SIR CHRISTOPHER LEE:

                                                                                                                                                             

18102017 - GRITO DE HORROR 2:

Ben white vai ao funeral de sua irmã e heroína do filme anterior, a jornalista Karen White, e encontra Jenny, uma de suas colegas, junto a um homem misterioso chamado Stefan Crosscoe, o qual convence-os de que Karen é um lobisomem através de uma gravação que mostra uma de suas transformações. Após destruir o corpo de Karen, Crosscoe convence Ben e Jenny a irem com ele e uma colega, Marianna, para a Transilvânia afim de destruir Stirba, a rainha dos lobisomens, numa batalha que misturará diversas criaturas e trará revelações surpreendentes.

03102017 - SIR CHRISTOPHER, TIM BURTON E JOHNNY DEEP NO FILME "SOMBRAS DA NOITE".

02102017 - SOBRE QUE AS CINZAS DE SIR CHRISTOPHER LEE FORAM ESPALHADAS NO LITORAL NA ITÁLIA.

15042017 - SIR CHRISTOPHER:

10022017 - O CONDE DRÁCULA É ETERNO:

27012017 - O SANGUE DE DRACULA (1970):

22012017 - A CASA QUE PINGAVA SANGUE:

Revisitemos A Casa que Pingava Sangue (1971), já um pequeno clássico do horror e caro especialmente aos amantes dos terror tales, tão comuns na saudosa década de 1970 e hoje completamente esquecidos. Pois é um daqueles filmes divididos em episódios, com um fio condutor amarrando a trama e funcionando como uma historieta à parte. São quatro histórias curtas (em média 20 minutos cada uma) e todas são ótimas, cada uma com sua própria peculiaridade distinta, com um gosto envelhecido, agradável, talvez até com cheiro das páginas amareladas daqueles contos curtos porém rasteiros que saíam aos montes em magazines de horror e suspense como Mistério Magazine de Ellery Queen, Mistério Magazine de Alfred Hitchcock, Horas de Suspense, etc. E não é para menos, já que todo o filme é baseado em histórias do mestre do horror e suspense Robert Bloch (e também com roteiro de seu próprio punho), mais conhecido como autor do romance Psicose (1959), que Alfred Hitchcock transformou num clássico do cinema.

Bloch, aliás, escreveu e roteirizou uma série de filmes entre os anos de 1960 e 1970, todos eles para a produtora Amicus, que na época rivalizava com a Hammer Films, também inglesa, no mercado de horror. Só para dar uns exemplos desses filmes, hoje pérolas raras e amadas pelos aficionados: As Torturas do Dr. Diábolo, Asilo Sinistro, Picada Mortal.

Quanto à Casa que Pingava Sangue, e para aqueles que ainda não viram (e que desejam ver), seria chato conhecer a fundo a trama de cada episódio, por isso irei me limitar a pinceladas rápidas, apenas para uma primeira apreciação. Tudo começa quando um inspetor da Scotland Yard sai em busca de um ator de filmes de terror desaparecido, chamado Poul Anderson, tempos depois de ter alugado a famigerada casa, então sob o controle de um tal de Sr. Stoker. Na delegacia do próprio vilarejo, um assustado oficial de polícia conta ao agente outros casos estranhos de desaparecimento e morte que ocorreram num passado não muito remoto e que tinham relação com a casa. E então nos são apresentadas as histórias.

Na primeira delas (baseada no conto Method for Murder), um escritor de livros de crime e mistério resolve se isolar na mansão, juntamente com sua esposa, para terminar um novo trabalho, e acaba sendo vítima não propriamente de suas ideias obsessivas, mas de algo ainda mais insuspeito. Ele cria um personagem psicopata chamado Dominic e acredita estar sendo vítima de sua própria criação. O conto não é, como se poderia imaginar a primeira vista, completamente previsível: há um jogo psicológico com o espectador que funciona maravilhosamente (eu, pelo menos, caí que nem patinho). Sem dúvida é aqui, justamente nessa primeira história, que vemos a influência maléfica da casa se manifestando de forma mais intensa, fazendo jus à sua fama, talvez um tanto exagerada, de mal assombrada, embora a casa não participe, em qualquer uma das histórias, de maneira direta sobre as tragédias que recaem sobre os personagens, mas apenas, e como nos diz o próprio narrador, exerce uma estranha influência sobre sua personalidade. Tendo a personalidade ideal (seja lá o que isso signifique) não há qualquer problema.

A segunda história (Waxworks) é mais indireta ainda, já que o crime, o clímax do conto, não é relacionado à casa propriamente dita, mas a uma antiga e provavelmente não resolvida questão de adultério entre uma bela mulher já falecida (chamada apropriadamente de Salomé) e alguns homens que a amaram no passado. Acontece que o dono de um museu de cera da cidade construiu uma cópia perfeita de Salomé e a mantém exposta, até que um negociante aposentado (interpretado por ninguém menos que o grande e inigualável ator britânico Peter Cushing) a descobre perdida na semi-obscuridade do museu e fica fascinado pela sua beleza e por estranhas recordações do passado. Esse homem, não por acaso, acabara de se isolar na Casa, e daí à conclusão de que algo aterrador irá acontecer é um pulo. Esse, ao menos, levará consigo um velho amigo, que também fora no passado um joguete de Salomé e ainda se mantém preso em recordações saudosas.

Essa história não é absolutamente original, já que parte da lenda de Salomé (aquela que fora uma princesa na época do Rei Herodes, e que já foi contada e recontada, entre outros, até pelo poeta irlandês Oscar Wilde numa peça de teatro), e mescla com o tema comum às histórias de horror envolvendo um museu de cera. É possível que o conto esteja até mesmo deslocado da premissa do filme, mas acaba passando batido por ser, entre outras coisas, divertido, simpático, com bons atores e, of course, ter Peter Cushing no elenco.

O que nos leva à terceira história (Sweets to the Sweet) – e a minha preferida. Não somente pelo fato de ter Christopher Lee no elenco, mas por ser a mais sádica, cruel e diabólica, a despeito do fato de apresentar uma linda garotinha loira como estrela principal. Lee interpreta um pai austero e anti-social, que resolve se isolar com a filha na casa de campo por achar que ela herdou, da mãe, uma tendência a práticas de bruxaria. E talvez ele tenha razão; por medo, acaba tratando a menina com rispidez, o que só faz aumentar a raiva e a vontade de vingança da garotinha. Nem mesmo a presença de uma belíssima e dedicada babá impedirá a tragédia que se desenrola aos poucos no casarão. Final previsível, mas aterrador, sinistro, resgatando a prática macabra do vodu tal como se acreditava que era praticado pelas bruxas da idade média. Uma história crua, gélida, e Lee, como sempre, muito à vontade no papel.

A quarta história é aquela que iniciou tudo (a história do ator de filmes de terror desaparecido, o tal Paul Anderson), que havia alugado a casa durante o tempo em que iria atuar num novo filme de horror mas, por causa de uma capa de vampiro supostamente verdadeira, acaba se envolvendo numa trama vampírica macabra e insuspeita. Além do canastríssimo Jon Pertwee como o astro de cinema (como ele enfatiza com toda pompa), esse episódio traz a diva do terror inglês Ingrid Pitt, que já na década anterior vinha se destacando nos filmes de terror da produtora Hammer, mais especificamente naquele que se tornou um clássico: A Condessa Drácula (inspirado na história de Elizabeth Bathory). O conto é muito divertido e revive com bom humor e originalidade o tema do vampirismo, então já revirado do avesso nos filmes de terror britânicos. Curiosamente, essa história é a única que consegui encontrar na forma do conto original escrito por Robert Bloch: saiu numa coletânea portuguesa de histórias de vampiros chamada 12 Histórias de Vampiros – Apresentadas por Roger Vadim, mas é bastante diferente da adaptação em filme, preservando só a ideia da capa que tem poderes de transformar em vampiro quem a veste. Clima sinistro do começo ao fim, bons argumentos, boa música, atores carismáticos, a junção de todos esses elementos, e muito mais, tornam A Casa que Pingava Sangue um verdadeiro clássico. Filme que não canso de rever.

20012017 - ETERNO SIR:

22112016 - O HOMEM DE PALHA:

Não é a toa que O Homem de Palha, do diretor Robin Hardy, é tido hoje como um dos maiores cults do gênero suspense. Idealizado pelo roteirista Anthonny Shaffer, o filme foi concebido desde o início como uma revitalização para o gênero, que já se encaminhava para a escassez de ideias que se faz tão presente nos dias de hoje. A ideia de Shaffer era criar um projeto que se desvirtuasse do que os estúdios Hammer (de onde surgiram outros filmes cultuados como Frankenstein, Drácula, O Lobisomem, entre outros) vinham realizando desde o começo da década de 70. Disposto a criar algo mais ousado e fora do convencional, Shaffer buscou sua inspiração nos costumes das religiões pagãs e em seus rituais de sacrifício que visavam alcançar fartura e inspiração. Assim nascia um dos filmes de terror mais chocantes e emblemáticos da década de 70.

E todo o processo de desenvolvimento de O Homem de Palha não foi dos mais fáceis. Tanto Shaffer quando o diretor Robin Hardy encontraram sérios problemas durante a produção e durante todo o andamento da distribuição da película. E mesmo sendo lançado no mesmo ano em que o mundialmente conhecido O Exorcista chegava às telonas e atraia multidões aos cinemas, todo o esforço dos realizadores parece ter valido à pena, já que o filme obteve uma ótima recepção do público, além de elogios por parte da crítica especializada. Foi a prova de que, com um pouco de ousadia e entusiasmo, o público está sempre pronto para aceitar novas ideias.

O filme é, basicamente, um misto entre filme de terror, suspense investigativo e uma corajosa inserção de números musicais durante a projeção. Howard (Edward Woodward), um policial fortemente cristão, é mandado para a costa escocesa, mais especificamente a Ilha Summerisle, à fim de desvendar o desaparecimento de uma garotinha. Aos poucos, Edward vai percebendo a verdadeira natureza dos habitantes do local, que sempre afirmando não saberem de nada, despertam no policial um grande sentimento de desconfiança sobre o que se passa naquela ilha.

Mesmo tendo sido lançado há quase 40 anos, O Homem de Palha ainda preserva sua facilidade em chocar e deixar o espectador perplexo com o desenvolvimento de sua narrativa. Optando por um desenvolvimento lento que, gradativamente, vai deixando nossa apreensão cada vez maior, Hardy cria imagens surreais e impactantes, como a orgia no cemitério ou a dança sensual da personagem Willow (Britt Ekland). Tais momentos bizarros são mesclados perfeitamente com os números musicais do longa, cujas letras evidenciam a devoção dos habitantes de Summerisle aos símbolos fálicos e a valorização da sexualidade sem moralismos. Com elementos fora do usual como estes, Hardy é eficiente na construção do clima de mistério do filme, que a cada minuto vai se tornando mais intrigante e iminente.

Aliás, é visível a preocupação de Hardy nos detalhes da produção, como os figurinos e as locações exóticas, que conseguem ser sedutoras e, ao mesmo tempo, despertam uma sensação de claustrofobia, como se apesar de toda a beleza, aquele local escondesse segredos obscuros por trás de cada porta.

Porém, o elemento responsável pelo reconhecimento de O Homem de Palha no gênero é a proposta apresentada sobre o choque entre religiões e culturas distintas. Edward é profundamente enraizado no catolicismo, e ao se encontrar diante dos hábitos pagãos e peculiares dos habitantes da ilha, o choque do personagem se torna inevitável. Assim, Hardy expõe, porém sem moralismos ou arrogância, sua verdadeira visão sobre as crenças religiosas, que para ele são somente uma união de costumes onde as pessoas buscam conforto e esperança, passando longe do senso de justiça. Mas habilmente, Hardy e Shaffer não permitem que suas visões pessoais imperem sobre o filme, e ao chegarmos no chocante e inesperado desfecho, o filme escancara seu verdadeiro objetivo: uma crítica sobre todas as ações e atrocidades cometidas em nome de um único Deus, e até onde nossas crenças atingem o bom senso.

Assim, O Homem de Palha se encerra de forma pertinente, incômoda, tocando em detalhes que, de certa forma, parecemos ignorar em prol de manter estabilidade em nossas ações. Uma brilhante junção entre terror e crítica social, que até hoje permanece como um autêntico clássico, sendo mais que merecida sua descoberta para o público atual.

10072016 - RASPUTIN O MONGE LOUCO:

Grigori Yefimovich Novykhn, mais conhecido como Grigori Rasputin, foi uma das figuras mais curiosas da história mundial. A princípio um monge expulso de monastérios por causa de seu comportamento (era um mulherengo incorrigível e bêbado compulsivo), Rasputin usou sua inteligência e supostos poderes paranormais para pavimentar seu caminho rumo ao palácio da família Romanov, onde agia como conselheiro da czarina. Com a chegada da Primeira Guerra, Rasputin se tornou o verdadeiro chefe da Rússia, governando todo o país através dos czares. Por isso, foi considerado perigoso demais para viver, e um complô foi armado para seu assassinato, sendo preciso uma alta dose de veneno e um tiro para que finalmente morresse.

A maior parte desta história você não vai ver no filme de 1966 da saudosa Hammer Films chamado Rasputin: O Monge Louco, estrelado pelo genial Christopher Lee, em grande forma. Isso porque, apesar de contar com vários personagens reais, esta película dirigida por Don Sharp está longe de ser uma biografia do misterioso personagem. É sim uma produção com aqueles elementos típicos do estúdio inglês, que usa a figura de Rasputin para criar um legítimo filme de horror.
 

Filmado lado a lado com o clássico Drácula: O príncipe das trevas, e usando, inclusive, boa parte do elenco e equipe deste, Rasputin começa com uma daquelas típicas tabernas dos filmes da Hammer. Um médico é chamado para tratar da esposa (Mary Quinn) do proprietário do lugar (Derek Francis), que está sofrendo com alguma doença desconhecida. O doutor dá poucas esperanças de sobrevivência. É aí que surge Rasputin, um estranho de longas barbas e cabelos, vestido em roupas grosseiras e que se oferece para curar a mulher. Ele sobe até o seu quarto e segura seu rosto nas mãos por longos minutos, e quando as tira, a doença vai embora. Rasputin então exige que seja feita uma festa para comemorar.

E assim, no meio de dança e bebida, a filha do proprietário (Fiona Hartford) se engraça pelo misterioso homem, e os dois vão dar uma escapadinha no celeiro. Mas o namorado da moça, Vassili (Brian Marshall), louco de ciúme, vai atrás dos dois e tenta matar. Eles se engalfinham um com o outro e, como resultado, o rapaz perde a mão e Rasputin é expulso de seu monastério.

