DEMIS ROUSSOS THE BEST
https://www.facebook.com/groups/221687188378886/

              

Se você quiser ler a História e Discografia de Demis, click aqui:

 

 

01092018 - GOODBYE MY FRIEND GOODBYE:

                                                                                                                                               

21072018 - PAMELA ROUSSOS RATIU, A TERCEIRA ESPOSA DE DEMIS, UMA DAS MAIS AMADAS.

25-07-2018: FOTOS:

26062018 - ARTIGO SOBRE O CD "DEMIS", 2009.                                                                                                                                        

 

15052018 - PARABÉNS AO MAIOR CANTOR DO MUNDO EM TODOS OS TEMPOS:

23052018 - A PRIMEIRA EDIÇÃO DE "RAIN AND TEARS" !!!

23052018 - FÃS DE DEMIS NO SEU TÚMULO:

01042018:

01032018 - 4 COMPACTOS ANTIGOS (Como os "Evoluídos" chamam de "SINGLES"):

19022018 - JORNAL SOBRE A MORTE DE DEMIS, 2015:

25012018 - 3 ANOS SEM DEMIS:

12012018:

05012018:

01012018:

15122017:

03123017 - FOTOS:

16112017 - DEMIS EM 2009:

09112017 - NA ÉPOCA DA MORTE DE DEMIS, EMILY FALA COM OS JORNAIS:

"Estou em Atenas, na casa o pai, entre o mar e a montanha, onde morreu na noite de sábado para domingo", disse ao telefone, sua filha Emily Roussos, com voz tomada pela emoção. Em abril passado, (2014 )durante uma visita de rotina, o médico descobriu que ele tinha um câncer de estômago em estágio avançado. "Sabendo do pânico sobre a doença e a morte, minha mãe, meu irmão, o médico e eu decidimos não lhe  dizer nada." Mesmo em quimioterapia  , a família dizia  a ele  que eram apenas algumas células cancerosas para eliminar rapidamente, sem nunca mencionar  a real gravidade de sua condição. Extravagâncias como essa,  Emily viveu em outros. 

 Aos 44 anos, ela sabe de cor o breviário das estrelas das crianças e suas famílias em kit  "Minha mãe Monique, uma francesa  foi sua primeira esposa, a 2ª. segunda Dominique logo meu deu o meu meio-irmão Cyril,  Pamela foi a Terceira esposa nos EUA e Marie, o último com quem viveu 22 anos e que o acompanhou até o fim ". Menos artista que o pai, Emily se lembra com horror as cenas de multidão em volta de seu pai nos aeroportos.  As  manchetes nos jornais diziam "O castelo onde os gatos comem caviar." Uma dúzia de Rolls Roices  foi alinhado na garagem. Os motoristas estavam usando boné preto uniforme e luvas brancas. Uma nuvem de servidores iria correr em volta do relógio no vasto edifício, enquanto a leoa, Sarah, que vivia em liberdade, espantava a criançada. 

 "Meu pai adorava tanto a vida" 

 "Meu pai seria muito bom em entrar em birras épicas lembra Emily, eu realmente descobri  até mais tarde. Fui eu quem trouxe o processo de saber, fazendo um documentário sobre ele ". Lá, sob a estrela, os efeitos trajes, o excesso, ela descobre o ser humano, o verdadeiro. "Eu encontrei esta criança sinceridade, eu me sentia. Eu não estava enganada , mesmo que ele não era do tipo de dizer eu te amo. Ele acaba de nos deixou e eu ainda vejo sua grande presença passear ao redor da casa. " Demis Roussos tinha uma variedade de projetos. Seis dias antes de  morrer, ele convocou um empreiteiro. Ele queria, disse ele, para construir sobre a Acrópole. E por que não apenas mais um álbum com Picci, que fez dele o último, em 2009.

Demis Roussos morreu de costas para a morte: "Meu pai amava a vida tanto."

10102017 - UM FANTÁSTICO TRIBUTO NA NORUEGA:

SEMPRE PARA OUVIR DEMIS:

29082017 - FOTOS:

19072017 - JORNAIS FALAM SOBRE DEMIS:

08072017 - ESTOU VENDO ESTE DVD-R SOBRE OS CLIPs DE DEMIS. INCLUINDO A CAPA - INFORMAÇÕES: manoftheworld@bol.com.br

06072017 - BONS TEMPOS: OS ANOS 80:

                                                                                       

01072017 - DVD LANÇADO NO BRASIL - DIFÍCIL DE ACHAR:

28062017 - REVISTA ARTIGO SOBRE DEMIS NO 1999:

26062017 - EM 1979 O MAESTRO PAUL MAURIAT GRAVOU UM DISCO COM 12 CANÇÕES DE DEMIS, VALE CONHECER ESTE ALBUM, POIS É EXCELENTE.

017 - O MAIOR CANTOR DO MUNDO:

                                                                    

15062017 - PARABÉNS ETERNO DEMIS:

04052017:

03052017- DEMIS FALA SOBRE O CD "DEMIS":

15042017:

22032014 - ESTE CD DE DEMIS, COM MÚSICAS DO NATAL, FEZ UM ENORME SUCESSO NA INGLATERRA:

20032017:

01032017 - FOTOS:

01032017 - JORNAIS E REVISTAS 3:

2914022017 - JORNAIS E REVISTAS 2:

12022017 - JORNAIS E REVISTAS 1:

04022017: FOTOS:

25012017 - 2 ANOS DE DEMIS. COMO DISSE DOMINIQUE, SEGUNDO ESPOSA DE DEMIS, HOJE É UM ELE É DEUS GREGO. COM A AQUELA VOZ, COM CERTEZA, É UM DEUS.

