos momentos de valor neste A hora do espanto, sintomaticamente, ocorrem quando ele descola de seu antecessor em termos de roteiro, e assume a artificialidade de sua trama, expõe seu absurdo – o que resulta em momentos muito divertidos, como na perseguição pela estrada no meio do deserto.
Mesmo com suas deficiências, o novo A hora do espanto, no confronto com o filme que lhe deu origem, pode conduzir a uma reflexão útil, a respeito das possibilidades dos intérpretes no cinema. Na versão de 1985, o vampirão Jerry era interpretado por Chris Sarandon (sim, o sobrenome dela é por causa dele, é o ex-marido menos talentoso de Susan Sarandon), ator de poucos recursos, muito carisma e, na época, um bocado de beleza de acordo com os padrões da moda, e de sensualidade. Na versão 2011, quem veste a pele do vilão é Colin Farrell – bem melhor como intérprete, igualmente belo e sensual, mas inferior no quesito carisma. Sarandon, praticamente sem se esforçar para interpretar, construía a ambiguidade bissexual de sua personagem (nunca tínhamos certeza se ele estava interessado no herói Charley Brewster ou em sua namoradinha-delicinha Amanda). Farrell, por sua vez, tenta interpretar, e o resultado é uma criação apagada, que em vez de ambiguidade nos mostra apenas uma espécie de ausência de contornos, definições.
Sintomaticamente, seu Jerry só cresce mais para o final da película. Exatamente quando precisamos cada vez menos do intérprete e mais dos efeitos visuais ou da maquiagem. O jogo entre o carisma de Chris Sarandon e a estrutura proposta por Tom Holland construía o melhor do humor do primeiro A hora do espanto. A incompatibilidade entre a interpretação sofisticada de Colin Farrell, a inconsistência do papel e a linguagem de Craig Gillespie, mais apoiada no efeito que na continuidade de algo essencial, ajuda a matar a nova versão.

VLAD TEPES: O VERDADEIRO DRÁCULA:

  Para falar de Drácula, o verdadeiro, vamos saber um pouco sobre o seu passado, principalmente sobre seu pai, Vlad Dracul. O verdadeiro Drácula, era um príncipe que viveu na Valáquia, chamado Vlad Draculea. Ele nasceu por volta do ano de 1431, na Transilvânia, na cidade de Sighisoara, Romênia (Schassburg, em alemão). Esta cidade está localizada a cerca de 40 quilômetros ao sul de Bistrita. A casa em que ele morou é identificada por uma placa, que identifica que seu pai, Dracul, morou ali de 1431 a 1435.
A mãe de Drácula, princesa Cneajna, da dinastia Musatin da Moldávia (cidade vizinha), criou o jovem Drácula com o auxílio de suas damas de companhia, dentro de casa. O pai de Drácula tinha uma amante de nome Caltuna, que teve um filho também chamado Vlad. Esta mulher, posteriormente ingressou num mosteiro, onde adotou o nome de Eupráxia. Este irmão de Vlad, ficou conhecido mais tarde como VLAD, O MONGE, por ter seguido a carreira religiosa. Naquela época, todos os filhos de um rei eram considerados legítimos, independente da mulher que os tinha.

Agora vejamos um pouco sobre o pai de Vlad, Vlad Dracul.

Vlad exercia sua autoridade sobre todas as cidades alemãs da região e defendia a Transilvânia de ataques dos turcos. Tal autoridade era recebida do sacro imperador romano Sigismundo de Luxemburgo (educado em Nuremberg por monges católicos). A sua influência política tornou-se mais forte quando em 1431, lançou sua investida como Príncipe da Valáquia e entrou para a Ordem do Dragão, uma fraternidade secreta militar e religiosa, cujo objetivo era proteger a igreja católica contra heresias, criada pelo imperador Sigismundo e sua segunda esposa, Bárbara Von Cilli. Outro objetivo da Ordem, era organizar uma cruzada contra os turcos, que haviam invadido a Península dos Balcãs.
Porém, em um certo período, o lado político de Vlad percebeu que toda a política estava pendendo para o lado do sultão turco Murad II. Sendo assim, traiçoeiramente, assinou um acordo com o sultão turco, contra aqueles ao lado de quem havia lutado: Sigismundo e todos os seus sucessores. Várias vezes, Vlad acompanhou o sultão em ataques por toda a Transilvânia, contra os seus compatriotas transilvanos.
O sultão, sempre desconfiado, armou uma emboscada para Vlad e seus filhos. Vlad foi preso, acusado de deslealdade. Para salvar seu pescoço, o que fez? Deixou na cidade turca como reféns, seus dois filhos: Vlad e Radu. Isso ocorreu em 1442. Os dois meninos ficaram sob prisão domiciliar no palácio do sultão.