Ele resolve então ir para São Petersburgo para fazer fortuna. Chegando lá, vai para a primeira taberna que encontra e entra numa disputa de quem bebe mais com o Dr. Boris Zargo (Richard Pasco). Chegam também na taverna quatro nobres, Sonia (Barbara Shelley), Ivan (Francis Matthews), Vanessa (Suzan Farmer) e Peter (Dinsdale Landen, o único destes quatro atores que não esteve no elenco de Drácula: O príncipe das trevas). Eles observam Rasputin, enquanto ele vence o concurso de bebidas e dança pela taberna. Mas o monge fica furioso ao ver que Sonia ri dele, e exige desculpas.

Os quatro amigos voltam para casa, mas Sonia aparece na casa de Rasputin e, sob efeito de hipnose, vai para a cama com ele. Ao saber que a moça é amiga da família real, ele lhe dá outra sugestão hipnótica, de que faça com que o pequeno herdeiro do trono (Robert Duncan) sofra um acidente e que uma vez que esteja ferido, o próprio Rasputin seja chamado para curá-lo.

Assim se dá, e Rasputin acaba caindo nas graças da czarina, recebendo dinheiro e regalias por seus serviços. Mas, apesar de manter a imagem de homem sagrado, ele continua secretamente com seus vícios e devassidões, chegando ao ponto de cometer assassinatos.

Como dito antes, o filme muda radicalmente a história real. O verdadeiro Rasputin conseguiu muito mais poder no palácio dos czares, e seu destino foi diferente e mais sangrento. Além disso, não há nenhuma menção à Revolução Russa, à Primeira Guerra Mundial ou ao assassinato dos Romanov. Mas isso não tira a qualidade do filme, que continua sendo um ótimo entretenimento, além de contar com algumas cenas fantásticas, como aquela em que Peter invade a casa de Rasputin, que se esconde na escuridão para atacá-lo. Com um ótimo jogo de luz e sombra, esta cena está entre as mais bem feitas de qualquer filme dos estúdios Hammer.

É claro que isso não valeria nada se o personagem principal não fosse convincente. Christopher Lee tem uma grande atuação, talvez a melhor de seu invejável currículo. Quem está acostumado a ver Lee como Drácula certamente terá um choque ao vê-lo personificando um personagem depravado e de cabeça quente, completamente diferente de sua persona.

No documentário As Várias Faces de Christopher Lee, o ator afirma, inclusive, ter tido um encontro com a filha do verdadeiro Rasputin após o lançamento do filme, que disse que ele se parecia muito com seu pai. Lee afirmou que havia uma grande diferença, por ser mais alto e não ter os famosos olhos azuis do monge, e ouviu como resposta: “Eu me refiro à expressão!“. Curiosamente o próprio Lee seis anos mais tarde confrontaria um personagem inspirado na figura de Rasputin no filme Expresso do Horror (1972), neste caso um padre interpretado por Alberto de Mendonza.

Então, já sabe: se quiser se divertir e conhecer um lado diferente de Christopher Lee, não deixe Rasputin: O monge louco passar batido. Agora, se o seu objetivo for aprender um pouco de história, é melhor ler um bom livro sobre o assunto. Mas, por via das dúvidas, sugiro que faça os dois. Este é um homem que certamente merece ser conhecido

12052016 - A MANSÃO DA MEIA-NOITE: 

O elenco principal do filme A Mansão da Meia-Noite (House of the Long Shadows, 1983) é formado por John Carradine, Vincent Price, Peter Cushing e Christopher Lee. Esclarecido este fato, eu não precisaria escrever mais nada; o inigualavelmente poderoso elenco fala por si só. Mas, como um filme de terror sem precedentes na história e de uma importância sentimental ao gênero única, quero, aqui, deixar minha impressão.

Digo sem precedentes, pois foi o único filme a reunir os eternos astros da escola clássica de terror da segunda geração (a primeira, também igualmente poderosa, é formada, creio eu, por: Lon Chaney, Bela Lugosi, Boris Karloff e Lon Chaney Jr., mas devo citar também outra galeria do horror, esta formada pelos geniais Peter Lorre, Basil Rathbone e Donald Pleasense, entre outros, que ajudaram a fortalecer ainda mais este gênero inigualável). Na realidade, A Mansão da Meia-Noite é saudado pelos fãs como um tesouro riquíssimo e um presente emocionante, visto que seu objetivo principal é justamente este, levando-se também em consideração a sua história, no verdadeiro estilo Old Dark House, que ajuda ainda mais a fechar com chave de ouro a era dourada do cinema clássico de horror.

Baseada na clássica novela Seven Keys to Baldpate, a primeira história do prolífico escritor Earl Derr Biggers, publicada em 1913 e adaptada posteriormente por George M. Cohan, A Mansão da Meia-Noite apresenta uma atmosfera gótica perfeita, vindo já desde os primórdios do cinema, pois a primeira versão desta história consta de 1917, passando por outras adaptações em 1925, 1929, 1935 e 1947. Porém, todas versões raríssimas.

A sua ambientação no filme de 1983 é considerada totalmente gótica, apesar de que as produções da década de 80 preferiam uma caracterização mais realista, servindo para provar que a arte de se dar sustos cabe a quem sabe fazê-lo; o que é o caso de nossos idolatrados atores.

Em geral, o elenco deste filme está muito bom, com destaque também para o ator Desi Arnaz Jr., que interpretou o personagem Kenneth MaGee, um bem sucedido escritor comercial. Durante um almoço com seu editor Sam Allyson (Richard Todd), MaGee resolve fazer uma aposta de 20 mil dólares com ele, para provar que poderia escrever uma história de terror, nos moldes dos antigos clássicos, em 24 horas, bastando achar um lugar conveniente. Seu editor, além de concordar, ainda lhe indica um local mais que perfeito, a famosa mansão de Baldpater Manor, conhecida por sua fama de amaldiçoada (não fosse por ser uma das primeiras do gênero, essa história poderia ser considerada apenas mais um clichê).

Chegando à mansão, MaGee começa a perceber o clima denso, perfeito para um conto fantástico, principalmente quando o escritor descobre a presença de caseiros, John Carradine e Sheila Keith, tendo sido informado anteriormente que a mansão se encontrava vazia. Quando a jovem Mary Norton (Julie Peasgood) aparece, o clima fica ainda mais misterioso para o escritor, principalmente quando ela tenta adverti-lo a abandonar imediatamente a mansão, pois corre perigo de vida.

A partir daí começa a acontecer o verdadeiro desenrolar de toda a trama e, mostrando um argumento no mínimo curioso, os nossos astros começam a chegar, um por um, cada qual a sua maneira. Sebastian Grisbane (Peter Cushing) é o primeiro, seguido por Lionel Grisbane (Vincent Price) e tendo por último o senhor Corrigan (Christopher Lee).

O escritor MaGee acha muito estranho, pois acreditava ser o único a possuir a chave da porta principal, por onde todos entraram. Quando estão todos finalmente reunidos, já a certa altura do filme, podemos sentir a verdadeira áurea de mistério que envolve esta produção. Imaginem o clima: uma mansão perdida nos confins da Grã-Bretanha, num lugar isolado e misterioso, um frio arrebatador e uma chuva que parece não ter fim, tendo em seu interior nomes dos quais é melhor nem se pronunciar. Imaginaram? Tal é a atmosfera deste filme.

Finalmente Kenneth MaGee e sua inesperada companheira Mary Norton, através de antigos quadros, descobrem a verdade sobre o grupo de pessoas que se encontram na mansão. Trata-se de uma reunião muito importante da família Grisbane, sendo os supostos caseiros, nada mais, nada menos do que o chefe Lord Grisbane e sua filha Victória, irmã de Sebastian e Lionel. Corrigan diz ser um rico empresário que está a ponto de comprar a propriedade da agora decadente família, para revendê-la a um polo industrial.

O mais assustador, no entanto, é o objetivo da reunião do outrora poderoso clã Grisbane: a libertação do filho mais novo do velho Lord, Roderick Grisbane, trancado em seu próprio quarto durante 40 anos por decisão da família, já que cometera atos de violência e brutalidade no passado. A partir daí começam as mortes, todas causadas pelo furioso e vingativo Roderick. O primeiro a morrer é o próprio Lord, sendo acompanhado por sua filha Victória e seus filhos Sebastian e Lionel respectivamente. Mas tudo com uma áurea de mistério e terror extremamente bem apurada, digna dos bons tempos de Roger Corman na década de 60.

Pouco tempo antes de morrer, Lionel descobre a verdade a respeito do senhor Corrigan, seu irmão, o próprio Roderick, fato que para os velhos fãs do terror clássico é previsível, mas que pega de surpresa aqueles que não estão acostumados a este tipo de filme. Finalmente, após os fatos esclarecidos e as mortes consumadas, o escritor MaGee, durante uma luta com Roderick, acaba matando-o acidentalmente com um enorme machado. Mas logo em seguida toda a trama é esclarecida como uma brincadeira do seu editor, ninguém morreu na realidade, foi tudo uma farsa encenada magnificamente pelos atores contratados pelo editor Sam, tendo até a cômica presença de um casalzinho em crise matrimonial. Mas, na verdade, toda esta aventura ocorrida durante a presença do escritor MaGee na velha mansão é a história de seu próprio conto; nada ocorreu de fato, ele pode agora escrever durante toda a madrugada sem a mínima interrupção. O mistério que nos deixamos envolver é a história que renderá a MaGee 20 mil dólares (conquanto ele venha a rasgar o cheque no final do filme)… nada mais.

Um ótimo filme, com um elenco brilhante, o qual é impossível fazer apenas um breve comentário sem deixar-se envolver por sua história. É um marco na produção de horror, reunindo pela primeira e última vez os atores que modelaram o gênero ao qual serão eternamente ligados. Inclusive o personagem Lionel Grisbane (Vincent Price), já a certa altura do filme, diz a seu irmão Sebastian (Peter Cushing) pouco antes de morrer:

– O último encontro marcado pelo destino, certo, irmão?

Jamais esta frase passaria desapercebida para um verdadeiro fã, pois, de fato, foi o último encontro de antigos e eternos irmãos de trabalho… a última estirpe de um clã que acabou para sempre!

25042016 -  AEROPORTO 77 - DUBLADO:

Nos sete anos anteriores, a Universal produzira dois filmes envolvendo desastres aéreos ("Aeroporto" e "Aeroporto 75") que foram muito bem nas bilheterias, especialmente o primeiro. Os produtores achavam que o tema "aviões em perigo" ainda tinha fôlego para um terceiro episódio. Nos dois anteriores, as ameaças aéreas foram, respectivamente, uma bomba que abria um rombo na fuselagem de um avião e o choque de uma aeronave comercial com um jatinho, que matava a tripulação e forçava a aeromoça a tomar o controle.

Assim, tudo considerado, qual seria a escolha mais lógica para o argumento de um terceiro "Aeroporto"?
a-) Um avião que cai no meio do oceano e afunda, ameaçando afogar todos os passageiros quando a água invadir a aeronave?
b-) Uma tragédia aérea no temido Triângulo das Bermudas?
c-) Um avião particular, que está sendo usado como palco para uma festa de ricaços, colide com uma plataforma de petróleo, colocando a vida de todos em risco?
d-) Criminosos que sequestram um avião para roubar sua valiosa carga?
e-) Todas as alternativas acima?

Pode até parecer inacreditável, mas a resposta para a pergunta é a opção"e"! Não sei de qual hospício a Universal tirou os roteiristas Michael Scheff e David Spector, mas a dupla simplesmente misturou todos esses argumentos num único filme, e o resultado foi AEROPORTO 77 - disparado o melhor filme da franquia.

Inacreditável, também, é que um negócio chamado AEROPORTO 77 tenha tão poucas cenas no próprio aeroporto ou nos ares. Porque se nas aventuras anteriores o desastre aéreo era controlado pelos protagonistas, aqui a tragédia finalmente se consuma e o avião cai. Felizmente (ou não), a aeronave cai no meio do oceano, afunda e cria toda uma nova situação de perigo para tripulação e passageiros: como sair dessa fria antes que o oxigênio no interior do avião acabe, ou que a fuselagem arrebente, matando a todos afogados?

Não precisa pensar muito para perceber de onde veio a inspiração para um filme de avião que se passa debaixo d'água (!!!): em 1972, logo depois do sucesso do "Aeroporto" original, a 20th Century Fox lançou "O Destino do Poseidon", de Ronald Neame, sobre o naufrágio de um transatlântico e o drama de celebridades como Gene Hackman, Ernest Borgnine e Shelley Winters para escapar da terrível morte por afogamento. Foi outro grande sucesso de bilheteria (refilmado por Wolfgang Petersen em 2006).

Além disso, já não havia mais muito a acrescentar depois de dois "Aeroporto" e dos diversos filmes para a TV mostrando aviões em perigo, como "Assassinato no Voo 502" (1975), de George McCowan, com Robert Stack e Farrah Fawcett, e "Voo para o Holocausto" (1977), de Bernard L. Kowalski, com Christopher Mitchum e Desi Arnaz Jr.

Espertinha, a Universal resolveu fazer uma espécie de "crossover" unindo as duas tragédias, aérea e naval. E se parte do público já sofria com a situação claustrofóbica de passageiros indefesos à mercê de uma aeronave em perigo, o que dizer da duplamente claustrofóbica sensação de estar preso dentro de um avião em perigo SUBMERSO?

Novamente produzido por Jennings Lang e William Frye (a dupla responsável pelo anterior "Aeroporto 75"), e dessa vez dirigido por Jerry Jameson, AEROPORTO 77 descarta logo de cara o tradicional voo comercial dos filmes anteriores. Aqui, somos levados a bordo de um luxuoso Boeing 747-100 particular, modificado por um bilionário para ser seu brinquedinho particular, com direito a piano-bar, jogos eletrônicos, escritórios e até quartos para seus distintos convidados.

O dinheirudo em questão é Philip Stevens (James Stewart, que em 1951 enfrentou problemas aéreos em "Na Estrada do Céu", mas aqui nem chega perto do avião). Ele convida amigos da alta sociedade, celebridades e familiares para fazer a viagem inaugural do luxuoso avião, entre Washington e Palm Beach. Não bastasse transportar boa parte do PIB da região, o 747 também leva, no compartimento de carga, a coleção particular de arte de Stevens, de valor incalculável, que está sendo transferida para um novo museu.