20012017 - NOTÍCIAS DA HOLANDA, COM O MUSEU DE DEMIS...

Criamos uma parede de discos de ouro no Museu, na frente você pode ver um manequim com uma camisa original de Demis, o famoso colar e um pouco de pele Demis usar para vestir na década de 70. Obrigado a Dominique pela pele e a Emily, Cyril e Marie pela camisa e o resto dos prêmios.

20012017 - FOTOS:

23122016 - WALLPAPER:

20122016 - DISCOGRAFIA DE DEMIS:

18122016:

         

29112016 - FOTOS PARA VOCÊ:

22112016 - SEMPRE DEMIS:

22112016 - BOX "DEMIS ROUSSOS THE PHENOMENOM" - 4 CDS INCRÍVEIS:

01112016 - UM JORNAL DA HOLLANDA:

01112016 - UMA REVISTA DO BRASIL:

01112016 - HÁ UM TEMPO, EU FIZ PARA UM VÍDEO PARA A GRANDE LADY OLGA. EMILY, GENTIL COMO SEMPRE, FALOU SOBRE ISSO:

21102016 - O ÁLBUM DE "ATTITUDES" NO ORIENTE:

17102016 - UM CLÁSSICO.....

                 

01102016 - O CANTOR ENGELBERT HUMPERDINCK GRAVOU A CLÁSSICA MÚSICA "FOREVER AND EVER", ASSIM COMO JULIO IGLESIAS.

 
 

VEJA: https://youtu.be/QQ_ZOluz8EU

16082016 - RECEBI, COM ALEGRIA, UMA MENSAGEM DE DOMINIQUE NOBECOURT, A SEGUNDA ESPOSA DE DEMIS. COMO FIZ UM VÍDEO PARA ELA, ELA ME AGRADECEU. EU FIQUEI MUITO FELIZ.

08092016 - LADY OLGA ROUSSOS:

Hoje Sra.  Olga Roussos recebeu um álbum de fotos sobre a abertura do Museu do seu filho. Sra Olga estava muito feliz com o presente e sendo reunido com Jacqueline depois de 35 anos.

28102016 - VANGELIS, NANA MOUSKOURI E SARAH BRIGHTMAN:

01072016 - VEJA UM BOX COM OS TODOS OS ÁLBUNS DE DEMIS, INCLUINDO UM DVD "JOURNEY WITH MY FATHER", DOCUMENTÁRIO DIRIGIDO POR EMILY ROUSSOS:

  CD 1 On The Greek Side Of My Mind
CD 2 Forever And Ever
CD 3 My Only Fascination
CD 4 Auf Wiederseh’n
CD 5 Souvenirs
CD 6 Die Nacht und der Wein(+ Kyrila)
CD 7 Happy To Be
CD 8 The Demis Roussos Magic
CD 9 Ainsi soit-il
CD 10 Demis Roussos
CD 11 Universum
CD 12 Live At The Sydney Opera House
CD 13 Man Of The World
CD 14 Demis
CD 15 Attitudes
CD 16 Reflection
CD 17 Greater Love (+ Senza Tempo)
CD 18 Christmas Album
CD 19 Le Grec
CD 20 Time
CD 21 Voice And Vision(+ Photo Fixe)
CD 22 Insight
CD 23 In Holland
CD 24 Immortel
CD 25 Serenade
CD 26 Mon île
CD 27 Auf meinen Wegen
CD 28 Demis
DVD Journey With My Father

15052016 - EMILY, CYRIL ROUSSOS E BERT VAN BREDA ABREM O MUSEU DE DEMIS:

 

25042016 - O LUGAR ONDE DEMIS REPOUSA:

A FAMÍLIA DE DEMIS (28012015):

Em nome da família de Demis gostaríamos de expressar a nossa mais sincera gratidão pelo esmagadora de apoio e condolências neste momento difícil. Seus pensamentos e orações não passaram despercebidos, caído em ouvidos surdos, ou ignorado pelos olhares distraídos. A dedicação que você seus fãs lhe deram ao longo de sua longa e bem sucedida carreira sempre mudaram Demis profundamente, e a continuação do amor sincero de todos vocês faz com que a dor da nossa perda de um pouco mais suportável.
Obrigado a todos,

A família Roussos.

25012015 - FOTOS DO ÚLTIMO ADEUS DE DEMIS:

JORNAIS SOBRE O ADEUS DE DEMIS:

29012015 - DEMIS RECEBE A ORDEM DE CAVALEIRO DA LEGIÃO DE HONRA, O EMBAIXADOR DA FRANÇA ENTREGA EM 30 DE SETEMBRO DE 2013:

01022016 - NEED TO FORGET:

Tell me who will I find to share my love
Now that we falling apart
Tell me what can we do to face the world
Now that we're both alone
Tell me how to explain what I feel inside
I don't know what to say
But life goes on and there's no turning back
And now it's time to start again

And I need to forget you once loved me
But you smiled for me in your special way
And I feel only sadness
Each morning when I wake alone

And I need to forget every moment
For those good times we shared are all in the past
And I need to pretend it's not over
That you and I are still as one
Still as one

Tell me why did we have to end this way
After so many years
Tell me where was the point that we went all wrong
I just can't understand
Tell when did your dreams stop including me
I'd really like to know
But life goes on and there's no turning back
And now it's time to start again

And I need to forget you once loved me
But you smiled for me in your special way

And I feel only sadness
Each morning when I wake alone

And I need to forget every moment
For those good times we shared are all in the past
And I need to pretend it's not over
That you and I are still as one
Still as one