Aí é que podemos falar mais sobre Drácula.

Esses anos de cativeiro, foram fundamentais na formação do seu caráter. Drácula passou a desprezar a vida e ter uma baixa estima pela natureza humana. Sabendo que ao menor deslize de seu pai, sua vida lhe seria simplesmente tirada, Drácula aprendeu cedo que em política, a moral é algo totalmente inútil. Aprendeu a língua Turca (a qual sabia como um nativo) e foi aproximado dos prazeres do harém do sultão (já que seu cativeiro não era algo tão restrito assim). Porém, é relatado pelos seus captores que desenvolveu uma reputação de trapaceiro e ardiloso, insubordinando e bruto, inspirando medo aos seus próprios guarda.
Em seu interior, Vlad gravou dois pontos importantes, que se tornaram linhas a serem sempre seguidas: nunca confiar em homem nenhum novamente e a sua sede de vingança. Já seu irmão Radu, de personalidade mais fraca, foi totalmente cativado pelos turcos, tornando-se um aliado em potencial de Murad II.
O pai de Drácula, faleceu em 1447, vítima de uma emboscada por João Hunyadi. O irmão de Drácula, Mircea, foi cegado com ferro em brasa e queimado vivo. Esses dois fatos também fortificaram a sede de vingança de Drácula que fugiu da corte turca em 1448 e após uma tentativa frustrada de tomar o trono Valáquio, fugiu para a Moldávia, governada pelo príncipe Bogdan, cujo filho, Estevão, era primo de Drácula.
Ali, Drácula ficou exilado até 1451, até Bogdan ser brutalmente assassinado. Sendo assim, Vlad, sem alternativas, apresentou-se a João Hunyadi, na Transilvânia. Por interesses políticos mútuos, Drácula e Hunyad se aproximaram de modo que Hunyad foi o último tutor de Drácula. Com ele, Drácula aprendeu muito sobre estratégia antiturca, pois participou de muitas campanhas contra os turcos em regiões que hoje conhecemos por Iugoslávia.
Outra cidade ligada ao nome de Drácula, é Brasov (Kronstadt para os alemães). Dizem que foi em suas colunas que as vítimas de Vlad eram empaladas e deixadas morrerem e apodrecerem ao sol.
Conta-se que em uma destas colinas, Drácula jantou e tomou vinho entre seus cadáveres. Há também uma narrativa russa que fala de um boiardo, que veio para uma festa em Brasov e não aguentando o cheiro do sangue coagulado, fechou suas narinas com os dedos, num gesto de repulsa. Drácula mandou que fosse trazida uma estaca e a exibiu ao visitante dizendo: "Fica ali, bem afastado, onde o mau cheiro não vai incomodar-te". E mandou empalar o boiardo.
É difícil estabelecer estatísticas sobre aquela época, mas segundo relatos alemães, parece que em um de seus saques, quando matou um de seus rivais e empalou TODOS os habitantes da cidade de Amlas, Drácula matou cerca de vinte mil pessoas, entre mulheres, homens, crianças. Isso significa que morreram mais pessoas do que na conhecida NOITE DE SÃO BARTOLOMEU em Paris, um século mais tarde, quando Catarina de Medicis ordenou o massacre dos protestantes na festa de casamento de sua filha Margot com Henrique de Navarra.
Porém, no folclore romeno, Drácula não é considerado totalmente um vilão, ao contrário das tradições alemãs, turcas e algumas russas. Na Valáquia, Vlad é homenageado em baladas populares e lendas camponesas, principalmente nos vilarejos das montanhas que cercam o próprio castelo de Drácula, região onde ele é mais lembrado. Apesar das distorções que ocorrem pelo passar do tempo e a transliteração dos fatos, Vlad é realmente parte importante na reconstrução do passado. Os camponeses se orgulhavam dos feitos militares de Drácula, não importando os métodos por ele utilizados para tanto. O fato dele ter lutado para expulsar os "não-cristãos" parecem aliviar sua culpa pelos empalamentos dos compatriotas.

O que significa Draculya ou Drácula?

Resposta – Shirlei Massapust do grupo Vampirevich (yahoogrupos) - 27 de novembro de 2000

O sulfixo "a" em romeno/valáquio num nome ou título designa filiação. "Draculya" quer dizer literalmente "Filho de Dracul".
Isso porque o pai de Drácula, Vlad Dracul ingressou na ordem dos cavaleiros Draconis, criada pelo rei Sigismundo e sua mulher Barbara de Cilly. No caso, o alemão "Draconis" ou o valáquio "Dracul" significa "Dragão" que no caso, de acordo com a iconografia da época, é sinônimo de Leviatã.

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