É claro que isso atrai a cobiça de uma organizadíssima quadrilha de ladrões profissionais, que infiltra-se entre a tripulação e coloca todo mundo para dormir com gás durante a travessia do Atlântico. O co-piloto Chambers (Robert Foxworth), que está mancomunado com os bandidos, desce com a aeronave para voar rente ao nível do oceano, fazendo-a desaparecer do radar.

O plano dos ladrões era pousar na pista abandonada de uma ilha próxima antes que todo mundo acordasse, mas é óbvio que a coisa não vai ser tão simples: bem no meio da região conhecida como Triângulo das Bermudas (coincidência??? hein? hein? hein?), Chambers desvia tarde demais de uma plataforma de petróleo escondida pela densa neblina, e o choque destrói os motores de uma das asas.

O avião descontrolado acaba caindo no oceano e afunda rapidamente. Para piorar, as equipes de resgate sequer sabem o local onde a aeronave naufragou, já que os bandidos fizeram com que ela sumisse do radar e saíram do curso normal por um bom tempo!

Num daqueles casos clássicos de justiça poética, dois dos criminosos são mortos na queda do avião, e apenas Chambers sobrevive. Os demais passageiros acordam e, horrorizados, percebem que estão submersos a 30 metros da superfície e dentro de um negócio cuja fuselagem não foi projetada para aguentar a pressão da água - ou seja: pode arrebentar a qualquer momento e afogar todo mundo, até porque o avião parou na beira de um abismo e ainda corre o risco de despencar para uma profundidade desconhecida!

A única esperança dos desafortunados ricaços reside no intrépido piloto Don Gallagher (Jack Lemmon!!!), o único que consegue manter a cabeça no lugar e pensar com a lógica em meio a uma situação tão complicada. Ainda há o problema de vários passageiros terem se ferido gravemente na queda, e o fato de o único "médico" a bordo ser um veterinário! E agora, José? Como sair dessa?

AEROPORTO 77 não apenas tem o maior número de desastres consecutivos (queda de avião E naufrágio no mesmo filme!), mas também possui, de longe, o elenco mais estelar da franquia. Além dos lendários James Stewart e Jack Lemmon, que eu jamais imaginei que veria num filme-catástrofe, vários astros surgem em pequenas participações interpretando os passageiros do fatídico voo naufragado, e todos eles com seus próprios dramas pessoais, claro.

Temos, por exemplo, o casal em crise formado pela oscarizada Lee Grant e por... putzgrila! Christopher Lee. Temos um pianista cego (Tom Sullivan) e a garota que é apaixonada por ele (Kathleen Quinlan). Temos Lisa, a filha do milionário (Pamela Bellwood), e seu próprio filho, Benjy (Anthony Battaglia), que viaja para conhecer o avô. Temos a coroa em crise (Olivia de Havilland) que encontra um velho admirador a bordo (Joseph Cotten). Temos o garçom negro (Robert Hooks) que espera o telefonema da esposa grávida e prestes a dar à luz. E ainda Brenda Vaccaro, M. Emmeth Walsh, Darren McGavin, Michael Pataki (como um dos ladrões, é claro!) e o eterno coadjuvante da série, George Kennedy, mais uma vez dando as caras como Joe Patroni, que era mecânico em "Aeroporto", vice-presidente de outra companhia aérea em "Aeroporto 75" e aqui aparece trabalhando numa terceira empresa!!!

Ok, é preciso dar um desconto para a premissa absurda, já que a situação representada no filme jamais poderia acontecer na vida real por dois motivos: primeiro, o impacto de uma "aterrissagem" no mar àquela velocidade arrebentaria o avião no meio; segundo, a aeronave não afundaria tão rápido como mostrado no filme, pois o interior pressurizado a manteria mais leve que a água durante tempo suficiente para providenciar o desembarque dos passageiros, mesmo com o buraco na fuselagem provocado pela colisão na plataforma de petróleo.

Mas e quem diabos espera realismo numa aventura tosqueira como essa? O que importa é que o filme funciona e, dos quatro episódios oficiais da série "Aeroporto", este é o que traz mais situações de tensão e perigo e menos dramalhão. Até porque, nos outros, o avião fica no ar e os personagens não têm muito o que fazer além de ficar sentadinhos, gritar e confiar nos pilotos (ou na aeromoça); aqui já há uma interação muito maior entre todos, e também mais momentos de suspense, principalmente quando a água começa lentamente a invadir o interior da aeronave.

Quando filmou AEROPORTO 77, o diretor Jameson já era praticamente um especialista em cinema-catástrofe, tendo dirigido várias produções televisivas com histórias do gênero: "Heat Wave!", sobre um casal tentando sobreviver durante uma implacável onda de calor que secou todas as fontes de água da sua cidadezinha; "The Elevator", sobre o drama de pessoas presas dentro de um elevador no topo de um arranha-céu (?!?); "Hurricane", uma história sobre caçadores de tornados filmada 20 anos antes de "Twister"; "Terror on the 40th Floor", que era uma cópia barata de "Inferno na Torre", e até "The Deadly Tower", baseado no episódio real do sniper Charles Whitman, aqui interpretado por... um jovem Kurt Russell!

Enfim, com tantos trabalhos pregressos nessa linha, Jameson já estava mais do que preparado para dirigir uma superprodução "catastrófica" como essa, e não faz feio. Pelo contrário: em comparação com a direção burocrática dos outros episódios, ele até que se sai bem demais, colocando seus personagens em constantes situações arriscadas, matando vários deles sem dó e até criando algumas cenas de roer as unhas.

Um dos pontos altos envolve Jack Lemmon e Christopher Lee enfrentando um arriscado mergulho, em que o Drácula acaba se dando mal (imagens acima). Sem nenhuma frescura, o próprio Lee fez as cenas em que seu cadáver afogado aparece flutuando! A meia hora final do filme também é ótima, e envolve a tentativa de resgate do avião submerso. Para isso, a Marinha norte-americana põe em prática um plano mirabolante, usando mergulhadores e balões cheios de gás.

Consta que a produção primou pelo realismo nesse aspecto, e os procedimentos mostrados estariam dentro dos padrões usados para resgates semelhantes (ou pelo menos assim confirma o letreiro no fim do filme). Isso provavelmente credenciou Jameson para dirigir o posterior "O Resgate do Titanic" (1980), sobre outra operação delicada de resgate cujo título já entrega (mas, apesar da ideia interessante, este outro filme é bem ruim).

AEROPORTO 77 teve um orçamento maior que o da segunda parte (cerca de 6 milhões de dólares) e repetiu o sucesso de bilheteria, embora arrecadando menos que as aventuras anteriores (em torno de 30 milhões nos cinemas norte-americanos). Também foi o segundo filme da série a chegar à entrega do Oscar, sendo indicado a duas estatuetas: Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino (perdeu os dois prêmios para um tal de "Guerra nas Estrelas"...).

O sucesso de público comprovou que ainda havia potencial para histórias sobre aviões em perigo, e até surgiram mais algumas imitações feitas para a TV: "Ameaça no Supersônico" (1977), de David Lowell Rich, com Burgess Meredith, Peter Graves e um jovem Billy Cristal; "A Queda do Voo 401" (1978), de Barry Shear, com William Shatner e Adrienne Barbeau; e "O Fantasma do Voo 401" (1978), dirigido por Steven Hilliard Stern e com Ernest Borgnine e uma jovem Kim Basinger.

Embora subverta a situação básica dos outros filmes (o avião fica pouquíssimo tempo no ar, para o alívio dos que têm medo de voar), este terceiro filme mantém as principais características da franquia. Traz, por exemplo, a tradicional atriz veterana homenageada. Enquanto nos anteriores essa "honra" coube a Helen Hayes, Gloria Swanson e Mirna Loy, aqui a distinção foi aplicada a Olivia de Havilland (abaixo), que estreou como atriz em 1935 e, entre outros filmes, atuou no clássico "E o Vento Levou...".

Só que ela não foi a primeira opção para o papel: outra veterana, Joan Crawford, foi convidada mas pulou fora). Olivia já não trabalha no cinema desde 1988, mas, "até o fechamento desta edição" (dezembro/2013), ainda estava viva, aos 97 anos de idade! Antes de AEROPORTO 77, ela já tinha sido convidada para ser a "celebridade das antigas em perigo" em "Inferno da Torre" (1974), mas recusou. Acabou cumprindo essa função aqui e também no péssimo "O Enxame", de Irwin Allen, lançado em 1978.

Outra característica da série "Aeroporto" que se repete aqui são os astros que cospem no prato em que comeram, arrependendo-se de ter aparecido no filme e fazendo campanha contra ele. No original, essa responsabilidade ficou a cargo de Burt Lancaster; em AEROPORTO 77, tanto Jack Lemmon quanto Christopher Lee assumiram em entrevistas que acharam "um erro" fazer o filme. Lee inclusive declarou que só aceitou participar para ter a oportunidade de atuar ao lado de Lemmon, cujo trabalho admirava.

Finalmente, o roteiro também está inbuído de todo aquele melodrama e moralismo típicos da franquia. Os malvados são castigados pela tragédia, assim como a mulher adúltera, enquanto pouquíssimos dos personagens inocentes morrem, e muito menos a criança que passa a história toda moribunda e prestes a bater as botas - essa se salva, óbvio, porque "Deus é grande".

Mesmo que Lemmon tenha se arrependido de estrelar o filme, ele está muito bem como o piloto que protagoniza pelo menos duas grandes cenas de ação: a primeira quando precisa sair do avião submerso pela área de carga inundada para assinalar a localização da aeronave; a segunda durante o resgate dos passageiros, quando enfrenta a água que invade rapidamente o interior do avião. Tudo somado, ele é o mais heroíco e atuante dos pilotos da série "Aeroporto".

Já Patroni, o personagem pau-pra-toda-obra de George Kennedy, não faz muita coisa aqui, e nem participa diretamente da operação de resgate da aeronave. Ele parece estar de má vontade depois de ter ajudado a salvar o dia nos dois filmes anteriores. Mas tudo bem: Patroni voltaria em alto estilo no quarto e último filme da série, dessa vez promovido a piloto (?!?).

AEROPORTO 77 foi lançado numa época em que a franquia já era bastante popular na televisão. Assim, os produtores decidiram filmar mais uma hora de cenas adicionais (!!!) que foram depois inseridas numa versão mais longa para a TV. E bota longa nisso: a versão televisiva ficou com 190 minutos (1h10min a mais que na versão de cinema!), e foi exibida pela emissora NBC em dois dias (!!!), 18 e 20 de setembro de 1978, como se fosse uma minissérie.

A tal versão estendida virou uma espécie de raridade. Como nunca foi lançada comercialmente, ela até hoje circula em versões com imagem bem ruim que foram gravadas da TV na época da sua exibição. Os 70 minutos a mais tentam tornar os personagens-passageiros mais "humanos", dando-lhes flashbacks que explicam seu passado e suas motivações (a história de Kathleen Quinlan com o pianista cego é muito melhor desenvolvida nessa versão, por exemplo); também mostram algumas novas cenas de ação, incluindo a invasão dos bandidos a um laboratório de segurança máxima para roubar o gás utilizado para "apagar" os passageiros do avião posteriormente.

George Kennedy e seu Joe Patroni também aparecem mais na versão televisiva de AEROPORTO 77, que inclusive resgata o filho do personagem, Joe Jr., que havia aparecido moleque em "Aeroporto 75", mas aqui já está crescido. Nas cenas adicionais, Patroni precisa faltar à formatura do filho para tratar da terceira tragédia aérea da sua carreira.

Além dos flashbacks dos personagens, a edição mais longa inclui ainda mais cenas de cadáveres submersos das vítimas da tragédia, que estranhamente foram cortadas da versão para o cinema (geralmente acontecia o contrário). Para ver imagens dessas cenas adicionais, vale a pena conferir esse site especializado em "disaster-movies".

Para finalizar, duas curiosidades. Primeiro, o fato de AEROPORTO 77 ter virado uma atração no mínimo excêntrica do Universal Studios Tour: até a metade dos anos 80, os visitantes do estúdio podiam participar como "atores" de uma recriação das principais cenas do filme, em cenários bastante parecidos com os da própria produção!

Toda a brincadeira era filmada e editada na hora, e depois os visitantes podiam levar para casa sua participação em AEROPORTO 77 em vídeo ou película 8mm. No YouTube é possível ver uma dessas recriações, devidamente capturada por alguém que visitou a atração na época.

A outra curiosidade é a oportunidade de ver toda a tecnologia do final dos anos 70 disponível no super-avião do milionário (abaixo), incluindo jogos de videogame (o clássico Pong da época pré-Atari, que aqui no Brasil foi jogado por quem teve o pré-histórico "Telejogo Philco"!) e até um rudimentar aparelho reprodutor de laser-disc, o Magnavox Magnavision VLP, usado para projetar um filme com um disco laser do tamanho de um bolachão em vinil (este era o avô do aparelho de DVD, mas na época não colou por causa do preço muito alto).

E se você acha que depois do drama de uma bomba a bordo, de uma aeromoça promovida a piloto e de um avião submerso no oceano os produtores de "Aeroporto" não teriam mais o que inventar, saiba que, poucos meses após a estreia de AEROPORTO 77, o produtor Jennings Lang já estava dando sinal verde para a produção do quarto e último filme da série, "Aeroporto 80 - O Concorde".

Mas digamos apenas que este não é um daqueles casos em que guardaram o melhor para o final: a última aventura da franquia é tão trash, mas tão trash, que faz com que as anteriores pareçam "Cidadão Kane"! Porque se AEROPORTO 77 é o melhor da série como filme de suspense e aventura, "Aeroporto 80" é definitivamente o mais divertido e mais involuntariamente cômico!

23072015 - O HOMEM DE PALHA:
AVALIAÇÃO: 4,7

O Homem de Palha é um filme polêmico e extremamente controverso. Assim como todo bom filme que ouse propor concepções diferentes de religião e que batam de frente com o cristianismo. Se O Exorcista traz o poder cristão ao topo máximo da pirâmide contra o mal, já o filme escrito pelo excelente roteirista Anthony Shaffer (o mesmo de Frenesi, de Hitchcock), renega essa crença e aposta no paganismo como fonte da solução de todos os problemas de uma remota ilha na costa escocesa.