Diga-me quem vai me encontrar para compartilhar meu amor
Agora que estamos caindo aos pedaços
Diga-me o que podemos fazer para enfrentar o mundo
Agora que nós dois estamos sozinhos
Diga-me como explicar o que eu sinto por dentro
Eu não sei o que dizer
Mas a vida continua e não há como voltar atrás
E agora é hora de começar de novo

E eu preciso te esquecer uma vez me amou
Mas você sorriu para mim em sua forma especial

E eu me sinto única tristeza
Cada manhã quando eu acordar sozinho

E eu preciso esquecer todos os momentos
Para os bons momentos que compartilhamos estão todos no passado
E eu preciso fingir que não é mais
Que você e eu ainda somos como um
Ainda como uma única

Diga-me por que nós temos que acabar com essa forma
Depois de tantos anos
Diga-me onde estava o ponto que nós fomos tudo errado
Eu só não consigo entender
Diga quando é que seus sonhos parar incluindo eu
Eu realmente gostaria de saber
Mas a vida continua e não há como voltar atrás
E agora é hora de começar de novo

E eu preciso te esquecer uma vez me amou
Mas você sorriu para mim em sua forma especial

E eu me sinto uma única tristeza
Cada manhã quando eu acordar sozinho

E eu preciso esquecer todos os momentos
Para os bons momentos que compartilhamos estão todos no passado
E eu preciso fingir que não é mais
Que você e eu ainda somos como um
Ainda como uma única
                                    

24122015 - DEMIS FOI O SEGUNDO CANTOR MAIS VENDIDO EM 2015. O PRIMEIRO FOI A CANTORA ADELE.  A CANÇÃO "ON ECRIT SUR LES MURS" VOLTOU, DE NOVO,  A SER UM "HIT" EM 2015:

VEJA EM FRANCÊS:

Adele et Demis Roussos, chanteurs les plus recherchés sur Google en 2015

Fort de ses 18 millions d'utilisateurs quotidiens en France, Google publie la liste des requêtes les plus utilisées sur son moteur de recherche en 2015. Côté musique, c'est sans surprise Adele et son tube "Hello" qui se taillent la part du lion.

La domination de Google est écrasante. En France, 94% des internautes utilisent quotidiennement le moteur de recherches pour surfer sur le web, selon StatCounter. Les statistiques compilées par la multinationale américaine sur l'année 2015 offrent donc une indication très précise de nos habitudes. Ça tombe bien, Google vient de publier la liste des requêtes les plus populaires de 2015. Une année douloureusement marquée par les attaques terroristes du 7 janvier et du 13 novembre, au cours desquelles 147 personnes ont été abattues. Ce sont les termes "Je suis Charlie" et "Attentats Paris" qui ont ainsi été les plus recherchés ces 12 derniers mois dans l'hexagone.

Malgré tout, la vie a continué et la voix chaude d'Adele est venue nous apporter un peu de baume au coeur. La chanteuse britannique, dont le nouvel album "25" brise tous les records, est sans grande surprise l'artiste la plus plébiscitée par les Français. Numéro un du Top singles depuis sept semaines consécutives, son tube "Hello" arrive en tête de la catégorie chansons, devant "Sur ma route" de Black M et "Wesh alors" de Jul. Le rap a la cote ! Derrière Adele, c'est le regretté Demis Roussos qui a été le plus recherché en France. Le plus illustre des chanteurs grecs est décédé le 25 janvier dernier à l'âge de 68 ans, des suites d'un cancer de l'estomac. Michel Delpech, dont les ennuis de santé ont fait craindre le pire, se hisse sur la troisième marche.

Nekfeu plus fort que Kendji

Révélation incontestable de l'année, Louane s'empare de la cinquième place juste derrière Richard Anthony, disparu le 19 avril dernier. Le reste du top 10 contient plusieurs surprises, à commencer par l'incroyable popularité de Nekfeu. Sixième du classement, le rappeur de 25 ans surclasse Kendji Girac parmi les artistes les plus recherchés ! Le premier album du gagnant de "The Voice" s'est pourtant écoulé à plus d'un million d'exemplaires et son successeur, "Ensemble", connaît un joli succès depuis sa sortie fin octobre. Le premier album de Nekfeu, lui, n'a fédéré "que" 135.000 fans depuis juin. Autre résultat étonnant ? Le plébiscite d'Annie Cordy. A 87 ans, l'idole de toute une génération a généré plus de recherches que... Christine and the Queens ! Elle est neuvième.

16112015 - MAMY BLUE (H. GIRAUD) - TRADUÇÃO:

MAMÃE TRISTE:

Eu posso ser o seu filho esquecido
Que saiu de casa aos 21 anos de idade
É triste me encontrar em casa
Oh, mãe

Se eu ao menos pudesse segurar a sua mão
E dizer que sinto muito, muito mesmo
Tenho certeza de que você realmente entende
Oh, mãe, onde está você agora

Oh, mamãe, oh, mamãe, mamãe triste
Oh, mamãe triste

A casa que compartilhamos no topo da colina
Parece sem vida, mas está lá firme e forte
E memórias dos tempos de infância
Preenchem a minha mente, oh, mamãe, mamãe, mamãe

Já vi suficientes luzes diferentes
Vi dias exaustos e noites solitárias
E agora, sem você ao meu lado
Estou perdido, como posso sobreviver

Oh, mamãe
Ninguém que cuida de mim
Que me ama, que tem tempo para mim
As paredes parecem silenciosas ao meu rosto
Oh, mãe, bem mortos é como devemos estar

O céu é negro, o vento é duro
E agora eu sei o que perdi
Uma casa não é um lar
Estou partindo, o futuro parece tão pequeno
Estou partindo, o futuro parece tão pequeno

09102015 - MORREU CANTOR DEMIS ROUSSOS, FILHO DE DE AFRODITE MUNDIALMENTE CONHECIDO - AFPAFP 25/01/2015:

.Uma voz de timbre único, um físico imponente e um sucesso mundial: Demis Roussos, alçado ao posto de estrela internacional com "Rain and tears", sucesso do Aphrodite's Child, morreu neste fim de semana aos 68 anos.