Bom, tudo começa quando o Sargento Howie (Edward Woodward) chega até a ilha, guiado por uma carta que recebeu no continente, para investigar o repentino sumiço de uma garota local, Rowan Morrison. Cristão fervoroso, a ponto de não acreditar no sexo antes do casamento e ser um daqueles sujeitos bem carolas, ao chegar no local fica extremamente chocado com a orientação religiosa dos moradores da ilha, que acreditam em deuses da fertilidade, sem nenhum pudor fazem sexo grupal pelos campos, ensinam sobre a importância de venerar o falo abertamente na escola e até recebe uma cantada descarada da filha do estalajadeiro, que fica dançando e batendo na porta do seu quarto nua em pelo (nessa cena, a atriz Britt Ekland usou uma dublê de corpo para fazer as cenas onde aparece dançando de costas), convidando-o para uma noite de luxúria.

Cada vez mais abismado com o que vê a sua volta, Howie então percebe que há uma imensa conspiração entre os moradores da ilha para ocultar o que realmente aconteceu (ou irá acontecer) com Rowan, incluindo o Lorde Summerisle (Christopher Lee, magnífico), neto do responsável por instalar a religião oficialmente por lá. Em suas investigações, o sargento descobre que a colheita do ano anterior tinha sido um fracasso, e segundo as tradições, um sacrifício humano deveria ser realizado para o Deus do Sol e a Deusa dos Pomares, afim de garantir uma farta colheita no próximo outono. E Rowan será sacrificada durantes esses festejos de 1º de maio.


16072015 - DRÁCULA O PERFIL DO DIABO:

14072015 - A REVISTA BRASILEIRA "PREVIEW" FEZ UMA HOMENAGEM A SIR CHRISTOPHER LEE EM DE JULHO DE 2015. ESPERO QUE TODOS GOSTEM !

18062016 - JOHNNY DEPP, COM COMPARTILHOU COM SIR CHRISTOPHER LEE EM CINCO FILHES DIRIGIDOS POR TIM BURTON, LEMBRA O ATOR COMO "HIPNÓTICOS E COMANDANTE NO NOBRE E VALENTE".

Lee, que morreu 07 de junho em Londres aos 93 anos, deixou sua marca como Drácula em uma série de Hammer Films começaram com 1958 de "Drácula" e passar a Tais papéis como o malvado feiticeiro Saruman em O Senhor dos Anéis e os filmes Hobbit e o Conde Dooku em Star Wars II light-empunhando o sabre: O Ataque dos Clones e Star Wars: Episódio III: A Vingança dos Sith.
Depp e Lee apareceu pela primeira vez juntos quando Lee jogou o burgomestre em 1999 "Sleepy Hollow" filme de Burton. Lee expressou personagens em A Noiva Cadáver e Alice no País das Maravilhas de Tim Burton e jogou o pai de Willy Wonka na Charlie e a Fábrica de Chocolate e um capitão de pesca de Nova Inglaterra em Dark Shadows.
Depp diz Lee foi "uma mente brilhante com um coração bonito cuja força de espírito, por sua vez, vive nos corações e mentes de muitas, muitas gerações vindouras."
Sir Christopher Lee, um homem maravilhoso. Um homem profundamente gentil, generoso, caloroso e fascinante. O cavalheiro consumado. Ele foi uma inspiração tanto na vida e na arte. No tempo que passamos juntos, eu tive a honra e a boa fortuna de ser acolhidos em sua ilustre proximidade. Sua amizade é aquela que eu sempre vou segurar próximo e querido para o meu coração, Uma mente brilhante com um coração bonito cuja força de espírito, por sua vez, vive nos corações e mentes de muitos, muitos gerações vindouras.
Meu eterno amor, respeito, admiração e graças ao meu amigo querido, sua família e sua amada Gitte, a mulher que eu adorado.

15062015 - FOLHA DE SÃO PAULO:

3062015 - PETER JACKSON:

É com enorme tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Sir Christopher Lee. Ele tinha 93 anos, não estava em boa saúde há algum tempo, mas o seu espírito manteve-se, como sempre, indomável.

Christopher falava sete idiomas; ele estava em todos os sentidos, um homem do mundo: arte, política, literatura, história e ciência. Ele era estudioso, um cantor, um contador de histórias extraordinárias e, claro, um ator maravilhoso. Uma das minhas coisas favoritas a fazer sempre que eu vim para Londres seria a visitar com Christopher e Gitte onde ele iria me deliciar por horas com histórias sobre sua vida extraordinária. Eu gostava de ouvi-los e ele gostava de dizer-lhes - eles foram feitos para o outro, porque eles eram verdadeiras - histórias de seu tempo com a SAS, por meio da Segunda Guerra Mundial, para os anos de horror da Hammer e, mais tarde, seu trabalho com Tim Burton - da qual ele era extremamente orgulhoso.


Eu tive a sorte de trabalhar com Chris em cinco filmes ao todo e nunca deixou de ser uma emoção para vê-lo em conjunto. Eu me lembro dele dizendo que no meu aniversário de 40 anos (ele tinha 80 anos na época), "Você é a metade do homem que eu sou". Sendo metade do homem Christopher Lee é, é mais do que eu jamais poderia esperar. Ele era um verdadeiro cavalheiro, em uma época que já não valoriza ser um cavalheiro.

Eu cresci amando os filmes de Christopher Lee. Para a maioria de minha vida eu estava encantado com os grandes papéis icônicos ele não só criado - mas continuou a deter décadas mais tarde. Mas em algum lugar ao longo do caminho Christopher Lee, de repente, e magicamente, e ele se tornou meu amigo, Chris. E eu amei Chris ainda mais.

Nunca haverá outro Christopher Lee. Ele tem um lugar único na história do cinema e nos corações de milhões de fãs ao redor do mundo.
O mundo será um lugar menor sem ele.

Minhas profundas condolências à Gitte e para sua família e amigos.

Descanse em paz, Chris.
Um ícone do cinema passou para a lenda.

12062015: VEJA ALGUMAS REAÇÕES DE AMIGOS E ADMIRADORES DE SIR CHRISTOPHER:

Stephen King, escritor americano:

Descanse em paz, Christopher Lee. Ele era o Rei dos Vampiros".

Roger Moore, ator britânico, famoso por interpretar James Bond em sete filmes:

"É terrível quando você perde um velho amigo, e Christopher Lee era um dos meus mais velhos. Nos conhecemos em 1948. Nossos sentimos a Lady Lee, Christina e Juan".

Neil Gaiman, escritor britânico:

"Gostaria de ter conhecido Sir Christopher Lee. Fui muito sortudo e sinto orgulho por ele ter feito o Earl no 'Neverwhere', da @BBCRadio4. Grande ator, grande perda".

Elijah Wood, ator e produtor americano:

"Sir Christopher Lee, um homem extraordinário e um protagonista da vida. Você era um ícone, e um ser humano elevado, com histórias para dias. Vamos sentir sua falta".

Kevin Smith, roteirista de quadrinhos, ator e cineasta americano:

"Nós aplaudimos as perdas de Drácula, Saruman e Dooku. Mas hoje, nós choramos a perda do homem que interpretou todos eles. Adeus, Sir Christopher Lee!".

Duncan Jones, cineasta britânico:

"Christopher Lee morreu após 93 anos nos aterrorizando, meros mortais... E nós o amamos por isso! Obrigado, Sir!".

Boy George, cantor e DJ britânico:

"Adeus, Christopher Lee. Rei dos sustos! Descanse em paz".

Zoë Saldaña, atriz americana:

"Tchau, Sir Christopher Lee. Parabéns por uma vida bem vivida".

Tony Iommi, músico britânico, guitarrista do Black Sabbath:

"Muito triste saber que perdemos Sir Christopher Lee. O homem era realmente uma lenda".

Mark Gatiss, ator britânico:

"O grande, sempre criminosamente subestimado, Sir Christopher Lee nos deixou. Um titã do cinema e uma grande parte da minha juventude. Adeus".

David Cameron, primeiro-ministro britânico:

"Triste por saber da morte de Sir Christopher Lee, um titã da Era de Ouro do cinema e distinto veterano da Segunda Guerra Mundial, que fará muita falta".

Chloë Grace Moretz, atriz americana:

"Tive o imenso prazer de trabalhar com Sir Christopher Lee duas vezes em minha carreira, o que eu acho que é uma grande prova do ator brilhante que ele era, o fato de uma jovem de 12 anos tenha o prazer de poder contracenar com ele no cinema. Jamais esquecerei tudo o que ele me ensinou, as maravilhosas conversas que tivemos e como ele sempre me ajudou a manter a cabeça erguida. Todo meu coração e minhas rezas vão para ele e sua linda e incrível mulher, que era tão parecida com uma inspiração de ar fresco quanto ele. Descanse em paz. Será sempre uma honra dizer que conheci uma alma tão bonita".

NUNCA HOUVE DRÁCULA COM SIR CHRISTOPHER:
IGOR GIELOW
DIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
11/06/2015 12h01

As redes sociais acordaram nesta quinta (11) com comentários sobre a "morte de Saruman". É compreensível, mas pouco, muito pouco quando se fala de Christopher Lee – ator britânico morto aos 93 anos.
Se for para estigmatizar, falemos da "morte de Drácula", de resto um personagem muito mais influente na cultura popular que o mago malvado de J.R.R. Tolkien.
Sir Christopher Frank Carandini Lee foi o maior dos vampiros na tela. Um fã purista do cinema de horror apontará o misterioso Max Schreck em "Nosferatu", criado no mesmo 1922 em que Lee nasceu, como o rei dos sanguessugas cinematográficos. Outro lembrará que a figura clássica do Drácula aristocrático e de fraque foi criado por Bela Lugosi em 1931.
Este fã vai de Lee. Os motivos começam numa contradição: ele odiava o fato de o conde ter poucas falas, nenhuma tirada do livro original de Bram Stoker (1897), no clássico de 1958 em que encarnou pela primeira vez o personagem.
A coisa só piorou nas várias sequências, uma pior do que a outra, forçadas por lucrativos contratos. Em "Drácula, o Príncipe das Trevas" (1966), Lee entra mudo e sai calado –a lenda alimentada por ele diz que as falas eram ruins demais, algo que o roteirista naturalmente negou.
Só que a limitação acabou exacerbando uma criação visual única: o conde frio e implacável, esguio e sempre vestido de preto. O silêncio era compensado por uma animalidade sedutora, não acuada como a de Schreck e seu conde Orlock. Exatamente como o conde de Stoker no livro, as mocinhas se desmanchavam pelo vilão antes de terem suas jugulares degustadas.
Desta forma, Lee resgatou o contexto de embate entre a sexualidade e repressão, entre as descobertas da psicanálise e o ocaso da era vitoriana, que marcam o conde literário.
Por fim, olhos vermelhos e sangue falso a rodo, marcas registradas das produções da Hammer Films, completavam a criação de um modelo definitivo para todos os Dráculas dali em diante – de Jack Palance a Gary Oldman, passando por Frank Langella e uma longa linhagem de canastrões.
Os talentos de Lee eram variados, e as novas gerações foram apresentados a ele pela ponta na malfadada "nova trilogia" de "Guerra nas Estrelas" e pelo supracitado Saruman de "O Senhor dos Anéis", além de diversos papéis menores em que apenas sua presença e a profunda voz de baixo-barítono era capaz de dar gravidade ao mais lateral dos personagens.
Sua voz, aliás, lhe serviu numa infinidade de "voice-overs" e óperas, além de também para gravar inacreditáveis discos de heavy metal quando já era octagenário. Nos últimos dois anos, lançou discos com covers metaleiras de músicas natalinas, um espanto pelo bizarro e pelo sucesso comercial: foi o mais velho cantor a entrar no top 100 da Billboard, na posição 22 em 2013.
Lee considerava que sua melhor perfomance ocorreu em 1998, quando viveu o fundador do Paquistão, Muhammad Ali Jinnah, e gostava especialmente de "O Homem de Palha" (1973).
Mas, provavelmente para seu desgosto, o papel que o definiu foi o do velho conde da Transilvânia. Nunca houve Drácula como sir Christopher.

11062015 - MORRE UMA LENDA:

Sir Christopher Lee, infelizmente, faleceu aos 93 anos após ser hospitalizado por problemas respiratórios e insuficiência cardíaca.
O ator veterano ficou conhecido mundialmente por ter encarnado Drácula mais de dez vezes, Saruman na Trilogia do Senhor dos Anéis, Conde Dookan em Star Wars e muito mais.
O ator faleceu no domingo e a decisão de anunciar sua morte apenas dias depois veio de sua esposa que queria informar os familiares antes. Os dois foram casados por mais de 50 anos.

 Além da carreira cinematográfica, Lee também lançou álbuns de Heavy Metal e em 2009 foi condecorado como cavaleiro pelos serviços ao cinema e caridade, além de ter sido honrado pelo Bafta em 2011.
Sua carreira no cinema começou em 1947 em Escravo do Passado, mas só nos anos 50 quando Lee foi trabalhar com a Hammer que ganhou fama. Seu primeiro filme com o estúdio foi A Maldição de Frankenstein em 1957.
Nos anos 70, Lee continuou no gênero de terror com O Homem de Palha, um filme que ele mesmo considerava como o melhor de sua carreira. Em 1974, ele interpretou o vilão de 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro e logo depois recusou um papel em Halloween – A Noite do Terror, o que o próprio ator julgou como sendo o maior erro de sua carreira.
Sua preocupação de ficar ligado apenas a terror fez com que ele participasse de Aeroporto 77 e 1941 – Uma Guerra Muito Louca. Sua carreira ganhou força novamente em 2001 quando foi escalado para interpretar Saruman na trilogia do Senhor dos Anéis e logo depois como Conde Dookan em Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones e Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith.
Ele se tornou também um frequente colaborador de Tim Burton, participando então de A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, Noiva Cadáver, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Alice no País das Maravilhas e Sombras da Noite.
Em 2010, Lee lançou seu primeiro álbum completo, Charlemagne: By the Sword and the Cross. O recebimento foi ótimo e ganhou inclusive premiações do Metal Hammer Golden Gods. Em 2013, seu single Jingle Hell entrou para posição 22 da Billboard, tornando ele o artista mais velho da história a entrar nas paradas.
 

Ainda há um filme com Lee para ser lançado, Angels in Notting Hill, onde será uma criatura quase divina que cuida do universo. Em 2013, Lee falou sobre seu prazer em atuar: “Fazer filmes nunca foi um trabalho para mim, e sim minha vida. Eu tenho outras paixões, eu canto, escrevo livros, mas atuar é o que me mantém motivado, é o que eu faço e o que dá propósito à minha vida”.

11062015 - MORRE AOS 93 ANOS O ATOR SIR CHRISTOPHER LEE, ETERNIZADO COM O CONDE DRÁCULA:
DE SÃO PAULO
11/06/2015 09h27

O ator Christopher Lee morreu aos 93 anos, no domingo (7), em decorrência de uma parada cardíaca. Ele estava hospitalizado em Londres devido a problemas respiratórios.
Lee se imortalizou no papel do conde Drácula, em nove filmes. Nas últimas décadas, deu vida a Saruman, na saga "O Senhor dos Anéis", e recebeu o título de cavaleiro pela coroa britânica, em 2009.
Tornou-se figura frequente em filmes de terror, mas nenhum personagem seria tão famoso como o vampiro inspirado na literatura de Bram Stoker. Em entrevista à revista "Total Film", em 2005, ele disse que por vezes não ficava satisfeito com o papel. "Eles não me deixavam fazer nada. Pedia para usar algumas frases que Bram Stoker tinha escrito. Às vezes, acabava colocando alguma no meio das falas."
Nos anos 1970, Lee rodou "O Homem de Palha" – que, segundo o "The Guardian", considerava o seu melhor filme – e o vilão de "007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro" – este, o seu maior arrependimento, ainda de acordo com o jornal britânico.
Recentemente, trabalhou com Tim Burton em "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça" e em "A Fantástica Fábrica de Chocolates". Também atuou em "Star Wars Episódio 2 - O Ataque dos Clones". Deixa um filme póstumo, "Angels in Notting Hill".

08062015 - AS BODAS DE SATÃ:
AVALIAÇÃO: 3,9

O ano de 1968 para o cinema de horror foi marcado por uma virada muito significativa no gênero, principalmente motivada por duas produções, O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski, e A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero. Cada filme com suas próprias características, ambos obliteraram qualquer inocência que havia no terror gótico (subgênero predominante até então) e trabalharam com o medo de ameaças inexplicáveis que apenas sabemos que está lá e a qualquer momento podem nos ferir.
Em 1968 a Hammer Film também lançou um trabalho que tenta uma guinada nesta direção com As Bodas de Satã e, apesar de não se desgrudar de alguns elementos que são característicos de suas produções, chama a atenção por ser uma das primeiras produções a aproveitar a baixa da censura britânica e tratar de magia negra e satanismo.
O filme surgiu em 1963 quando sua principal estrela, Christopher Lee, sugeriu a Hammer a adaptação do livro The Devil Rides Out, de Dennis Wheatley (publicado pela primeira vez em 1934). Anos mais tarde, quando a oportunidade surgiu em 1967, a produtora pegou grandes nomes de seu casting para a realização: chamou o autor Richard Matheson (O Incrível Homem que Encolheu, Eu Sou a Lenda) para roteirizar a adaptação, Terence Fisher (O Vampiro da Noite, O Cão dos Baskervilles) para a direção, Arthur Grant (Sangue no Sarcófago da Múmia, Epidemia de Zumbis) na fotografia e no elenco encabeçado pelo próprio Christopher Lee e Charles Gray (007 – Os Diamantes São Eternos).
A história se passa no interior do Reino Unido do final dos anos 20 onde o Duque de Richleau, Nicholas (Lee), acompanhado por Rex van Ryn (Leon Greene), viaja para visitar o jovem Simon (Patrick Mower). Não demora muito e o Duque descobre que seu protegido caiu sobre a influência de um culto satânico liderado pelo poderoso Mocata (Charles Gray).
Simon desaparece, e Nicholas (que tem sua cota de conhecimento de magia negra, praticamente um Winchester, de Supernatural) e Rex usam uma jovem iniciada no culto de Mocata chamada Tanith (Nike Arrighti) para procurar o rapaz. A única coisa que se sabe é que o tempo é curto, pois Mocata pretende realizar uma missa negra para batizar tanto Simon quanto Tanith, sob os olhos de Baphomet invocado (uma impressionante figura meio homem, meio bode, bastante ousado para a época). Quase na última hora, a alma de Simon é salva quando Nicholas e Rex invadem de carro a cerimônia realizada na mata, quase atropelando os asseclas de Mocata.
Porém a batalha somente começou, pois Mocata não desistiu de seus objetivos e usará todas as suas cartas ocultas na manga e seu poder para atrair novamente Simon e Tanith para o lado das trevas e fazer com que um Anjo da Morte leve todos os que ficarem em seu caminho.
O filme trás o que a Hammer tem de melhor: a atmosfera e a teatralidade, porém com um toque de criação que o destaca de ser uma mera produção gótica, o flerte com o satanismo e com figuras impactantes que deveriam chocar as audiências europeias na época, acostumadas a ver um outro tipo de filme da produtora (apesar da pouca violência, sangue e nenhuma nudez.
O elenco ajuda muito a passar esta boa impressão. Lee que – salvo engano – está em seu único papel na Hammer como mocinho interpreta com bastante empolgação seu Conde e é acompanhado páreo a páreo com Charles Gray e seu maligno Mocata. Um duelo de gigantes, como versões satânicas de Van Helsing e Drácula. Os demais coadjuvantes não são ruins, porém não chegam nem próximo da dupla principal.
Os problemas residem nos valores de produção, que envelheceu muito mal (com exceção a aparição de Baphomet e do Anjo da Morte): o figurino dos membros do culto, por exemplo, parece um desfile de carnaval com suas túnicas brilhantes roxas chamativas. Pela duração da película parece que poderia perder uns bons 10 minutos de enrolação no ato final, porém, ainda assim, é um filme onde só a interpretação inspirada de Lee já vale todo o esforço.
As Bodas de Satã pode ser encontrado num DVD pelado, nu com a mão no bolso, lançado pela distribuidora Cult Classic (que tem uma imagem meio lavada e opaca que prejudica um pouco a experiência) ou aos aventureiros das línguas estrangeiras podem encontrar no DVD americano ou no britânico lançado pela Anchor Bay, um porto seguro: áudio remixado em 5.1, trailers, spots e comentários dos atores Christopher Lee e Sarah Lawson.

16-04-2015 - UMA FILHA PARA O DIABO:
 

John Verney, um estudioso do oculto, luta desesperadamente ao lado de sua esposa, Eveline, para salvar Catherine, uma noviça, das mãos de Michael Rayner, um padre excomungado, após descobrir que a intenção do mesmo é preparar Catherine para ser a representante do Diabo na Terra ao completar 18 anos ...

RIOS VERMELHOS 2:
AVALIAÇÃO: 4,5

Continuação de Rios Vermelhos, enorme sucesso nos cinemas Rios Vermelhos 2 - Anjos do Apocalipse é uma aventura policial com muito suspense, perseguições, uma história inteligente e elenco estrelado por Jean Reno, de Missão Impossível. Em cena, ele volta ao papel do detetive durão Niemans, que, ao lado de um ex-aluno, Redá, investiga um caso de polícia sobrenatural. Com a ajuda de Marie, especialista em religião, eles tentam descobrir o que há por trás das mensagens confusas de um homem que se parece com Jesus Cristo e dos assassinatos misteriosos em um monastério. Um thriller de tirar o fôlego com Sir Christopher Lee !!!!

TREM NOTURNO PARA LISBOA:
AVALIAÇÃO:

Baseado no best-seller de Pascal Mercier, Trem Noturno para Lisboa (Night Train to Lisbon, 2013) focaliza um indivíduo de cotidiano simples para discutir as consequências de se escolher entre a luta e a resignação. Raimund Gregorius (Jeremy Irons, de Dezesseis Luas) é um professor universitário com décadas de sala de aula e uma vida pessoal absolutamente desinteressante. A caminho da faculdade para mais um dia esquemático, ele depara com uma jovem tentando o suicídio, prestes a se jogar de uma ponte. Num gesto rápido, consegue evitar o desatino e a leva para o trabalho, onde ministra aulas de línguas clássicas. A misteriosa mulher não permanece muito tempo em sala e parte deixando seu casaco, dentro do qual Raimund encontra um livro e um passagem de trem para Lisboa. Intitulado O Ourives das Palavras, o romance tem poucas páginas e, logo nas primeiras, impacta o professor, que deixa tudo para embarcar no tal trem, já que não consegue reencontrar a jovem.
Está iniciada a longa e reveladora jornada do protagonista, que procura por detalhes a respeito de Amadeu de Almeida Prado (Jack Huston), autor do livro, e encontra com pessoas importantes em sua trajetória. A partir da visão de cada um sobre o falecido, Raimund vai sendo confrontado com suas escolhas da vida toda, constatando o quanto preferiu a apatia e o silêncio, enquanto Amadeu era um revolucionário por excelência. Nesse sentido, Trem Noturno para Lisboa, cuja direção é assinada por Bille August, é o contraponto entre Raimund, a morte em vida, e Amadeu, a vida soprada através da morte. E não faltam personagens com diferentes discursos e atitudes, entre eles Adriana (Charlotte Rampling), a irmã do escritor, que lhe devota gratidão por ele tê-la salvado depois de um engasgo ocorrido durante um jantar. Austera em gestos e palavras, ela é a primeira referência de Raimund.
Entretanto, o que mais depõe contra o longa é a sua estrutura narrativa excessivamente classicista. August investe em uma abordagem metódica, que alterna depoimentos dos que participaram da vida do escritor e flashbacks que mostram a história acontecendo, sempre sob um ponto de vista enviesado. Amadeu é bastante enaltecido, pintado como um revolucionário impetuoso e de retórica forjada a duras penas. No fim das contas, Trem Noturno para Lisboa é muito parecido com tantos outros filmes, e tem um perfil muito próximo do que a Academia costuma indicar ao Oscar e premiar. Infelizmente, dada a natureza conservadora dos votantes, tal comentário não é elogioso, e o filme se mostra como um primo de produções como O Discurso do Rei (The King’s Speech, 2010), exemplo recente de triunfo do convencionalismo sobre a ousadia cinematográfica. Faltou coragem da parte de August para arriscar: ainda que o material preexistente não tivesse em si essa possibilidade, valeria a pena ir um pouco além.
A maior qualidade do filme são os seus intérpretes, todos devidamente encaixados nos papéis que lhes foram confiados, a começar por Irons. Seu Raimund é a síntese de um homem profundamente arrependido de suas decisões, que experimenta sentimentos conflitantes a cada nova página lida e a cada novo encontro. Fazia tempo que o ator não protagonizava um filme, e sua experiência de anos no ofício contribui decisivamente para tornar o professor alguém verossímil, com quem se pode identificar. Não há informações específicas a respeito de seu passado, que vai sendo deduzido a partir de suas reações ao que lê e ouve sobre Amadeu. A sensação que perdura é a de que ele deixou muitas coisas passarem e o tempo, em seu curso sempre adiante, não lhe permite mais recuperá-las. No time dos coadjuvantes, há que se destacar Rampling, uma atriz que hipnotiza nos poucos minutos que tem em cena, e diz as primeiras verdades fundamentais de que Raimund se esqueceu. Ainda há espaço para o veterano Christopher Lee, em uma participação quase afetiva como o padre que lançou em Amadeu a semente da revolução.
O romance de Pascal Mercier é um calhamaço de 460 páginas, que já teve mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Estruturado em quatro partes bem delimitadas, narra a partida de Raimund para a capital portuguesa, o encontro com o passado de Amadeu por meio dos encontros e diálogos com pessoas que fizeram parte da sua vida, a tentativa do professor de lidar e entender as ações e reações do escritor e, por fim, o seu retorno a Berna, cidade em que se passam as primeiras páginas da história – e os primeiros minutos do filme – e as mudanças efetivas que a viagem produziu no seu interior. August não vai tão longe em sua adaptação e prefere encerrar o filme em uma altura diferente da mostrada pelo livro. Não significa, necessariamente, que um ou outro seja melhor pelas escolhas distintas de seus realizadores, mas de uma constatação – mesmo porque, o juízo que sempre afirma ser um livro melhor que o filme no qual se baseia é precipitado e empobrecedor. Especificamente quanto ao filme, seu conjunto deixa a sensação de que August foi reverente demais à sua matriz e preferiu ficar rente ao chão em vez de alçar voos minimamente corajosos, a exemplo do que o protagonista fez a vida quase inteira.
 

O HOBBIT - UMA JORNADA INESPERADA:
AVALIAÇÃO:

Quase uma década após o final da trilogia O Senhor dos Anéis, Peter Jackson retorna à Terra-média na adaptação em três partes do livro que começou tudo, O Hobbit. Criado como um romance para crianças, a "jornada inesperada" de Bilbo Bolseiro, o pequeno hobbit do título, aos poucos cresceu em seu autor, inspirando J.R.R. Tolkien a continuar escrevendo e desenvolvendo o mundo fantástico que havia inventado, inspirado por lendas e mitos europeus.
Aproveitando o tom mais leve e inocente da obra, Jackson deu ao longa O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey), o primeiro da série, doses extras de humor e aventura e, como já havia feito em O Senhor dos Anéis, toma liberdades criativas com o material original para engrandecer a história. Personagens da Trilogia do Anel, que só foram criados anos depois da concepção de O Hobbit, são "convidados" a participar da aventura, bem como personagens citados apenas nos apêndices dos livros (parte do intrincado processo criativo de Tolkien). Jackson e sua equipe de roteiristas - Fran Walsh e Philippa Boyens, também de O Senhor dos Anéis, com a adição de Guillermo del Toro, que durante alguns anos ficou encarregado do filme -, assim, tornam a narrativa simples, inventiva e apressada do livro de 1937 em algo mais palatável para o grande público moderno, que precisa da estrutura segura de seus blockbusters.
Um vilão, por exemplo, é criado na figura de Azog (Manu Bennett, o Crixus da série Spartacus), um líder orc que flagelou anões nas histórias de rodapé da saga de Tolkien. O personagem é trazido aqui para criar um contraponto à nobreza de Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage), o líder da comitiva de anões que parte, ao lado de Bilbo (Martin Freeman) e Gandalf (Ian McKellen), para reclamar seu legado na Montanha Solitária: a cidade de pedra e seus tesouros roubados por Smaug, o dragão (Benedict Cumberbatch). Jackson também faz mudanças para posicionar mais intensamente a trilogia O Hobbit como prelúdio, eliminando coincidências da trama, dando propósitos firmes a ela e aos seus heróis e vilões e costurando ocorrências como gatilhos para os eventos de O Senhor dos Anéis. A intenção de estabelecer melhor uma hexalogia é claríssima.
Nem tudo é perfeito, porém. Radagast, o Castanho (Sylvester McCoy), um dos magos da ordem de Gandalf, é um tanto exagerado e caricato demais em todos os sentidos (uma espécie de São Francisco de Assis do mundo de Tolkien, com o rosto coberto por cocô de passarinho). Suas cenas, ainda que importantes (é ele quem descobre que o mal se instalou nas ruínas da cidade de Dol Guldur), sempre escalonam para o dispensável e o pastelão - como na corrida de trenó de coelho.
Mas a ideia de exagero da ação, com todas as cenas terminando em pequenas batalhas ou correria, não é privilégio de Radagast. Várias cenas do livro O Hobbit foram mexidas para incluir algum tipo de heroísmo ao final. Com 169 minutos, o filme consegue apenas abordar seis capítulos dos 19 do livro, mais uma introdução e duas cenas de apêndices. Não há sequências "sobrando", mas certamente há alguma gordura em cada uma delas que poderia ter sido dispensada na sala de edição. A impressão é que Jackson ficou com receio das críticas que teria ao realizar três filmes menores e não dois grandes, como originalmente previsto. Uns 20 minutos a menos teriam deixado o filme perfeito em termos de duração considerando o material disponível (especialmente em 3D a 48 quadros por segundo, que gera certa fadiga). A "engrossada", que tira um pouco do brilho das interações entre os excelentes atores, funcionaria melhor em home video, para fãs sedentos por mais material.
Tecnicamente, não há do que reclamar. Jackson basicamente desenvolveu versões 2.0 de todos os efeitos especiais que inventou para a primeira trilogia. O sistema que cria exércitos com movimentação aleatória, para preencher grandes campos de batalha sem a necessidade de figurantes, está inacreditável. Basicamente, é possível acompanhar - com o auxílio da alta definição - qualquer personagem na tela e ver pequenas histórias se desenvolvendo em meio a milhares de embates. As criaturas também atingiram um nível de perfeição de deixar James Cameron com inveja. Os três trolls chegam a ser nojentos de verdade, enquanto wargs, goblins e orcs nunca estiveram tão fisicamente presentes. Sem falar em Gollum (Andy Serkis), que retoma sua coroa de melhor personagem 3D já criado, com um modelo ainda mais detalhado e capaz de mais nuances de expressão.
Igualmente incríveis são os cenários fantásticos, como Valfenda e Erebor. A Terra-média existe na telona e Jackson usa de todos os artifícios que conhece para relacioná-la também em nível emocional com a primeira trilogia. A música de Howard Shore segue os mesmos temas consagrados, agora com o apoio de novas e incisivas melodias para os anões, e até a fonte dos créditos é a mesma de O Senhor dos Anéis.