Gravada no auge dos eventos de 1968, "Rain and tears" virou um clássico da música pop ao lado de "Nights in white satin" do Moody Blues e de "A Whiter Shade of Pale" de Procol Harum.

Cantada em inglês, "Rain and tears" mostrou a particularidade vocal de Demis Roussos, sua capacidade de se deixar levar pelos agudos, contrastando com seu ar bruto.

"Com Nana Mouskouri, eles são os dois grandes artistas populares gregos, as duas grandes vozes que levaram a Grécia para o mundo", disse à AFP o apresentador Nikos Aliagas, amigo do cantor. "Nos conhecíamos desde que éramos crianças. Ele ultrapassou as fronteiras e orgulhou nosso país".

Artémios Ventouris Rousos nasceu em 15 de junho de 1946, em Alexandria, Egito, país natal de Dalida, Georges Moustaki e Claude François. Sua família mudou-se para o Egito nos anos 1920, mas acabou voltando para a Grécia em 1961.

Após três álbuns gravados com os Aphrodite's Child, Roussos fez carreira solo a partir de 1971 e vendeu milhares de álbuns.

É na carreira solo que ele faz uma sucessão de hits nos anos 1970-80: "Forever and ever" (1973), "Good bye my love, good bye" (1973), "My only fascination" (1974), "Mourir auprès de mon amour" (1977).

Demis Roussos canta no mundo inteiro e multiplica as turnês: cinco, cada uma de 45 dias, somente em 75. Quando não estava no palco, descansava em sua casa na região parisiense.

Cabelos longos, barba cheia, túnicas de cores vivas, ele cultivou um look de sacerdote descolado com influências orientais. Cantava em inglês, mas também em espanhol, grego ou francês.

A partir dos anos 1990, sua carreira musical é freada - culpa dos problemas de saúde, especialmente na coluna e nos rins. Seu último álbum foi lançado em 2009.

"Demis Roussos tinha uma voz sublime. Ele estava sempre pra cima, otimista como só os gregos conseguem ser", disse Nana Mouskouri à rádio RTL. "ele quis aprender outras línguas, respeitar outras culturas. Era um artista, um amigo".

Ele deixa dois filhos, Emilie e Cyril, que é músico como o pai.

APHRODITE´S CHILD:

A DELICADEZA ENIGMÁTICA DO APHRODITE´S CHILD:
Por Rose Gomes

O progressivo é um gênero de música bastante complexo e extremamente bem elaborado. Acredito que tanto os verdadeiros adoradores, como os músicos desta vertente sejam pessoas de vasta sensibilidade musical, pois somente tendo os sentidos bastante aguçados podemos enxergar com exatidão a beleza de cada nota destas canções.
Geralmente as bandas que fazem esse som são compostas por grandes músicos, que é o caso do Aphrodite´s Child, grupo de origem grega formada no final dos anos 60, mais precisamente em 1968. Nos vocais a primorosa voz de Demis Rousssos acompanha o talento inegável do multi-instrumentista e compositor principal da banda, Vangelis Papathanassiou (que viria a ser conhecido por inúmeros trabalhos em temas de filmes como Carruagem de Fogo e Blade Runner) e o baterista Loukas Sideras.
Instrumental preciso e harmonioso, letras sensíveis, videoclipes “lúgubres” que transmitem a sensação de tristeza e ao mesmo tempo saudosismo fazem desta banda uma verdadeira joia rara.
Em 1968 a banda lança seu primeiro single, Rain and Tears, que obteve grande sucesso e vendeu um milhão de discos apenas na França onde serviu como tema dos motins estudantis da época. Posteriormente foi lançado ainda no mesmo ano o álbum debut “End of the World” que traz grandes músicas como Don´t Try to Catch a River, Valley of Sadness e You Always Stand in My Way. O destaque deste disco é sem dúvida o instrumental. Teclado e bateria se harmonizam divinamente em todas as canções.
No ano seguinte é a vez de "It's Five O'Clock" chegar às lojas. O disco mantém a mesma pegada de seu antecessor e traz excelentes canções como a faixa título It's Five O'Clock, Let Me Love, Let Me Live e a beatlesística Good Time So Fine. A bateria se destaca mais uma vez e o baixo marca presença fortemente em todas as faixas.
Também não posso esquecer de comentar sobre o belíssimo compacto "Spring, Summer, Winter and Fall", lançado em 1970 que é de uma delicadeza enigmática e tocante.
"666" é o último e mais precioso álbum. Levou mais de um ano para ser gravado e foi lançado quando a banda já havia se separado. Uma verdadeira obra prima lançada em 1972 que traz um trabalho conceitual baseado no Apocalipse de São João, do Livro de Revelações da Bíblia.
O disco duplo inicialmente era quádruplo, mas foi censurado pela gravadora Mercury, que cortou diversas faixas. Os destaques instrumentais ficam sem dúvida com a bateria bem marcada e o baixo melindrosamente hipnotizante. Por ser conceitual a viagem só fica mesmo garantida se você ouvir o disco faixa a faixa, mas é claro que existem algumas que se destacam mais e bons exemplos são as músicas Do It, que apesar de ser curta traz um instrumental vibrante, The Lamb, Hic and Nunc, Break e Infinity, umas das obras mais polêmicas da banda. A faixa traz a atriz Irene Papas repetindo as frases ""I was, I am, I am to come", uma inversão para "who was, is, is to come" contida no livro da Revelação e atribuída a Deus. A ideia da música é mostrar o momento onde o diabo percebe ser um anjo caído e descobre que a única maneira de sobreviver e ter força é transando consigo mesmo até atingir o orgasmo. A interpretação da atriz é, digamos, bastante convincente, tanto que na Espanha esta faixa foi tirada do álbum e o mesmo teve suas vendas proibidas no país por um bom tempo. Acredito que este álbum seja de extrema importância dentro do gênero progressivo.
Infelizmente a banda se dissolveu e os músicos seguiram caminhos diferentes, mas o que realmente importa é que esta incrível banda deixou trabalhos excepcionais e obrigatórios nas discotecas dos aficionados pelo progressivo. (19122014)