 

CAÇA AS BRUXAS:
AVALIAÇÃO: 3,0

Na trama, Cage é Behmen, um homem que esteve em várias batalhas nas Cruzadas, e que desiste de lutar pela Igreja após perceber que matar várias pessoas em nome de Deus não era justificável. Ao lado de seu amigo Felton (Ron Perlman), torna-se desertor e para conseguir sua redenção parte em uma missão a pedido do Cardeal D'Ambroise (o sempre correto Christopher Lee) para levar uma jovem suspeita de praticar bruxaria (interpretada por Claire Foy) para um monastério distante. Durante o caminho, Behmen, Felton, o padre Debelzaq (Stephen Campbell Moore), o cavalheiro Eckhardt (Ulrich Thomsen), o vigarista Hagamar (Stephen Graham) e o jovem Kay (Robert Sheehan) enfrentarão muitos mistérios.

TESTEMUNHA DE UMA GUERRA:
AVALIAÇÃO:

Mark (Colin Farrell) e David são experientes foto-jornalistas de guerra que buscam imagens no Curdistão, uma região considerada muito perigosa. Mark decide ficar mais alguns dias no campo de guerra, em busca de uma foto exclusiva, enquanto David só quer voltar para casa e reencontrar sua esposa. Alguns dias depois, quando Mark retorna ferido para sua casa, ele fica chocado ao ouvir que David nunca chegou em casa. Cansado, confuso, obcecado pelos fantasmas da guerra e incapaz de voltar a sua antiga vida, com sua esposa Elena (Paz Vega), Mark preocupa a todos e tenta descobrir o que realmente aconteceu com seu amigo. A grande presença de Sir Christopher Lee.

INQUILINA:
AVALIAÇÃO: 3,7
.

A Inquilina conta a história de uma das milhões de mulheres Americanas, solteiras ou descasadas, que a cada ano mudam-se para um apartamento para morar sozinha pela primeira vez. Não sabem quem viveu ali antes dela, não conhecem seus senhorios e não se preocupam em trocar as fechaduras. Após a separação do marido a bela jovem médica Juliet Dremer (Hilary Swank) começa uma nova vida no Brooklyn, em Nova York. Seu deslumbrante e espaçoso apartamento parece bom demais para ser verdade, quando ocorrências fazem-na acreditar que ela não está sozinha. Juliet descobre o inimaginável...alguém a está observando. Com Sir Christopher Lee.

O VERDADEIRO DRÁCULA - SIR CHRISTOPHER LEE COMO DRÁCULA NA HAMMER:

A Hammer films foi um dos mais importantes estúdios da história do cinema inglês. Começou sua produção no final dos anos 50 e até o início dos anos 70 produziu filmes que se tornaram clássicos do cinema de horror. No entanto, o estúdio não conseguiu se adaptar ao cinema da década de 70 e após várias tentativas de renovação, que incluíram duas parcerias com o irmãos Shaw de Hong Kong, o estúdio finalmente fechou suas portas. Seu último filme foi "To daughter a devil", com Christopher Lee. Contudo o que pretendemos abordar nesse pequeno artigo, são as produções que o estúdio realizou envolvendo o Conde Drácula. O personagem havia feito imenso sucesso com "Drácula", filme de 1931 estrelado por Bela Lugosi. No entanto, o próprio estúdio se encarregou de transformar Drácula em um personagem caricato, tendo inclusive se encontrado em uma comédia com Abbott e Costello. Ou seja, toda a aura de horror e mistério que envolviam o Conde, desapareceram. A isso soma-se o fato do "terror nuclear" ter superado o horror tradicional na mente do público de então. Foi nesse contexto que surgiu a Hammer. A hammer simplesmente trouxe o horror clássico de volta e o tornou novamente um imenso sucesso. Primeiro foi a adaptação de Frankenstein, que recebeu o nome de  "A Maldição de Frankenstein" (The Curse of Frankenstein). Estrelado por Peter Cushing e Christopher Lee. O filme inovava ao mostrar em cores o horror da história do monstro de Mary Shelley. Após o estrondoso êxito do filme, o estúdio produziria sua primeira adaptação da história de Bram Stoker e é aí que nos entramos:

1) O VAMPIRO DA NOITE
AVALIAÇÃO: 5,0

Uma das melhores, senão a melhor, versão  do  livro de Bram Stoker. A história é conhecida. Jonathan Harker viaja aos montes cárpatos para uma tentativa desesperada de destruir o Conde Drácula e evitar que o seu mal se propague mundo afora. Falhando em seu intento, Harker acaba fazendo com que Drácula vá ao encontro de sua noiva, Lucy. Este foi o primeiro filme a mostrar Drácula de forma realmente assustadora, com caninos a mostra, sangue escorrendo pelos lábios e um aspecto facial fantasmagórico. O filme se tornou o maior êxito do estúdio, faturando 8 vezes o seu orçamento.

2) DRÁCULA, O PRÍNCIPE DAS TREVAS:
AVALIAÇÃO: 4,5

Drácula é revivido pelo seu escravo Klove, que se aproveita de 2 casais de viajantes incautos que vão parar às portas do castelo. O sangue de um deles é usado para reviver o Conde. Feito 8 anos após o retumbante sucesso de "O Vampiro da Noite", este filme possui uma característica particular: Drácula não fala uma única palavra. Apesar disso é um dos melhores filmes da série.

3) DRÁCULA, O PERFIL DO DIABO:
AVALIAÇÃO: 5,0

 Um padre encontra uma das vítimas de Drácula ocultada no sino da igreja que circunda o velho castelo do Conde. Em pânico ele chama um Monsenhor para ajudá-lo. O Monsenhor resolve então ir ao Castelo em promover um exorcismo. No entanto devido à covardia do Padre (bem, antes covarde do que pedófilo) Drácula e novamente revivido e vai em busca de vingança contra o homem que profanou o seu castelo. Christopher Lee têm mais uma vez uma atuação primorosa e poucas vezes Drácula esteve tão cruel e bem caracterizado como nesse filme. 

4) O SANGUE DE DRÁCULA:
AVALIAÇÃO: 4,8

 Um caixeiro viajante encontra Drácula agonizando próximo ao castelo. Após a destruição do Conde, ele pega suas cinzas, sua roupa e seus pertences e vende a um grupo de homens da alta sociedade interessados em magia negra. Certo de que irá herdar toda a crueldade e poder de Drácula, um deles mistura um pouco de seu sangue com as cinzas de Drácula e bebe. Têm morte instantânea e propicia o ressurgimento de Drácula.  O quarto Drácula da Hammer mantém a qualidade de seus predecessores.

5) O CONDE DRÁCULA:
AVALIAÇÃO: 4,6

Este filme pode ser visto como uma aventura independente dos anteriores. O filme começa com as cinzas de Drácula espalhadas sobre a cripta em seu castelo. Surge então um morcego e goteja sangue em cima das cinzas, o que traz Drácula de volta. É um bom filme, inferior aos anteriores principalmente devido ao constante aparecimento do morcego, cuja criação foi uma infelicidade do roteirista, por que os efeitos especiais de então não ajudavam. No roteiro, um jovem "casanova" vai parar no Castelo de Drácula, após fugir de um flagrante de adultério. Bom, digamos que ele não teve muita sorte.

6) DRÁCULA NO PAÍS DA MINI-SAIA:
AVALIAÇÃO: 4,3

Também conhecido como "O Discípulo de Drácula". Primeira tentativa de trazer Drácula para os dias atuais. Há um certa discrepância com relação aos outros filmes da série e o personagem um pouco descaracterizado. Após um embate com um certo Lawrence Van Helsing (alguns anos de enfrentar Abraham Van Helsing ?? Não se sabe), Drácula é destruído junto com seu algoz e suas cinzas são enterradas na mesma igreja em que em que Lawrence. Pulamos então para o início dos anos 70, onde alguns jovens revivem Drácula na mesma igreja (agora abandonada). Peter Cushing  volta nesse filme como mais um descendente de Van Helsing. Destaque para a belíssima Carolyn Munro como uma das vítimas de Drácula.  O filme pode ser irregular, mas pelo menos promove o reencontro de Christopher e Peter em um filme da série.

7) OS RITOS SATÂNICOS DE DRÁCULA:
AVALIAÇÃO: 4,4

Confusa sequência do filme anterior, onde Drácula é um industrial poderoso que reúne alguns cientistas e planeja destruir o mundo através de um vírus desenvolvido especialmente para essa ocasião. Desorientada,  a Scotland Yard irá convocar o Prof. Van Helsing para resolver o mistério que  se esconde atrás de um culto de magia negra. Última atuação de Christopher Lee como Drácula na Hammer. Da mesma forma que o anterior, o destaque é o encontro dos dois grandes ídolos da Hammer. 


 

Após o insucesso comercial desse filme a Hammer ainda tentou prosseguir com sua fórmula de horror clássico,  mas, infelizmente para nós, não deu certo. Drácula ainda apareceria no filme "A Lenda dos Sete Vampiros", primeira tentativa de se misturar Vampirismo e Artes Marciais. O filme trazia Peter Cushing como Van Helsing e um desconhecido como Drácula. 

No entanto, os filmes que Christopher Lee fez como Drácula são referências e clássicos do cinema de horror mundial. Lee ficou, embora isso não lhe agrade, definitivamente marcado como o melhor Drácula do cinema. O Drácula definitivo. (AIOJ)

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET:
AVALIAÇÃO:
 

Sir Christopher Lee têm um pequeno papel no filme "A INVENÇÃO DE HUGH CABRET", do diretor Martin Scorsese. Eu, pessoalmente, assistir a vários filmes deste diretor e não gostei muito. Mas este filme têm um dos meus grandes ídolos, então vou assistir.

A GÓRGONA:
AVALIAÇÃO: 4,5

A Górgona é um dos clássicos da Hammer em sua gloriosa filmografia. Depois de ter acertando com outros monstros como Drácula, Frankenstein e a Múmia, agora a ideia era a transposição da criatura da mitologia grega para a Alemanha do começo do século XX.
Tendo a famosa dupla dinâmica Christopher Lee e Peter Cushing contracenando juntos, agora com papeis invertidos, já que Lee era o mocinho e Cushing o bandido, mais uma vez a direção ficou a cargo do competente Terence Fisher, a trilha sonora com James Bernard e a produção de Anthony Nelson Keys. Ou seja, pacotão Hammer completo. A única derrapada foi da maquiagem da górgona feita por Roy Ashton, que sempre vinha acertando nas produções anteriores do estúdio britânico, e desta vez ficou lastimável.
O próprio Christopher Lee disse: “A única coisa errada em A Górgona, é a própria górgona”. E é a mais pura verdade, porque o filme funciona muito bem: os efeitos especiais das pessoas se transformando em pedra ao encararem a besta mitológica; a química Lee/ Cushing; o suspense do roteiro. Tudo certinho. Mas no terceiro ato quando a monstra aparece, com suas cobrinhas falsas controladas por arames e quando sua cabeça é cortada fora e rola escada abaixo, é simplesmente sofrível.
Na verdade a atriz Barbara Shelley, que fez o papel de Carla Hoffman, garota “possuída” pelo espírito da górgona do filme propôs a Keys que ela mesmo fizesse a criatura, até pelo bem da continuidade do filme, e ainda sugeriu usar uma peruca especial com cobras vivas para um efeito mais realista. Sua ideia foi rejeitada por problemas de tempo e orçamento. A atriz Prudence Hyman acabou interpretando o monstro (e quase foi decapitada de verdade por Lee, salva no ato pelo diretor assistente que a empurrou, pois a tonta havia esquecido de se abaixar no momento certo, substituída depois por uma boneca) e quando Keys viu o resultado final com os efeitos pavorosos e a cabeça do manequim feia de doer, se arrependeu amargamente e disse à Shelley que deveria ter seguido sua sugestão.
Momento enciclopédia: a górgona é uma criatura da mitologia negra, que possuía cobras na cabeça e o poder de transformar em pedra quem olhasse para ela diretamente. Existiam três górgonas, as irmãs Medusa, Esteno e Euriale. Só que no filme da Hammer, a liberdade poética falou mais alto (até demais) e o monstro do filme é chamado de Megera, que na mitologia, é na verdade uma das três Erínias (ou Fúrias na mitologia romana), que personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme, e não uma das górgonas. Vai entender o que se passa na cabeça dos roteiristas.
Enfim, acontece que esse monstro milenar, supostamente desaparecido há dois mil anos, está aterrorizando o povoado de Vardoff nos últimos cinco, assassinando pessoas misteriosamente em cada segundo ciclo da lua cheia. As vítimas obviamente são encontradas petrificadas. Quando a filha de um estalajadeiro é encontrada neste estado e seu noivo enforcado, o pai do noivo, o professor Jules Heitz vai até a cidade para tentar inocentar o nome do filho e tentar descobrir o que realmente aconteceu, já que todo o vilarejo, liderado pelo Dr. Namaroff (Cushing), parece participar de um complô para esconder a verdade.
Heitz fatidicamente encontra com a Megera e antes de ser totalmente transformado em pedra, envia uma carta para seu outro filho, Paul (Richard Pasco) pupilo do Prof. Karl Meister (Lee) na universidade de Leipzig. Paul e Meister vão até Vardoff para prosseguir a investigação e são mal tratados pelos locais, exceto por Carla, enfermeira assistente de Namaroff, que se apaixona por Paul e a recíproca é verdadeira. Mas Carla guarda um terrível segredo, e Namaroff, que ama platonicamente a bela moça, fará de tudo para mantê-lo escondido, gerando um confronto inevitável com os dois forasteiros.