A HISTÓRIA DO GRUPO APHRODITE´S CHILD:

Depois de uma tentativa frustrada para entrar na Inglaterra, a banda reagrupou-se em Paris, onde o guitarrista Anargyros "Silver" Koulouris juntou-se a eles (embora ele fosse forçado a deixar a banda devido a prestação do serviço militar, com a guitarra e baixo sendo tocados por Roussos durante sua ausência).
A biografia do Aphrodite’s Child se mescla com a do artista Demis Roussos, o vocalista desse grupo. A partir dos 15 anos de idade, quando sua família mudou-se do Egito e voltou para a Grécia, Demis participou de vários grupos musicais. O primeiro, com 17 anos, The Idols, onde Demis tocava guitarra e baixo; os outros membros dos Idols: Jo (primo de Demis), Natis Lalaitis, Nikos Tsiloyan e Anthony. Nessa época, Demis tinha de trabalhar para sustentar sua família. Já nesse grupo Demis começou a destacar-se como cantor, a partir do momento no qual foi solicitado para substituir o vocalista, que estava cansado, para cantar algumas canções (o que começou com “The House of the Rising Sun” e “When a Man Loves a Woman”).
Com o compositor Lakis Vlavianos, Roussos deu início à banda We Five, já como vocalista principal. Mas somente começou a ficar mais conhecido a partir de 1968, com a banda de rock progressivo Aphrodite’s Child, formada no Reino Unido, para a qual Demis associou-se a outros dois músicos gregos, respectivamente, Vangelis (ou Vangelis Papatanassiou) e Loukas Sideras, primeiramente como vocalista e depois também como guitarrista e baixista. Vangelis ficou como compositor principal e tecladista, enquanto Loukas cuidava da bateria. No entanto, por falta de permissão para trabalhar na Inglaterra, o grupo mudou-se para Paris, então atingida pela Revolução de Maio de 1968. O primeiro álbum foi Rain and Tears, o qual obteve tremendo sucesso e vendeu um milhão de discos apenas na França. Nos próximos anos, o desempenho do grupo foi excelente. Com a voz de estilo de ópera de Roussos, a banda passou a ter sucesso em nível internacional, inclusive com 666, o último álbum. Logo após o lançamento dessa obra, por razões diversas, decidiram acabar com o grupo. Mas antes da dissolução, o Aphrodite´s Child estourou na Europa e outros países com grandes sucessos, tais como: Rain and Tears (Compositor: Vangelis, letrista = Boris Bergman); It’s Five O’clock, I Want to Live, End of the World e Spring, Summer, Winter and Fall.

40 ANOS DE 666 DO APHRODITE´S CHILD - POR MAIRON MACHADO

Um dos discos mais ousados da história da música está completando 40 anos nesse mês de junho. Trata-se da obra-prima 666 (The Apocalypse of John, 13/18), lançado pelo grupo grego Aphrodite’s Child.
Aos desconhecedores desse grandioso álbum, fica o alerta da necessidade mais que urgente de ouvir a história registrada nesse álbum duplo, o qual demorou vários meses para ser lançado, envolto em torno de polêmicas e brigas entre os integrantes do grupo.
Formado por dois grandes nomes do rock grego, o vocalista e baixista Demis Roussos e o tecladista Vangelis, além do baterista Lucas Sideras, o Aphrodite’s Child já fazia algum sucesso no final da década de 60, através de canções que lembravam bastante a fase psicodélica do grupo australiano Bee Gees, e entrou o ano de 1970 com dois discos na carreira: End Of The World (1968) e It’s Five O’Clock (1969), destacando canções como ‘Rain And Tears’, ‘Let Me Love, Let Me Live’ e ‘It’s Five O’Clock’, além do compacto ‘Spring, Summer, Winter And Fall’ de 1970, que inclusive chegou a ser lançado aqui no Brasil.
O sucesso desses dois álbuns foi tamanho na Europa (principalmente França e Itália) que o grupo partiu para uma longa turnê pelo continente, porém sem ter Vangelis nos teclados, que preferiu ficar nos estúdios para compôr trilhas sonoras para filmes. Passado a turnê, o grupo reuniu-se e começou a criar e gravar o terceiro álbum, o qual era uma adaptação ao “Livro das Revelações da Bíblia”, baseado no Apocalipse de São João, do Novo Testamento.
Para isso, recrutaram o sargento Argyris Kouloris. Ele foi o primeiro e único guitarrista do Aphrodite’s Child logo no início da banda, na década de 60, mas abandonou o grupo para seguir carreira militar pouco depois. Em 1970, ele decidiu dar um tempo ao exército, onde já estava na posição de sargento, e aceitou o convite dos velhos amigos Vangelis e Roussos para gravar o novo álbum da banda. Com a fome de um leão que não vê carne há semanas, Kouloris foi o responsável por, junto com as ideias malucas de Vangelis, por mudar o som do Aphrodite’s Child para algo totalmente progressivo.
O quarteto formado dedicou-se para a construção musical daquela que seria a principal obra da banda, totalmente criada por Vangelis e com letras do cineasta grego Costas Ferris.

Costas escreveu um livro conceitual para o álbum, 666 (The Apocalypse of John, 13/18), e a ideia era simples: um grande circo com acrobatas, dançarinos, elefantes, tigres e cavalos mostrando um espetáculo refente ao fim do mundo. Enquanto o show ocorre com diversos efeitos de luz e som, algo estranho começa a acontecer fora do circo, que é a revelação da destruição do planeta Terra. O público acredita que o que acontece fora do picadeiro faz parte do show, mas o narrador começa a alertar a plateia que aquilo é real. Então, uma imensa e densa batalha entre o bem e o mal passa a ser travada, até que um deles vença!
Mas, logo após o início das gravações, o ano de 1971 começou com o clima entre os integrantes se tornando cada vez mais pesado, já que as composições e o intelecto de Vangelis exigiam muito dos demais, além do fato de que Roussos estava se tornando incomodado com o fato de ser segundo plano. Durante três meses, as gravações ocorreram entre diversas brigas, e sem nenhuma fala sendo trocada entre Vangelis e Roussos. Inclusive, dizem que os dois chegaram a entrar em vias de fato por algumas vezes.
A guerra de egos culminou com o fim do grupo após o término de gravação do disco, que ocorreu em meados de março daquele ano. O interessante é que, segundo relatos, quando o grupo começava a gravar, era como se eles fossem os velhos amigos de sempre, rindo, trocando olhares e sentindo a harmonia entre eles, mas bastava acabar a música para as caras fechadas surgirem novamente.
Roussos partiu para uma bem sucedida carreira solo, começando com o single de ‘We Shall Dance’ (ao lado de Sideras) e com o lançamento de seu primeiro álbum solo, On The Greek Side Of My Mind (1971). Sideras também partiu para carreira solo, lançando em fevereiro do ano seguinte o disco One Day (1972), enquanto Vangelis permaneceu na gravadora do Aphrodite’s Child, a Mercury, onde viria a gravar em 1973 a trilha de L’apocalypse Des Animaux, além de se esconder sob o pseudônimo de Alfa e lançar, ao lado da namorada Vilma Ladopoulou (Beta), o single ‘Alfa Beta’.
Porém, Vangelis queria que o material gravado entre 1970 e 1971 fosse lançado de alguma forma. A autorização de Sideras e Roussos foi imediata, mas Vangelis barrava na própria Mercury, que rejeitou o álbum desde o início, a começar pelo título do disco, 666. Os chefões da Mercury achavam o nome muito sugestivo, e além disso o álbum continha algumas músicas “pesadas” para a época. No final, depois do lançamento dos trabalhos solos de Sideras e Roussos, a Mercury concordou em lançar parte do material, o que desagradou, e muito, a Vangelis.
Em junho de 1972, através da Vertigo, na época uma pequena subsidiária da Mercury (que decidiu não se expor com aquele trabalho), chegou às lojas o hoje cultuado 666 (The Apocalypse of John, 13/18) (1972), trazendo na capa a primeira das polêmicas em torno do mesmo. Originalmente, Vangelis queria que a capa fosse a mesma elaborada para o livro de Costas, onde o número “666″ era escrito como que feito por gotas de sangue sobre um fundo totalmente negro, sem nada mais. Infelizmente essa capa foi arquivada, e o que temos é apenas o “666″ gravado em letras brancas sobre um fundo negro e com um envoltório vermelho em volta. Uma capa próxima a original foi lançada na primeira versão inglesa, porém com o 666 em branco, e que foi substituído em seguida pela versão que hoje conhecemos. Essa versão inglesa é raríssima.
Nas notas, algumas linhas diziam que o disco havia sido concebido sob a influência de sahlep, o que para os produtores da Mercury era uma evidência clara do uso de drogas nos estúdios ou, então, da realização de um ritual satânico entre os membros da banda (na verdade, sahlep é uma espécie de chá turco feito com raiz de orquídea).
Deixaremos as polêmicas de lado por enquanto, e vamos partir para o maravilhoso mundo registrado em 666, sem dúvida alguma uma das melhores obras criadas no século XX. Vale lembrar que temos nele a participação especial de vários convidados, entre eles John Frost (voz), Harris Halkitis (baixo, percussão, conga, bateria, sax alto, sax tenor e caixa), Irene Papas (voz), Michel Ripoche (trombone, saxofone, sax tenor) e Vannis Tsarouchis (voz), além de textos gregos feitos por Yannis Tsarouchis.