HORROR HOTEL:
AVALIAÇÃO: 4,0

O filme tem Christopher Lee, fotografia em preto e branco, produção inglesa de 1960, e uma constante atmosfera sinistra numa história de bruxaria. A combinação desses elementos só poderia ter como resultado mais um item indispensável para os apreciadores do cinema de horror: “Horror Hotel” (The City of the Dead), dirigido por John Llwellyn Moxey e com roteiro de George Baxt, a partir de uma história de Milton Subotsky.
O prólogo é ambientado em 3 de Março de 1692, na pequena cidade americana de Whitewood, Massachusetts, onde uma feiticeira, Elizabeth Selwyn (Patricia Jessel), é condenada a morrer dolorosamente na fogueira, queimando viva na estaca e sentindo sua carne crepitar no fogo purificador. Seu cúmplice na magia negra, Jethrow Keane (Valentine Dyall), consegue escapar da sentença dos inquisidores apenas alegando inocência, mas secretamente ele revela sua identidade ao solicitar a ajuda de Lucifer para salvar a alma da bruxa.
A ação passa para centenas de anos depois, onde o sinistro historiador e professor Alan Driscoll (Christopher Lee) está ministrando uma palestra sobre bruxaria, e consegue convencer uma de suas alunas, Nan Barlow (Venetia Stevenson), a utilizar suas férias numa viagem de pesquisas sobre o assunto, sugerindo para ela ir até a cidade de Whitewood, e se hospedar no único hotel existente, o “Ravens Inn”, de propriedade da misteriosa Sra. Newless (também interpretada por Patricia Jessel).
Uma vez hospedada na cidade, a jovem estudante decide explorar o local e ao tentar visitar uma igreja, recebe um aviso assustador de um padre cego, Reverendo Russell (Norman Macowan) para partir imediatamente, pois sua vida corre perigo. Após ela desaparecer misteriosamente, a neta do padre, Patricia Russell (Betta St. John), que administrava um antiquário, decide procurar o irmão da moça, o professor de ciências Richard Barlow (Dennis Lotis), que juntamente com o namorado de Nan, Bill Maitland (Tom Naylor), partem para a cidade.
Lá, eles descobrem as atividades de uma seita de satanistas que fazem sacrifícios de jovens garotas em duas datas por ano, em eventos conhecidos como “Candleman Eve” e “Witch Sabbath”, onde eles ridicularizam os rituais da igreja e reforçam o pacto com o demônio para se manterem eternos.
A seqüência inicial de “Horror Hotel” é certamente um dos destaques do filme, reproduzindo uma cena comum no século XVII, onde mulheres eram impiedosamente queimadas vivas na estaca, acusadas de bruxaria por fanáticos religiosos. Na época, a maioria absoluta era formada por pessoas inocentes que sofriam na carne a dor do fogo imposta por inquisidores equivocados. Mas, no filme a vítima revelou sua identidade e jurou vingança com a ajuda do demônio.
Outro destaque também é o incessante clima sinistro que envolve a pequena cidade de Whitewood, sempre coberta por uma névoa fantasmagórica, parecendo ocultar um mal opressor, somando-se aos misteriosos habitantes encarando de forma hostil os forasteiros que chegam.
Christopher Lee está jovem (na época tinha 38 anos), em um de seus primeiros filmes depois de ser descoberto no final da década de 1950 como um ator de grande potencial e carisma para personagens tiranos e vilões, fazendo aqui um enigmático historiador de ocultismo. Ele que ficou eternamente associado ao papel do lendário conde vampiro “Drácula”, numa infinidade de filmes, principalmente da “Hammer”.
“Horror Hotel” é um filme com fotografia em preto e branco, curto (apenas 76 minutos), tem Christopher Lee na liderança do elenco e foi a primeira produção do estúdio inglês “Amicus”, que na época tinha o nome de “Vulcan Productions”. Criado por Milton Subotsky e Max J. Rosenberg, a “Amicus” tornou-se a maior rival da poderosa e cultuada produtora “Hammer”, fazendo filmes como “Grite, Grite Outra Vez” (Scream, Scream Again, 69), “O Soro Maldito” (I, Monster, 72), “A Fera Deve Morrer” (The Beast Must Die, 74), e as antologias de contos “As Torturas do Dr. Diabolo” (Torture Garden, 67), “A Casa Que Pingava Sangue” (The House That Dripped Blood, 70), “Contos do Além” (Tales From the Crypt, 72), “Asilo Sinistro” (Asylum, 72), “A Cripta dos Sonhos” (Vault of Horror, 73), “Vozes do Além” (From Beyond the Grave, 73), entre outros.
Na Inglaterra, o filme é conhecido pelo nome original “The City of the Dead”, e nos Estados Unidos ele recebeu o título alternativo de “Horror Hotel”. E para a satisfação dos colecionadores e fãs de filmes antigos, essa preciosidade foi lançada em DVD no Brasil pela “Fantasy Music” em Setembro de 2006, sem materiais extras.

A ESSÊNCIA DA MALDADE:
AVALIAÇÃO:4,2

Um cientista regressa a casa com achado incrível um enorme esqueleto pré histórico, por acidente descobre que o esqueleto possui a capacidade de se regenerar quando entra em contato com a agua. Depois de analisar o sangue decide usa-lo para imunizar a sua única filha contra insanidade hereditária depois disso tudo corre mal. Com a imbativel dupla lee-cushing. Inédito no Brasil em DVD. A partir do DVD importado com legendas português.

CHRISTOPHER LEE FAZ 92 ANOS:

Ator nasceu em 27 de maio de 1922


Érico Borgo
27 de Maio de 2012

Nascido em 27 de maio de 1922, Sir Christopher Lee, um dos maiores ícones do cinema, conhecido pela interpretação de vilões fortes, completa 90 anos hoje. O ator inglês, nascido Christopher Frank Carandini Lee, começou sua carreira no teatro, desde cedo dedicando-se a papeis de malfeitores. Seu primeiro personagem foi Rumpelstiltskin, antagonista do conto homônimo dos Irmãos Grimm.
Formado em literatura clássica, Lee perseguiu seu interesse na atuação até que se voluntariou para lutar contra os soviéticos na Guerra de Inverno, do lado dos finlandeses, em 1939. Na sequência, serviu como oficial de inteligência para os britânicos na Força Aérea Real durante a Segunda Guerra Mundial.
Com o fim da guerra, o ator pode dedicar-se à sua carreira. Em sua primeira década como profissional, não teve papeis de destaque, mas atuou em cerca de 30 produções. Sua sorte começou a mudar quando assinou contrato com a nascente Hammer Films, empresa que se tornaria sinônimo de filmes de horror pelas próximas duas décadas. O primeiro filme do gênero da Hammer, A Maldição de Frankenstein (1957), tinha Lee como o monstro formado de partes de corpos humanos. Mas foi como outra criatura famosa que o ator destacou-se e é lembrado até hoje: Drácula. Na companhia, o senhor dos vampiros foi vivido por Lee em um filme de 1958, depois em 1965, 1968, 1969 e 1970 - todos sucessos comerciais. Outras duas produções, que tentavam modernizar o mito, não tiveram sucesso.
Durante esse ciclo, Lee interpretou o monge louco Rasputin, participou de A Múmia, e realizou alguns filmes de Sherlock Holmes - inclusive como o detetive. A seguir, continuou vivendo papeis fortes e de vilões em filmes como a série Fu Manchu (com maquiagem oriental), uma versão de O Médico e o Monstro e diversos filmes de terror menores - incluindo um retorno, agora no cinema alemão, como Drácula.
Em 1973, Lee interpretou o antagonista de um de seus filmes favoritos, O Homem de Palha, longa-metragem que o diretor do original, Robin Hardy, está reinventando com o ator novamente no centro da trama. Na mesma década, também viveu um dos mais antológicos vilões de James Bond, Francisco Scaramanga, o Homem da Pistola de Ouro.
Nos últimos 15 anos, Lee foi apresentado a toda uma nova geração, ao interpretar vilões em duas importantes franquias. Em O Senhor dos Anéis viveu o mago Saruman. Em Star Wars, foi o sith Conde Dookan. Também teve destaque em filmes de Tim Burton como A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, A Fantástica Fábrica de Chocolate e Sombras da Noite, além de ter narrado e dublado outros, como Sweeney Todd, Alice e A Noiva-Cadáver.
Além do prolífico trabalho como ator, que soma mais de 200 produções, Lee também participou de álbuns musicais, como narrador de discos conceituais da Rhapsody of Fire (com a qual também cantou em "The Magic of the Wizard Dreams") e com a banda de heavy metal Manowar.

Christopher Lee, que em 2012 completa 90 anos de idade, postou uma mensagem de Natal a seus fãs. No vídeo, ele fala sobre a atual situação do mundo, mas principalmente dos trabalhos que ele fez este ano e espera estar vivo para ver no cinema (palavras dele).
São eles: O Hobbit (ele está nos dois filmes), Hugo Cabret (primeiro filme de Martin Scorsese em 3D), Dark Shadows (novo filme de Tim Burton com Johnny Depp) e Wicker Tree (que ele jurou não ter nada a ver com Homem de Palha (Wicker Man), clássico inglês dos anos 70 estrelado por ele).
Todo emocionado, Lee fala sobre Martin Scorsese, diretor que ele conhece há 35 anos e que o convidou para fazer um pequeno papel em Hugo Cabret, como o dono de uma loja em uma estação de trem. O ator lembra que passou férias no sul da França quando era pequeno e que a loja é idêntica às suas memórias e o 3D do filme está incrível.
Sobre O Hobbit, Lee disse que passou quatro dias filmando sua participação como Saruman - O Branco, descrito pelo próprio intérprete como “um homem bom e nobre, e chefe do Conselho dos Magos, como ele sempre foi". O ator fala ainda que nem todos os atores da Trilogia O Senhor dos Anéis voltarão reprisando seus papéis, revelando então que -  Aragorn e os cavaleiros de Rohirrim não devem dar as caras em nenhum dos filmes, que têm estreia marcada para dezembro de 2012 e de 2013.
Para encerrar, o ator fala que teve a honra de se juntar mais uma vez à família formada por Tim Burton, Johnny Depp e o produtor Richard Zanuck em Dark Shadows, mais um papel curto, mas importante, daqueles que as pessoas vão identificá-lo e se lembrar. Lee disse que com quase nove décadas completadas, este é o seu objetivo: trabalhar pouco, mas em bons papéis.

O SORO MALDITO:
AVALIAÇÃO: 3,5

Produzido pela "Amicus" em 1972 e estrelado por Christopher Lee e Peter Cushing , "O Soro Maldito" (I, Monster) é uma raridade sem precedentes para fãs e colecionadores - e o mais incrível de tudo é que foi lançado em vídeo VHS no Brasil (só não me lembro por qual distribuidora, me desculpem, e há muito fora de catálogo). Trata-se de uma versão livre da clássica história de terror e ficção científica "O Médico e o Monstro" ("The Strange Case of Dr. Jakyll end Mr. Hyde"), escrita por Robert Louis Stevenson e publicada em 1886.
Essa famosa história, assim como tantas outras da literatura fantástica, teve inúmeras adaptações no cinema e na TV, sendo as mais notórias: a rara versão muda dirigida por John Robertson e estrelada por John Barrymore em 1920; a também pouco conhecida (por nós...) versão feita pela "Paramount" e estrelada por Fredric March (que ganhou até um Oscar pelo papel duplo), sob direção de Rouben Mamoulian, em 1932; o clássico refinado feito pela "MGM" em 1941, desta vez com Spencer Tracy à frente do elenco (que também contou com a belíssima Ingrid Bergmam) e Victor "... e o Vento Levou" Fleming na direção; e esse impagável "O Soro Maldito", de Stephen Weeks, da produtora que "disputava" com a "Hammer Films" a atenção do público inglês no período que vai da segunda metade da década de 1950 até meados dos anos 1970. E se alguma vez a "Amicus" teve uma "idade de ouro", esta, sem dúvida, ocorreu nos anos 70. É nessa fase que foram produzidas pequenas obras-primas do horror e do suspense clássicas, como, por exemplo, o espetacular "A Casa que Pingava Sangue" (1971), além de outros como "Contos do Além" (1972), "Asilo Sinistro" (1972), "Os Gritos que Aterrorizam" (1973), entre mais alguns outros, em sua maioria com Lee ou Cushing, ou ambos, nos papéis centrais.