666 (The Apocalypse of John, 13/18) (1972) – Disco 1 na íntegra

Totalmente diferente dos dois primeiros álbuns do Aphrodite’s Child, principalmente pela inclusão de Koulouris, o disco abre com os polêmicos vocais de ‘The System’, dizendo “We got the system, to fuck the system”, mostrando que ali está uma obra carregada de ironia e sarcasmo, seguida por ‘Babylon’, onde Koulouris traz o riff principal acompanhado por gritos de plateia, seguido por bateria (a qual foi tocada por Vangelis), baixo e os vocais de Roussos em um ritmo muito confuso. Metais são adicionados, executando notas curtas. A estrofe é repetida, encerrando essa primeira canção com um curto solo de Koulouris.
A deliciosa ‘Loud, Loud, Loud’ vem com os vocais ingênuos de uma criança acompanhados pelo piano de Vangelis e as vocalizações com o nome da canção, para então surgir ‘The Four Horsemen’. Essa canção parece ter sido gravada nos dias de hoje, principalmente pela levada de bateria. A faixa começa com barulhos de talheres batendo em copos e os vocais agonizantes de Roussos sendo acompanhados por acordes de teclados. O clima é de viagem total em uma das letras mais diretas e fáceis da banda. Após as duas primeiras frases, citando o primeiro e o segundo cavaleiro do apocalipse, bem como suas posses, surge o refrão, narrando a cor dos cavalos e com um acompanhamento simples de baixo, teclado e bateria (bem atual). Mais duas frases são cantadas (agora citando o terceiro e o quarto cavaleiro e suas posses), e voltamos para o refrão, para nesse embalo simples Koulouris detonar um maravilhoso solo de guitarra sobre os “pá-pá-pá-pá-pá-rá-rá” cantados por todos.
A instrumental ‘The Lamb’ apresenta instrumentos gregos, com destaque para o solo de guitarra grega feita por Koulouris e o acompanhamento de sax e vocalizações. A sequência é alucinante. Camadas e camadas de teclados, guitarra, bateria e baixo são adicionadas para formar o colchão jazzístico onde Vangelis deita seus dedos para solar livremente no moog. Fantástico é pouco, e aqui o volume máximo tem que estar nas caixas de som. O lado A encerra-se com ‘The Seventh Seal’, e a guitarra grega fazendo um tema acompanhado por xilofone e algumas intervenções de flauta, com Frost narrando a chegada do apocalipse.
O lado B começa com a viajante ‘Aegian Sea’, uma prévia do que Vangelis faria no futuro em suas trilhas sonoras. Teclados muito viajantes são executados sobre acordes de guitarra e baixo, com leves batidas nos pratos. Vozes tornam o ambiente ainda mais delirante, e é fácil fechar os olhos e enxergar um local totalmente destruído neste momento. A bateria entra, com baixo, sax e sax tenor executando o mesmo tema. Mais vozes e o tema de sax surgem, para finalmente Koulouris solar lindamente acompanhando o vocal distorcido de Frost narrando o apocalipse (“the sun was black, the moon was red, the stars were falling, the earth has trembling”). Arrepiante e ao mesmo tempo belo!
‘Seven Bowls’ é mais uma viagem, onde em meio a barulhos de percussão e teclados, vozes narram a localização das sete “bacias” do apocalipse (terra, mar, rios, sol, besta, estrelas, ar) e o que acontece com os locais, abrindo espaço para as viagens instrumentais de ‘The Wakening Beast’, com muita percussão e sons estranhos.
Cânticos são ouvidos em ‘Lament’, outra faixa arrepiante, desejando alas (amargura) para a raça humana e o rei dos reis, e que é mais uma demonstração do talento de Vangelis em criar trilhas. Os metais retornam na instrumental ‘The Marching Beast’, onde novamente podem ser ouvidos instrumentos gregos, bem como flautas e piano, que é responsável pelo solo principal.
Temos então duas faixas intercaladas por anúncios dos nomes das canções: ‘The Battle Of The Locusts’, um rockzão com um grande solo de Koulouris, mostrando toda a sua técnica, e ‘Do It’, com o solo de guitarra em um ritmo muito mais rápido, puro hard, e com ótimo acompanhamento de Roussos no baixo e de Sideras na bateria.
‘Tribulation’ é uma pequena vinheta construída pelos metais, levando a ‘The Beast’, que de forma hilária pergunta: “Quem pode encontrar a besta?”. Um rock original, cantado por Frost, com acompanhamento de piano, baixo e bateria, além de ótimas intervenções de Koulouris, com a faixa perguntando “telionoume edho pera etsi?”, ou seja, “vamos para o clímax?”. O lado B encerra com a vinheta de ‘Ofis’, trazendo uma das frases da peça teatral grega Karagiozis, Alexander the Great and the Cursed Serpent.

666 (The Apocalypse of John, 13/18) (1972) – Disco 2 na íntegra

O apresentador do circo então nos mostra as ‘Seven Trumpets’, seguida pela paulada de ‘Altamont’, onde os metais são os destaque sobre o clima denso construído pelos teclados e pela levada baixo/bateria. Roussos faz algumas vocalizações, com um belíssimo solo de Ripoche, e canta a letra da canção sobre a intrincada levada, começando a preparar o ouvinte para a alucinante sequência do disco, que irá começar com a instrumental de ‘The Wedding Of The Lamb’, novamente com muita percussão e metais.
‘The Capture Of The Beast’ é o momento de preparação para o clímax desejado no final do lado B, onde Roussos adverte que o que ouvimos antes fora “o casamento do cordeiro, e que agora irá ocorrer o casamento da besta”, isto sobre camadas de percussão e teclados, que ficam sendo empregadas durante toda a canção.

O clímax ocorre na Maravilha Prog ‘∞’, onde Irene Papas apenas fala as frases “”I was, I am, I am to come”, uma inversão para “who was, is, is to come” contida na Revelação e atribuída a Deus, de forma aleatória (e que podem facilmente serem interpretadas como “I was, I’m and I want your cum”) enquanto entra em vários estágios de histeria, no embalo de um ritmo sexual criado por um redemoinho de percussões, tocadas por Vangelis. Neste ponto, o demônio começa a utilizar esta frase dentro de seu ego e assim tenta renascer ou então criar outro ego, fazendo amor com ele mesmo até atingir o orgasmo!
A audição desta faixa é obrigatória para todos aqueles que se dizem conhecedores de música, não por ela ser uma canção excelente ou maravilhosa, mas sim pela genialidade e a ousadia do grupo em gravar algo como isso, que realmente impressiona (principalmente pelos gritos histéricos e a variação de vozes de Irene) e que em sua versão original contava com 39 minutos da mais pura orgia sendo realizada nos estúdios, o que foi rapidamente atorado pela Mercury, que chamou aquilo de blasfêmia, sendo lançados apenas cinco minutos desse espetáculo sexual, ainda contra a vontade da gravadora, mas com a justificativa de que era uma peça fundamental para compreensão da obra.
Inicialmente, quem iria cantar essa canção era algum inglês, pois Costas gostaria de ouvir a histeria do narrador através de um sotaque britânico, mas quando Irene surgiu foi dada a ideia para ela, que topou e fez todas as vozes de puro improviso, o que torna essa faixa ainda mais atraente. Outro detalhe interessante é que na Espanha essa faixa foi riscada no álbum quando do seu lançamento (algo como feito com as canções da Blitz aqui no Brasil nos anos oitenta), e a venda de 666 foi proibida por lá durante muitos anos somente por causa de ‘∞’. Dica: mostre essa música para sua mãe e diga que quem está tocando percussão é o mesmo cidadão que fez a música que estava na abertura de sua formatura e duvido que ela acredite, se é que ela vai chegar até o primeiro minuto da canção.
O lado C encerra com ‘Hic Et Nunc’, outro belo rock, com o piano sendo destaque ao lado da guitarra e das vozes. Bom som para fechar esta etapa do apocalipse.
O lado D é talvez o mais difícil de ser assimilado, contando com apenas duas canções, a longa ‘All The Seats Were Occupied’, onde praticamente um resumo de todo o álbum é feito. Começa com uma viajante sessão de guitarra e moog apenas, crescendo com a adição da bateria e do baixo (lembrando muito ‘The End’ dos Doors) e passando por vários temas do disco, inclusive com algumas frases de ‘∞’. Alterna momentos com a guitarra solando de forma alucinada e outros incrivelmente soturnos e demoníacos, onde o baixo predomina, encerrando com uma frase retirada de um disco de ensinamento de inglês da BBC que diz apenas “all the seats were occupied”, e leva ao final do LP com ‘Break’. Nesta faixa Roussos se despede dos amigos, com o acompanhamento do piano, enquanto Vangelis canta de forma jazzística “stoobeedooobedoo”, com direito a um pequeno solo de guitarra e finalmente a despedida final, dizendo apenas “fly, high and then you make it” e “do it”.
Um single de 666 (1972) foi lançado em novembro de 1972, ‘Break / Babylon’, e que acabou pegando pó nas prateleiras, assim como o álbum, que não vendeu muito principalmente por causa da censura em torno do mesmo. Porém, nos dias atuais 666 (1972) é considerado como um dos principais discos do rock progressivo e o melhor da carreira da Aphrodite’s Child. Em uma pesquisa feita pelo conceituado site All Music Guide, 666 recebeu quatro estrelas e meia em uma cotação de cinco, com a justificativa de que ouvir o álbum na íntegra era demasiadamente complicado. Já a IGN Entertainment classificou 666 como o terceiro melhor disco progressivo de todos os tempos, ficando atrás apenas de In The Court Of Crimson King (1969) do King Crimson em segundo lugar e The Lamb Lies Down On Broadway (1974) do Genesis.
Segundo Roussos e Vangelis, a Mercury podou e muito a versão original do álbum, que era para ser lançado em formato quádruplo. Os outros dois discos (incluindo a versão completa de ‘∞’) estão perdidos em algum lugar deste planeta, esperando por uma alma para lançá-los para nós, meros mortais.
Roussos seguiu em uma carreira solo voltada para o pop, tocando em diversos países e lançando um CD chamado Live In Brazil (2006)anos depois, enquanto Vangelis virou o monstro sagrado dos teclados que conhecemos hoje, com participações em várias trilhas sonoras de filmes, além de formar dupla no início dos anos oitenta com Jon Anderson (vocalista do Yes), com quem também obteve relativo sucesso. Vez ou outra Vangelis e Roussos se encontraram nos estúdios, como nas gravações de Chariots Of Fire (1981) e Blade Runner (1983), mas o Aphrodite’s Child nunca mais retornou à ativa.
Koulouris adotou apenas o nome Silver, vindo a participar do álbum Souvenirs De Roussos (1975), além de fazer parte por um bom tempo da banda de Vangelis. Sideras lançou seu segundo álbum solo, Pax Spray (1973), participando do álbum My Only Fascination (1974) de Roussos, além de fazer parte das bandas Ypsilon (ao lado de Lakis Vlavianos e Dimitris Katakouzinos), com quem lançou o disco Metro Music Man (1977) e vários compactos, e também do Eros (com Lakis Vlavianos, Charis Chalkitis e Dimitri Tambossis), com quem lançou apenas o compacto ‘Rain Train / I Can See It’, em 1971. Trabalhou em vários discos de outros cantores, como L’Alba (Riccardo Cocciante – 1975), Love’s Fool e Dead Line (Sigma Fay – 1979 e 1981) e em 2008 lançou o CD Stay With Me (2008).
O Aphrodite’s Child entrou para a história da música grega como a principal banda daquele país, e marcou época nos anais do rock progressivo em suas duas distintas fases, a primeira marcada por baladas e simplicidade e a segunda por 666 (1972). Cavuque nos sebos atrás dessas preciosidades, e descubra que nem só a Inglaterra fazia rock progressivo de qualidade nos anos setenta, e principalmente, saboreie os 40 anos de um dos principais discos do rock progressivo.

VOLTAR