 Em "O Soro Maldito", Lee é o Dr. Marlowe, um pacato médico londrino que desenvolve uma fórmula capaz de trazer à tona o lado perverso, negativo, dos seres vivos. Depois de realizar experiências com um gato - que, de dócil e tranqüilo, passa a ser agressivo - o médico resolve aplicar a fórmula em si mesmo. E com isso, é claro, ele deixa aflorar sem culpa ou vergonha o seu lado naturalmente perverso. Não contente com a experiência única e isolada, ele passa a utilizar a droga freqüentemente, sendo que em pouco tempo não precisa mais dela para se transformar num monstro; algo parecido com o que ocorre com o Dr. Xavier (Ray Milland), em "O Homem dos Olhos de Raio-X" (1963), de Roger Corman. Marlowe passa, então, a aterrorizar a vida da população londrina, cometendo assassinatos brutais e misteriosos à sombra do seu "eu" que julgamos ser o verdadeiro. Como todos os indícios levam ao horrendo e desfigurado Blake, que, curiosamente, tem livre acesso ao quarto dos fundos do Dr. Marlowe, Uterson (Cushing), o advogado do médico, desconfia que este esteja sendo vítima de chantagem e resolve investigar; não demora muito e ele descobre, de fato, que Marlowe e Blake são, na verdade, a mesma pessoa. No inevitável conflito final entre ambos, o Dr. Marlowe, transfigurado no horrível paralelo de seu alter-ego negativo, encontra seu fim ao rolar escada abaixo com o corpo em chamas, e, ao morrer, metamorfoseia-se de volta à normalidade. j   Já perdi a conta de quantas vezes Lee e Cushing se atracaram até a morte na cena final, com o primeiro geralmente representando o mal, e o segundo, o bem, ainda que seja sisudo e circunspecto à sua maneira, mas nesse filme em particular o conflito atinge as raias da realidade: Lee parece inteiramente tomado pelo personagem, e, talvez devido à competência com que explora a eficiente maquiagem, chegamos a temer verdadeiramente por Cushing. Aliás, a maquiagem é o ponto forte do filme; é fácil perceber que é uma produção modesta (assim como todas as demais produções da "Amicus"), nitidamente datada, mas tem seus bons momentos e traz carimbada a legítima essência do que foi o terror britânico na década de 70, época, inclusive, em que a "Hammer Films" já estava começando a dar sinais de desgaste. O roteiro se perde bastante no começo, e, por isso, o filme segue aos trancos e barrancos, mas do meio pra lá a coisa melhora assustadoramente e o suspense é quase que abandonado para mostrar a violência em seu estado puro, na caracterização impressionante de Lee, que consegue, apenas com o uso primário de certos truques faciais e seu olhar brilhante e arquetípico, explorar a malignidade completa de seu personagem; a exemplo do que Spencer Tracy havia feito na brilhante versão de 1941, ele vai pouco a pouco se metamorfoseando em própria bestialidade; quando, enfim, chega aos processos finais de transformação - tanto física, como psicológica - além dos quais já não existe mais o que explorar, está total e completamente desprovido de qualquer vestígio de humanidade. Blake vence, e Marlowe sucumbe. O mal parece mesmo que está sempre mais fácil ao alcance da mão, já nos advertia Stevenson, sabiamente.

A VIRGEM DE NUREMBERG:
AVALIAÇÃO:

SINOPSE: Mulheres estão sendo torturadas no calabouço de um castelo por um sobrevivente do Holocausto.
Mais uma produção falada em italiano. Nos EUA, o título foi mudado para "Horror Castle" (O Castelo do Horror), mas no Brasil o títrulo permaneceu com a tradução literal para que não haja confusão entre o mesmo e "O Castelo do Pavor" (1963, com Boris Karloff). O filme foi lançado na Itália em 15 de agosto de 1963 e somente em abril de 1965 nos EUA.

A CASA QUE PINGAVA SANGUE:
AVALIAÇÃO: 3,8

Revisitemos "A Casa que Pingava Sangue" (1971), já um pequeno clássico do horror e caro especialmente aos amantes dos “terror tales”, tão comuns na saudosa década de 1970 e hoje completamente esquecidos. Pois é um daqueles filmes divididos em episódios, com um fio condutor amarrando a trama e funcionando como uma historieta à parte. São quatro histórias curtas (em média 20 minutos cada uma) e todas são ótimas, cada uma com sua própria peculiaridade distinta, com um gosto envelhecido, agradável, talvez até com cheiro das páginas amareladas daqueles contos curtos porém rasteiros que saíam aos montes em magazines de horror e suspense como “Mistério Magazine de Ellery Queen”, “Mistério Magazine de Alfred Hitchcock”, “Horas de Suspense”, etc. E não é para menos, já que todo o filme é baseado em histórias do mestre do horror e suspense Robert Bloch (e também com roteiro de seu próprio punho), mais conhecido como autor do romance “Psicose” (1959), que Alfred Hitchcock transformou num clássico do cinema.
Bloch, aliás, escreveu e roteirizou uma série de filmes entre os anos de 1960 e 1970, todos eles para a produtora “Amicus”, que na época rivalizava com a “Hammer Films”, também inglesa, no mercado de horror. Só para dar uns exemplos desses filmes, hoje pérolas raras e amadas pelos aficionados: As Torturas do Dr. Diábolo, Asilo Sinistro, Picada Mortal.
Quanto à Casa que Pingava Sangue, e para aqueles que ainda não viram (e que desejam ver), seria chato conhecer a fundo a trama de cada episódio, por isso irei me limitar a pinceladas rápidas, apenas para uma primeira apreciação. Tudo começa quando um inspetor da Scotland Yard sai em busca de um ator de filmes de terror desaparecido, chamado Poul Anderson, tempos depois de ter alugado a famigerada casa, então sob o controle de um tal de Sr. Stoker. Na delegacia do próprio vilarejo, um assustado oficial de polícia conta ao agente outros casos estranhos de desaparecimento e morte que ocorreram num passado não muito remoto e que tinham relação com a casa. E então nos são apresentadas as histórias.
Na primeira delas (baseada no conto “Method for Murder”), um escritor de livros de crime e mistério resolve se isolar na mansão, juntamente com sua esposa, para terminar um novo trabalho, e acaba sendo vítima não propriamente de suas idéias obsessivas, mas de algo ainda mais insuspeito. Ele cria um personagem psicopata chamado Dominic e acredita estar sendo vítima de sua própria criação. O conto não é, como se poderia imaginar a primeira vista, completamente previsível: há um jogo psicológico com o espectador que funciona maravilhosamente (eu, pelo menos, caí que nem patinho). Sem dúvida é aqui, justamente nessa primeira história, que vemos a influência maléfica da casa se manifestando de forma mais intensa, fazendo jus à sua fama, talvez um tanto exagerada, de mal assombrada, embora a casa não participe, em qualquer uma das histórias, de maneira direta sobre as tragédias que recaem sobre os personagens, mas apenas, e como nos diz o próprio narrador, “exerce uma estranha influência sobre sua personalidade”. Tendo a personalidade ideal (seja lá o que isso signifique) não há qualquer problema.
A segunda história (“Waxworks”) é mais indireta ainda, já que o crime, o clímax do conto, não é relacionado à casa propriamente dita, mas a uma antiga e provavelmente não resolvida questão de adultério entre uma bela mulher já falecida (chamada apropriadamente de Salomé) e alguns homens que a amaram no passado. Acontece que o dono de um museu de cera da cidade construiu uma cópia perfeita de Salomé e a mantém exposta, até que um negociante aposentado (interpretado por ninguém menos que o grande e inigualável ator britânico Peter Cushing) a descobre perdida na semi-obscuridade do museu e fica fascinado pela sua beleza e por estranhas recordações do passado. Esse homem, não por acaso, acabara de se isolar na Casa, e daí à conclusão de que algo aterrador irá acontecer é um pulo. Esse, ao menos, levará consigo um velho amigo, que também fora no passado um joguete de Salomé e ainda se mantém preso em recordações saudosas.
Essa história não é absolutamente original, já que parte da lenda de Salomé (aquela que fora uma princesa na época do Rei Herodes, e que já foi contada e recontada, entre outros, até pelo poeta irlandês Oscar Wilde numa peça de teatro), e mescla com o tema comum às histórias de horror envolvendo um museu de cera. É possível que o conto esteja até mesmo deslocado da premissa do filme, mas acaba passando batido por ser, entre outras coisas, divertido, simpático, com bons atores e, of course, ter Peter Cushing no elenco. O que nos leva à terceira história (“Sweets to the Sweet”) - e a minha preferida. Não somente pelo fato de ter Christopher Lee no elenco, mas por ser a mais sádica, cruel e diabólica, a despeito do fato de apresentar uma linda garotinha loira como estrela principal. Lee interpreta um pai austero e anti-social, que resolve se isolar com a filha na casa de campo por achar que ela herdou, da mãe, uma tendência a práticas de bruxaria. E talvez ele tenha razão; por medo, acaba tratando a menina com rispidez, o que só faz aumentar a raiva e a vontade de vingança da garotinha. Nem mesmo a presença de uma belíssima e dedicada babá impedirá a tragédia que se desenrola aos poucos no casarão. Final previsível, mas aterrador, sinistro, resgatando a prática macabra do vodu tal como se acreditava que era praticado pelas bruxas da idade média. Uma história crua, gélida, e Lee, como sempre, muito à vontade no papel.
A quarta história é aquela que iniciou tudo (a história do ator de filmes de terror desaparecido, o tal Poul Anderson), que havia alugado a casa durante o tempo em que iria atuar num novo filme de horror mas, por causa de uma “capa de vampiro” supostamente verdadeira, acaba se envolvendo numa trama vampírica macabra e insuspeita. Além do canastríssimo Jon Pertwee como o “astro de cinema” (como ele enfatiza com toda pompa), esse episódio traz a diva do terror inglês Ingrid Pit, que já na década anterior vinha se destacando nos filmes de terror da produtora “Hammer”, mais especificamente naquele que se tornou um clássico: A Condessa Drácula (inspirado na história de Elizabeth Bathory). O conto é muito divertido e revive com bom humor e originalidade o tema do vampirismo, então já revirado do avesso nos filmes de terror britânicos. Curiosamente, essa história é a única que consegui encontrar na forma do conto original escrito por Robert Bloch: saiu numa coletânea portuguesa de histórias de vampiros chamada “12 Histórias de Vampiros – Apresentadas por Roger Vadim”, mas é bastante diferente da adaptação em filme, preservando só a idéia da capa que tem poderes de transformar em vampiro quem a veste. Clima sinistro do começo ao fim, bons argumentos, boa música, atores carismáticos, a junção de todos esses elementos, e muito mais, tornam A Casa que Pingava Sangue um verdadeiro clássico. Filme que não canso de rever.

SIR CHRISTOPHER LEE RECEBE O PRÊMIA SPIRIT OF HAMMER:

Sir Christopher Lee recebe prêmio em reconhecimento por sua contribuição ao Heavy Metal

Christopher Frank Carandini Lee (88 anos) – ou Sir Christopher Lee, como é mais conhecido – é um dos atores mais importantes da história do cinema. Sua carreira inclui filmes memoráveis como: A Maldição de Frankenstein (1957), Dracula (1958), A Múmia (1959), O Cão dos Baskervilles (1959), e mais recentemente O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002), Star Wars II: O Ataque dos Clones (2002), Star Wars III: A Revanche dos Sith e Alice no País das Maravilhas (2010).
Peter Jackson nos conta que no dia da filmagem da cena começou a explicar a Lee que tipo de som ele deveria fazer ao ser esfaqueado, mas Lee o interrompeu e disse que já tinha uma idéia muito clara sobre o tipo de ruído que um homem faz ao ser esfaqueado, pois ao ter trabalhando no serviço secreto britânico na Segunda Guerra Mundial teve a oportunidade e esfaquear nazistas!
É dono de uma das vozes mais fortes e marcantes do cinema, comparável talvez apenas à James Earl Jones (que interpretou Darth Vader em Star Wars e Thulsa Doom em Conan).
O que poucos sabem é que Christopher Lee é um excelente cantor, tendo uma preferência declarada pelo gênero heavy metal, mais especificamente Symphonic Metal. Ele já gravou com a banda italiana Rhapsody of Fire, onde fez a narração nos álbum ¨Symphony of Enchanted Lands II – The Dark Secret¨ e ¨The Frozen Tears of Angels¨. Após isso a banda pediu que ele participasse cantando com eles. Isso aconteceu na música ¨The Magic of the Wizard Dreams¨, onde ele mostra todo seu talento e sua poderosa voz.
Recentemente ele gravou um album solo ¨Charlesmagne: By the Sword and the Cross¨, onde narra e canta a história de um dos maiores reis da história. De acordo com o Colégio Heráldico de Roma, Sir Christopher Lee é um descendente direto de Carlos Magno através de sua linhagem materna, os Carandinis. A escolha do tema foi uma homenagem a seu ancestral, que é conhecido como o Pai da Europa.
Um álbum conceitual, com letras originais no gênero Symphonic Metal.
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Recentemente Lee recebeu o prêmio Spirit of Hammer do Metal Hammer Golden Awards através das mãos de Tonny Lonni, a lenda do Black Sabbath e inventor do Heavy Metal, pela sua imensurável influência nos temas e no imaginário do Heavy Metal. Foi um dos momentos mais incríveis da história do rock.
Depois de se desculpar – demonstrando possuir o inconfundível humor britânico – com os ingleses pela sua interpretação apaixonada das linhas ¨I shed the blood of the Saxon men¨ (Eu derramei os sangue dos homens ingleses) em seu último trabalho, Sir Christopher fez um discurso emocionado em frente a mais de 1500 fãs e mais de 300 membros da indústria do rock. Antes de deixar o palco ele disse ¨I will be leaving on my motorbike with a case of Jagermeister [beer] and several copies of Metal Hammer¨ (Eu vou partir em minha motocicleta com uma caixa de Jagermeister [marca de cerveja] e várias cópias de Metal Hammer¨.
Christopher Lee será homenageado na próxima edição do Bafta, que ocorre neste domingo (13) na Royal Opera House em Londres. Ele receberá o prêmio "fellowship", a maior honra do evento, pela contribuição que sua carreira teve para o cinema britânico.

O ator, de 88 anos, mostrou-se emocionado com a homenagem.

- É muito inesperada e muito grande a honra de me encontrar em companhia tão distinta recebendo o prêmio "fellowship".
O chefe da Academia Britânica de Cinema Tim Corrie disse que sempre foi fã do ator inglês.
- Eu estou muito feliz pela Academia reconhecer o trabalho de Sir Christopher Lee. Ele tem entretido a mim por muitos anos e é um ícone do cinema britânico ao redor do mundo.

Entre os ganhadores anteriores, estão Charlie Chaplin, Alfred Hitchcock, Steven Spielberg, Elizabeth Taylor, Anthony Hopkins e Vanessa Redgrave.

 

HISTÓRIA:

Christopher Frank Carandini Lee, MBE, (Londres, 27 de maio de 1922) é um ator britânico nascido na Inglaterra conhecido por sua versatilidade e longevidade cinematográfica, alem de um notório cantor, dono de uma voz incomparável.[carece de fontes?] Lee ficou conhecido mundialmente interpretando o Conde Drácula, personagem que encarnou por diversas vezes pelos estúdios da britânica Hammer Film Productions.

Filmografia selecionada

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